American Horror Story – 5×01 – Checking In

Imagem: Sciencefiction

 

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Ah, que delícia cara (não jogue essa frase no Youtube)! Oi, eu sou o Erik, o novo revisor de AHS (antes eu fazia The Walking Dead, mas me tiraram eu quis mudar de ares). Sim, sou um medroso crônico… Não, mentira, eu sou muito macho, pelo menos quando não tem rato ou sangue envolvido. Agora que já me apresentei devidamente, vamos embarcar nessa nova temporada do horror americano, intitulada “Hotel”.

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Duas loirinhas gringas chegam a um hotel gigante, onde não tem nenhuma alma viva, barulho, nada. Como elas são europeias, devem estar acostumadas a algumas bizarrices, mas tudo tem limite, e o limite é você ser atendido pela Kathy Bates. Amigão, se a recepcionista do hotel é uma Kathy Bates com óculos de Itu cobrindo a cara, corre porque deu ruim. Nesse hotel também não tem WI-Fi e nem 3G, ou seja, acordar com a Regina Casé lambendo sua cara é menos assustador do que ser obrigado a ficar sem internet.

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As duas loirinhas estão lá, serelepes e pimponas, quando uma delas resolve sair para pegar gelo. Já no corredor, dá de cara com uma camareira secando sangue de um lençol. Que coisa natural. Se não bastasse, PÁ! Dois gêmeos, que parecem filhos de cruzamento de uma albina com o César Cielo, brincam no corredor e fazem o Batman somem do nada (alguém aí gritou “O Iluminado“?). Tem também uma luva cafona fantasma que se diverte chegando perto do cabelo dos outros.

Está um fedor insuportável no quarto, quando uma delas resolve cortar o colchão. De dentro da cama, surge um perebento gritando feito uma gata louca no cio. Música, cortes bizarros e temos a abertura do seriado, anunciando que a quinta temporada de American Horror Story está oficialmente no ar (ah, que delíci… opa, já disse isso). Devo informar, o maior susto até aqui foi ver o letreiro anunciando a Lady Gaga no elenco.

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Depois de um doente pular de dentro da sua cama, é super normal que você apenas mude de quarto no hotel, não é mesmo? Pronto, já estou torcendo para essas minas se darem mal, pois odeio gente burra. Não dá outra, uma delas acaba servindo de lanchinho para os filhos do Cielo.

Assim começa AHS – Hotel, já entregando o maior número de coisas doentias que os roteiristas poderiam inventar. Tem olhos e língua em cinzeiro, mulher atravessada e pregada durante o sexo e um serial killer à solta. Temos também um estupro sinistro, com um ser deformado usando um dos cones do peitos da Madonna como consolo e sodomizando um crackudo, enquanto a gêmea siamesa do Freak Show assiste. Isso é só pra me horrorizar? Já conseguiu, pode pegar leve, pois não deu nem 30 minutos de seriado ainda.

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Enquanto o policial (que parece ser a única pessoa quase normal dali) procura pelo serial killer no quarto 64 do hotel dos infernos, temos Neal Caffrey vestido de Adam Lambert ao lado da Lady Gaga, indo curtir um cineminha ao ar livre, caçando gente para uma suruba (quem nunca?). E surpresa! Neal e Gaga são dois loucos metidos a vampiros, que se alimentam do sangue de seus amantes. Nunca imaginei. Diga-se de passagem, belo traseiro, hein Gaga.

Descobrimos que as duas europeias do início do filme estão sendo alimentadas para ficarem mais saborosas ao gosto da Lady Gaga. Não li sinopses, então não tenho spoilers, assisti ao episódio sem saber nada… Acho que provavelmente a Gaga é dona do hotel. Bem, se até a Kathy Bates tem medo da bad romance, é por que ela é sinixxxtra (sotaque carioca caprichado só pra enfatizar).

Depois que o policial e sua filha encontram dois corpos com os intestinos pra fora, os roteiristas já começam a querer complicar meu trabalho de fazer review, pois odeio flashbacks. Voltamos então para 2010, onde descobrimos que o policial (sério, ainda não sei o nome dele) tem uma trauma na sua vida, que é o desaparecimento do filho. Booooring.

Imagem: Ladygaganow

Algumas outras revelações: Kathy Bates é mãe do cover de Adam Lambert. Descobrimos isso em mais um flashback (putz) , só que dessa vez em 1994, onde Kathy só entrou no hotel para salvar o filho drogado de uma traficante, que é a ex-gêmea siamesa. Pseudo-Adam tem uma overdose e Kathy empurra a siamesa através da janela, a fazendo imitar a Supergirl… Porém, percebemos que ela não tem a capacidade de voar como a prima do Superman, por isso acaba morrendo bem feio. Nesse momento, Lady Gaga se mostra o verdadeiro cramunhão, que conecta todo o sobrenatural da história. Inclusive a luva cafona do início é dela, mas pra quem já usou vestido de carne, está tranquilo. Mais um pouco do policial e sua família, letrinhas subindo, enquanto o episódio termina ao som de “Hotel Califórnia” (meteoooro de clichê).

No geral, um episódio apenas legalzinho. Bem mais pesado que as season premieres de outras temporadas, mas desesperado para chocar o tempo todo, de forma gratuita. Lady Gaga me surpreendeu com uma boa atuação, embora algumas vezes ela pareça não ter sobrancelhas e isso me dê nervoso. Mesmo sabendo que ela não precisa se esforçar pra ser medonha, quero ver mais da dona poker face, que roubou todas as cenas já de cara.

Obs.: Se não tiver Jessica Lange, não é American Horror Story. Tomara que apareça, nem que seja numa pontinha.