American Horror Story: Cult – 7×04 – 11/9

Imagem: FX/Divulgação

Junte-se ao Culto!!

Sim, sim, nossas preces foram ouvidas e, depois de uma ótima premiere, cuja uma história muito interessante e de muito potencial nos foi apresentada, seguido de dois episódios que pouca coisa aconteceram, American Horror Story: Cult voltou a andar em seu quarto episódio… E para frente!

O curioso, é que havia citado na review anterior, justamente que o que estava faltando para mudar a dinâmica da série e fazê-la sair do marasmo, era que fossemos apresentados ao culto e tivemos um episódio inteiro para isso. Minha maior preocupação para essa demora na revelação dos integrantes do culto, era a expectativa que faríamos sobre eles, para, possivelmente, sermos decepcionados no final. E isso provavelmente aconteceria, já que tirando Beverly, os outros integrantes não foram nenhuma surpresa.

Realmente acreditava que Ryan e sua trupe tinha seus motivos para esconder as suas cartadas e não revelar quem estava por trás do bendito Culto, que dá título a esta temporada (a participação de Kai como líder, embora na serie tivesse ficado apenas subtendida, já havia sido confirmada pelo Murphy numa entrevista), mas não vimos esses motivos pra tantos mistérios, não houve nenhuma grande revelação, acontecimento ou suspense que culminasse na revelação dos seus membros. Pelo contrário, o episódio já começou nesse ritmo, tornando a coisa toda bastante gratuita, mas não reclamo, a série já vinha a dois episódios andando em círculos e ter um empurrão como esse é motivo de celebração.

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Kai, assim como tantos outros líderes de cultos e seitas como Charles Manson e Jim Jones, é extramente carismático. Entretanto, ao contrário desses outros líderes citados, Kai não recruta seus seguidores com todo um poético e bonito discurso como Manson ou distribuindo comida e outras coisas aos necessitados como Jones. Aparentemente Kai, digamos, escolhe a dedo os seus liderados, ele identifica uma pessoa, a vigia, localiza seus pontos fracos, toma conhecimento de suas dificuldades e frustrações e usa tudo isso para fazer com que elas o sigam. Um tipo de conduta que é bastante comum mundo a fora, principalmente em certos lideres religiosos. Inteligentíssimo, Kai está ganhando vida através de um poderoso Evan Peters, o ator que está a sete anos na série e soube crescer junto com ela, tem tudo para conseguir sua primeira indicação ao Emmy, vamos torcer, ele merece, afinal o universo de American Horror Story sempre foi e continuará sendo dominado por mulheres e por atrizes que sempre defenderam ferozmente os seus papéis, ainda assim Evan, sempre que podia, é claro, manteve sua presença e isso é um feito e tanto.

Ally, a heroína e protagonista da temporada, teve uma brevíssima participação nesse episódio. Mas o interessante não é isso e sim o fato de não termos sentido a menor falta dela. Eu tento ter empatia pela personagem, principalmente pela questão delicada de suas fobias, que deve ser realmente algo complicado para quem tem esse tipo de condição, seja lá qual for o seu medo. Mas independente disso, a ingenuidade da personagem beira ao ridículo, bem como algumas de suas atitudes ou a ausência delas, e como tudo que é ruim, ainda pode piorar, todas essas questões tendem a se agravar quando ela descobrir que sua esposa Ivy, a falsiane é do culto… Só Jesus na causa! Se a personagem não fosse interpretada por alguém do calibre de Sarah Paulson, estaríamos todos torcendo para ela levar uma facada. Acreditem!

Ainda sobre o elenco, ao que tudo indica, a ladra de cena dessa temporada, mais uma vez, atenderá pelo nome de Adina Poter. Que mulher maravilhosa! A atriz que fez uma pontinha na primeira temporada e voltou na sexta quebrando tudo, volta esse ano na pele da repórter Beverly, outra integrante do culto. Afrontosa, ela protagonizou umas das melhores cenas do episódio ao bater naquele moleque com o microfone, virando meme, com direito a vídeo remix e tudo. A capacidade da atriz é estupenda e na promo do próximo episódio, ela dá uma gargalhada que já é o bastante para indica-la a todos os prêmios de TV.

Com isso, depois de dois episódios de muita preocupação e um pouco de decepção, American Horror Story: Cult me fez sorrir novamente, com um episódio redondo e super provocativo. O episódio inverte as datas do 11 de setembro (nos EUA quando se trata de datas, o mês vem antes do dia, logo 11/9 é 9 de novembro e não 11 de setembro), para mostrar que o 9 de novembro, dia em que ficamos todos perplexos pela vitória de Trump, mudou e mudará a vida de muitos americanos, já que isso representou sim um retrocesso e uma vitória do conservadorismo.

É triste ver o quanto a audiência dessa temporada tem caído, claro que no quesito “show/entretenimento” ela estava deixando a desejar, com os dois episódios arrastados que já havia citado, contudo a série passa umas mensagens importantíssimas, que a fazem merecer a nossa insistência e não o nosso abandono. Vejo muitas pessoas, erroneamente, comparando a série a Scream Queens, numa prova clara de que elas não estão entendendo a mensagem dessa temporada, American Horror Story: Cult está usando da nossa realidade para catapultar os seus acontecimentos e é necessário ter ciência do quanto isso é enervante. Até a próxima! 😉

Join the cult 1: Mais uma vez no papel de uma bitch, Emma Roberts morreu cedo. Será que vai ter uma temporada em que ela termina viva?

Join the cult 2: Ai, Evan Peters no chuveiro… não preciso dizer mais nada, né?

Join the cult 3: Depois de ter aparecido em Roanoke, Chaz Bono, filho da Cher, teve seu melhor momento na série nesse episódio, com direito ao melhor de Jogos Mortais e tudo.

Join the cult 4: Quer dizer que Ivy e Winter já se conheciam? Nunca gostei dessa cobra.

2 comments

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  1. Avatar
    Bruno Dornelles Rangel 3 outubro, 2017 at 10:50 Responder

    Dói dizer isso, mas a falta da Ally parece que fez bem. Infelizmente, essa é a personagem mais chata da Sarah.
    Adina Porter, pelo contrário, mostrou que é uma grande atriz. Ri muito com o remix que fizeram dela batendo com o microfone no skatista hahaha.
    E Evan é muito bom fazendo papel de lunático/fanático.

    Nunca confiei nessa Ivy.

    Nossa, eu realmente falhei na parte do título do episódio. Eu inclusive ia reclamar que não entendi o motivo do 11 de setembro estar ali hahaha

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