American Horror Story – 6×03 – Chapter 3

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Imagem: Arquivo Pessoal

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Finalmente um pouco de luz na história dessa nova temporada. Em seu terceiro capítulo, American Horror Story, eleva as apostas sobre o que esperar desse sexto ano. O episódio passado foi chato, o sumiço de Flora já era esperado e o plot envolvendo as enfermeiras assassinas e o personagem de Denis O’Hare parecia que não responderia as nossas perguntas. De fato ambas as histórias não foram citadas nesse episódio, contudo a abordagem sobre a colônia Roanoke ganhou grande relevância e a entrada de um interessante novo personagem deu aquele gás que precisávamos.

“Devo empilhar corpos como lenha”

Como já especulado, os espíritos daqueles que formaram a Colônia de Roanoke realmente continuam no local onde hoje está a casa de Matt e Shelby. Citei na review anterior que eu realmente esperava que essa temporada não abordasse a questão de espíritos de pessoas que morreram em um determinado local e que continuam rondando o mesmo eternamente, mas isso acabou se confirmando. Entretanto, ao contrário da primeira e quinta temporadas nas quais o espaço físico onde se localizava esse “solo sagrado” era bem delimitado (respectivamente uma casa e um hotel), nesse ano os espíritos parecem rondar todo o vasto terreno onde habitava a colônia de Roanoke, abrindo assim possibilidades para poucas novidades. Uma outra diferença importante é a presença de uma entidade nesse local, o que pode explicar o porquê de ele ser sagrado, trata-se da personagem de Lady Gaga, que ainda não sabemos o nome, mas parece ser uma espécie de “ninfa” que pode conferir certos poderes para as pessoas em troca de suas almas.

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“Nunca me desafie novamente”

Como também dito na última review, a colônia de Roanoke foi uma das primeiras tentativas da Inglaterra de colonizar a América do Norte, era um grupo de aproximadamente 116 pessoas lideradas por John White que precisou voltar a Inglaterra para conseguir mais suprimentos e a partir desse ponto da história começa a “licença poética” de Ryan Murphy. John deixou como líder da colônia sua esposa Thomasin White, personagem da excepcional Kathy Bates, uma vez que o povo passava fome parte da colônia queria partir daquele local e ir em direção ao interior do território, coisa que ela se negava a fazer. Por conta disso, um grupo de resistência formado por alguns homens destituiu Thomasin do poder e tomou o controle da colônia, ela foi abandonada, inclusive pelo seu próprio filho Ambrose, foi presa e deixava na floresta para morrer de fome, já quando não tinha mais forças, Thomasin orou a Deus entregando sua alma para ele e aceitando seu aparente e inevitável fim, mas além de Deus quem também ouviu a sua oração foi a tal Ninfa da Lady Gaga que ofereceu liberdade e poderes a Thomasin em troca de sua liberdade. Dessa forma ela volta para a colônia, mata seus algozes e de quebra ainda retoma o poder da porra toda.

“Posso levar vocês a ela, por 25 mil dólares. Aceito Visa, MasterCard, Discover…”

É inegável o talento de Kathy Bates. Assim que o trailer da temporada foi liberado logo após o primeiro episódio, ficou claro que ela iria arrebentar. A atriz faz vilãs e personagens voltadas para o macabro muitíssimo bem, o que não é para menos, afinal, Kathy foi a primeira a ganhar um Oscar de melhor atriz por uma performance em um filme de terror. Com Kathy Bates, Ryan Murphy sempre teve a faca e o queijo na mão, porém a atriz sempre foi subaproveitada (assim como vários outros do elenco) enquanto Ryan focava seus holofotes apenas em Jessica Lange. Espero que ela finalmente receba toda a atenção que merece. Outra super atriz que a cada episódio que passa brilha ainda mais é Angela Bassett, o desespero de sua Lee com o sumiço de Flora é tocante, mas é Adina Porter que vem se destacando gradativamente no show; os depoimentos de Lee (aquela que a Angela Bassett dramatiza) são cheios de emoção e apesar de ficar apenas olhando e falando para uma câmera a atriz compõe as nuances de sua personagem muito bem.Leslie Jordan também esteve totalmente confortável com seu Cricket Marlowe, o médium excêntrico que chega para ajudar na busca por Flora foi uma ótima adição a série e ele dizendo que aceita Visa e MasterCard foi simplesmente hilário.

Agora que a ligação com a Colônia de Roanoke foi explicitamente estabelecida, a série pavimenta o terreno para o aguardado sexto episódio que, segundo Ryan, será aquele que trará a grande virada para a série. Espero que essa virada apesar de surpreendente seja coeso com tudo que a série apresentou até aqui. Até semana que vem 😉

Croatoan 1: Não sei o que dizer sobre os dois meninos encontrados mamando aquela leitoa, isso bem parece coisa do Ryan que insere elementos na série apenas para chocar o telespectador visualmente, mas que na história não acrescenta em nada.
Croatoan 2: Filmagens vazadas há um tempo atrás, mostra uma Kathy Bates contemporânea filmando a série, parece que essa virada irá surpreender mesmo.
Croatoan 3: A cena dos personagens de Cuba e Gaga tendo relações sexuais na floresta foi sem pé nem cabeça e a “vingancinha” contra o marido que a Shelby fez em seguida foi de encontro ao perfil da personagem que nos foi apresentado até aqui.

4 comentários

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    Bruno 10 outubro, 2016 at 22:58 Responder

    Comecei a ler a review e me lembrei das atuações da Kathy e da Angela e pensei que não podia esquecer de comentar. Pra minha surpresa ao longo do texto tu falou exatamente delas.
    Até que enfim ganharam personagens bons (desde Lalaurie e Marie Laveau) pra mostrar todo o talento das duas. Maravilhosas

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    Juk 4 outubro, 2016 at 19:55 Responder

    sobre o Croatoan 1: isso é o horror, é o choque. Lembra da cena da Lana Banana enfiando o cabide (eu acho que era cabide) na vagina pra tentar abortar ou então da Sally costurada a aqueles dois amigos dela. É isso, é horror.

    sobre o Croatoan 2: não foi sem pé e nem cabeça. É coisas que demônios fazem em filmes de terror, eles seduzem a pessoa, as encanta.

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      Marcelo Henrique 17 outubro, 2016 at 11:08 Responder

      Entendo o que você disse e concordo aquela cena foi um choque visual incrível, o que coloco em dúvida é a sua relevâcia na história. Dá sim para fazer esse tipo de cina atrelada a história que está sendo cotada. Vide a cena do “estripamento” do Crickett no episódio seguinte. Que chocou e que estava coesa.

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