American Crime Story – 1×03 – The Dream Team

American.Crime.Story

Imagem: Amanda Móes/Arquivo Pessoal

Continua após as recomendações

 

É impressionante o tanto de reviravoltas que esse capítulo do julgamento de O.J., se não fosse o fato de ter acontecido realmente, haveria quem acreditasse que esses plots twists seriam criados da imaginação de Ryan Murphy e outros. O que parecia um jogo ganho para a promotoria se torna uma confusão em questão de horas. Todo o plano que Marcia estava tramando para o julgamento desmorona com o tanto de publicidade que o caso recebe e a busca pelos 15 minutos de fama de quase todos os envolvidos. Um dos momentos que isso fica visível é logo no começo do episódio, com as crianças Kardashian recebendo um reconhecimento um tanto assustador – tanto da série, como das pessoas – e parecendo se divertir com isso. Embora eles de fato estivessem lá e só eles podem comentar sobre conversas particulares, parece um certo excesso da produção em colocar eles lá e lembrar todos de como eles começaram a serem famosos.

Continua após a publicidade

American

Imagem: Amanda Móes/Arquivo Pessoal

Mas isso não é o ponto do episódio, nem de longe, o ponto fica pela quantidade de jogadas dos advogados, começando por Robert Shapiro, que começa tentando livrar a si mesmo, em tentar livrar O.J. de penas maiores. Shapiro começa com contratações especiais, como Lee Bailey e Bill Hodgman para ter os melhores nomes do lado, com eles Hodgman traz um especialista em DNA que sugere que continuem com mais uma jogada ousada, não retirar o DNA, mas aplicar a dúvida pelo pouco conhecimento da população sobre DNA. Enquanto isso, a promotoria consegue só cartas chave e continua agindo como se houvesse ganho, embora alguns atos, até de influências de fora, fazem com que a proposta inicial vá ruindo. Uma delas é a polêmica foto da revista TIME, com um O.J. mais “escuro”, aumentando a controvérsia sobre racismo no caso. E tudo só piora com as descobertas do dream team sobre um dos policiais que seria testemunha chave no julgamento.

Como se já não bastasse, uma das testemunhas resolve fazer uma entrevista por uma quantia em dinheiro, abrindo assim o jogo da promotoria, que também sofreu abalo com as fitas vazadas de Nicole Simpson pedindo ajuda em um dos ataques de O.J. Aproveitando o momento, Shapiro dá uma entrevista ao New Yorker colocando a culpa toda no racismo dos investigadores e como O.J. é uma vitima do sistema da polícia.

O cenário final é com a entrada de Johnnie Cochran para o time, o que dá um salto para a estratégia de que O.J. foi enquadrado. Enquanto isso, Marcia Clark tem todo o caso revirado e o que parecia jogadas fracas e desesperadas, se torna um misto de pesadelo.

Nenhum comentário

Adicione o seu