American Horror Story – 6×05 – Chapter 5

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Imagem: Arquivo pessoal

 

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Um episódio cheio de didatismo e conveniências, mas também de boas surpresas. É esse o balanço que temos desse quinto episódio da sexta temporada de American Horror Story, agora oficialmente com o subtítulo de: Roanoke. Na semana passada, nós tivemos um episódio muito alto explicativo, os três primeiros nos deixaram muito no escuro e a impressão que ficou do quarto episódio foi que ele deu todas as suas cartadas. Com a já anunciada virada que o sexto capitulo vai ter, esperávamos que esse quinto fosse bem mais explosivo, mas não foi o que aconteceu.

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“Lembre-se de que também é um servo. Não pense que sua língua aveludada pode te tornar mais do que isso. ”

De cara tivemos a volta de Evan Peters, grande veterano do show sendo o único ator ao lado de Sarah Paulson e Lily Rabe a participar de todas as temporadas. Entretanto, ainda não decidi se gostei ou não do personagem do ator, até porque considero difícil formar uma opinião sobre ele. Evan dá vida a Edward Phillipe Mott, o construtor e primeiro proprietário da casa de Matt e Shelby e também mais uma das vítimas de Thomasin “Açougueira” White. A atuação do Evan está aceitável, contudo, esse tipo de personagem “carregado na tinta” não combina com ele. Ele já havia dando umas derrapadas com o James March na temporada passada, justamente por conta de umas características caricatas do personagem e aqui parece que ele perdeu um pouco a mão.

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“Os vivos colocam a sua vida acima de tudo, mas o mais importante é morrer em paz”.

É inegável o talento do Ryan e do Brad quanto showrrunners. Nip/Tuck e Glee provaram e American Horror e Crime Story atestaram, ainda mais eles como dois dos mais importantes produtores estadunidenses. Contudo, muitas vezes fica a impressão que eles criam a história para servir aos personagens e não o contrário. É como se eles pensassem, criassem vários personagens com suas personalidades e características (algumas bem loucas) e depois disso fizessem uma história onde esses personagens se encaixam. Isso não é um demérito, porém, às vezes incomoda. Particularmente, eu tenho uma grande birra quando o personagem é maior que a história, porque geralmente quando isso ocorre eles ficam fora do contexto.

“É um fardo para a mãe sofrer no nascimento do filho, mas nada se compara com a triste morte daquela criança”.

A família Mott e todas as suas bizarrices se encaixavam perfeitamente no universo proposto em Freak Show, mas não aqui em Roanoke. Deu a impressão que Ryan queria dar um personagem pomposo e diferente do Evan, ao passo que ele precisava contar a história do construtor da casa e de quebra ainda poderia fazer uma ligação dessa temporada, com uma das temporadas anteriores e assim nasceu o Edward Phillipe Mott.

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“Olhe para mim em pedaços. Mamãe arrancou minha perna”.

Outra que retornou para a série foi a maravilhosa Frances Conroy, interpretando a matriarca dos Polk, que aliás fizeram uma ótima participação nesse episódio, nos mostrando mais sobre essa bizarra família. Descobrimos que eles fizeram um acordo com a Açougueira e algumas vezes ajudam-na a fazer seus sacrifícios anuais. Em troca disso, cada um fica no seu quadrado e todos vivem em paz.

Ver Frances e Kathy Bates dividindo a tela foi um deleite. Mas depois disso, as sequências de cenas deixou um pouco a desejar, quando tudo parecia perdido a virada de Ambrose foi conveniente demais para Shelby e Matt. Já tinha ficado claro que ele discordava dos atos da mãe, mas sua revolta vim mais de um século depois não caiu tão bem assim.

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Bom, com aquele aparente final feliz não sei o que essa virada no episódio que vem vai representar. As expectativas estão grandes, já que pelo promo, nos será mostrado os bastidores do programa e o personagem de Cheyenne Jackson. Só nos resta aguardar para ver, até semana que vem. 😉

Mama Polk 1: Os Polk me lembra um velho filme de terror Quadrilha de Sádicos, de 1977, do mestre Wes Craven. Existe também um remake: Viagem Maldita, de 2006. Recomendo os dois, ótimos filmes!

Mama Polk 2: Referencias a O Iluminado e a O Grito. Excelentes! AHS sempre fez isso com muita maestria.

Mama Polk 3: E o que foi Kathy Bates saindo da fogueira e perseguindo nossos mocinhos? Que mulher assustadora e maravilhosa!