American Crime Story – 1×05 – The Race Card

American.Crime.Story.S01E05.REPACK.480p.x264-mSD.mkv_snapshot_15.02_[2016.03.03_19.53.00]

Imagem: Arquivo Pessoal/Amanda Móes

 

O julgamento de O.J. Simpson faz jus à fama que recebeu e continua rendendo inúmeros momentos de show e brilhantismo, duas coisas que mantiveram o público da época (e os telespectadores de hoje em dia), aguardando por mais.

O nome do episódio é uma referência direta a estratégia do dream team de O.J., usar a carta do racismo, da promotoria, da polícia e das pessoas, em julgar um homem de cor culpado rapidamente, como em tantos outros casos que aconteceram antes. A estratégia é usada com maestria, Cochran, extremamente esperto e competente, já tem um próprio passado com a polícia racista de LA e já sabe por onde atacar e a essência do julgamento, como eles mesmo disse “evidências não vencem casos, histórias vencem casos, e quem as contar melhor”.

Continua após a publicidade

Enquanto isso a Marcia Clark e sua equipe se baseiam na vasta quantidade de evidências e fatos que apontam para O.J., antes e depois do assassinato de Nicole Brown. De cara, seria algo que alguém apostaria todo o dinheiro na condenação, não fosse o tom social, político e “famoso” que o caso desenrolou. Todos esses fatores externos são grandes armas apontadas para a cabeça da promotoria, que ainda não sentiu todo o efeito do dream team. Enquanto isso, Darden, que estava completamente feliz por ter sido incluído nos advogados principais, sente um dos primeiros ataques de Cochran e a suposição de se realmente merece estar ali. E é esse momento que leva Darden a ver o quanto Cochran pode jogar baixo para vencer.

Como se já não bastasse a confusão da promotoria, os ventos não sopram a favor da justiça, quando Bill Hodgman não aguenta a pressão do caso e tem que sair, deixando a promotoria em desfalque, Darden é novamente promovido, mas ainda sim, um desfalque comparado ao quase time de futebol de O.J.

American.Crime.Story.S01E05.REPACK.480p.x264-mSD.mkv_snapshot_51.22_[2016.03.03_20.31.58]

Imagem: Arquivo Pessoal/Amanda Móes

Nesse episódio, Shapiro e Lee se tornam mais coadjuvantes que nunca, o próprio O.J. não assume a liderança, quem reina agora é Cochran, sua dialética incrível, seu talento e sua vontade de vencer são o suficiente para levantar ainda mais a população, que mais do que nunca parece prestes a entrar em uma espécie de conflito civil, negros de um lado, brancos de outro, todos manipulados por advogados e pela mídia. Inclusive, manipulação poderia ser o título do episódio, já que vemos o quanto Cochran sabe mexer com isso, mudando até a casa de O.J. fazendo-o no perfeito inocente, não fosse a boca e o racismo que o próprio Juice possuí e não consegue esconder.

No fim, dois personagens chamam a atenção. O repórter, Dominick Dunne, da Vanity Fair, chamado pelo juiz Lance Ito em pessoa para acompanhar o caso junto de uma das famílias das vítimas e o delegado que descobriu as primeiras evidências do crime e que foi um dos primeiros a entrar na casa de Nicole Brown, Mark Fuhrman, que parece carregar uma mala de precedentes racistas, um prato cheio para o dream team.

Equipe Mix

Equipe Mix

Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

No comments

Add yours