American Horror Story – 5×05 – Room Service

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Imagem: Atrl

Vamos direto, sem enrolação, para nossa quinta jornada através dos suntuosos (só que não) quartos do Hotel Cortez.

Perita em fazer besteira, a mulher do John Lowe (que sério gente, ainda não gravei o nome) resolve dar seu sangue para curar um garoto morrendo de sarampo. Óbvio que o moleque fica mais louco que o Batman e bebe o sangue dos pais, faz uma revolução na escola e mata todos os adultos, transformando a pivetada em vampiro. Ou seja, molecada mal educada, levando faca para escola, agredindo professores e funcionários… Basicamente o tal colégio vira uma escola pública brasileira. Tudo começou com a namoradinha do garoto, que achou super normal eles darem um beijo ensanguentado, afinal, aos 11 anos, quem nunca, ?

O detetive John é demitido da força policial, pois seu chefe não acreditou na história do jantarzinho com assassinos mortos do episódio passado. Como assim? A história é super coerente e embasada, todo mundo deveria acreditar nessa coisa que qualquer pessoa mentalmente equilibrada contaria. Então, para curar as mágoas, ele enche a cara, pega a Sally de tudo quanto é jeito e depois acorda com a tribufú do lado, tomando um susto e dando migué de que não lembrava de nada (pior ressaca que existe, a moral). Mesmo assim, lembrando o que essa mulher e seu demônio de estimação fizeram no primeiro episódio com um incauto, me admira o John ainda conseguir sentar. Saiu no lucro, policial.

Neal Caffrey Adam Lambert convence Ramona a usar a Kathy Bates como espiã, para arquitetar uma vingança contra a Lady Gaga. Adam diz que sua mãe consegue ser invisível e passar despercebida aos olhos dos outros. Nesse momento, eu gargalhei, pois não tem como a Kathy ser invisível. Olhem para os córneos dessa mulher! Ela conseguiria assustar o Maníaco do Parque! Pois bem, eu não poderia estar mais errado, afinal, ela realmente não foi notada como vampira pelo Zoolander (que consegue cheirar cocaína a um quilômetro, mas não identificar um igual) e pela Lady Gaga, nos mostrando que a Poker Face é uma completa imbecil, já que é rainha do camarote de tudo ali e não notou nada de errado.

O barman Paulo Gustavo encontra-se com a Kathy Bates, e a primeira coisa que diz é: “Você está horrível”. Carequinha, você falou isso usando uma bata florida e um turbante brilhoso na cabeça. Seje menas. Ele resolve nos contar seu flashback, fazendo a grande revelação do dia: Não é gay, só um crossdresser. Em outras palavras, já pode fundar um clubinho com o Laerte. Paulo era um pai de família infeliz, que queria se vestir e se sentir como uma dama. Só conseguia se libertar quando podia usar roupas femininas, longe da esposa e filhos. Foi aí que a Gaga (oohla-la) se mostra uma stalker sem noção, faz ele não se sentir mais uma aberração e se aceitar. Muito legal, edificante, libertador. Porém, precisava transformá-lo num Tio Chico da Família Addams maquiado?

Tudo isso se desenrola enquanto o Hotel Cortez recebeu dois hóspedes “especiais”. Um fotógrafo, famosinho no Instagram, e sua namorada, que entre exigências e humilhações, perturbaram a Kathy Bates de todas as formas. Humilham a mulher até ela se emputecer e se revelar como vampira, matando os dois com requintes de crueldade. Durante todo o episódio, eu fiquei me perguntando com quem o tal fotógrafo parecia e… Meu Deus, a Bates matou o Alexandre Pato!

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Imagem: American Horror Story Spain

Gaga revela seus planos para a mulher do policial: Em troca dela ficar a eternidade do lado do filho (que atua pior que o Cirilo de Carrossel), vai ter que ser babá de todos os outros vampirinhos albinos também. Percebam pela foto ao lado, que se tornar vampira não melhorou a vaidade da doutora Alex Lowe, pois a moça ainda se penteia como a Dona Florinda sem os bob’s. Tem um momentinho família, com ela botando o filho estranho para dormir. Os caixões das crianças bizarras da Gaga são vistos do alto e fim do episódio.

Tenho que reconhecer: AHS vem melhorando, não o bastante para ficar no nível das outras temporadas (até de Freak Show), mas o suficiente para ser tragável. A sequência na escola contribuiu muito pra essa melhora, pois foi bem escrita, dirigida e as crianças atuaram bem, realmente me deixando com aquele fiapo de medinho, mesmo que não o suficiente para me fazer dormir de luz acesa. Aos poucos o seriado vai voltando aos trilhos e cumprindo o que prometia no primeiro episódio. Quem sabe no próximo até ganhe quatro estrelinhas pela primeira vez? Oremos.

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