American Horror Story: Cult – 7×06 – Mid-Western Assassin

Imagem: Captura de Tela/Reprodução

Pessoas como o Sr. Anderson e Donald Trump não são o lixo. Eles são as moscas que o lixo atraiu. 

American Horror Story continua com a sua safra de bons episódios. Após o atentado que ocorreu em Las Vegas no inicio do mês, que deixou 58 pessoas mortas e quase 500 pessoas feridas, o inicio desse sexto episódio foi editado. Como podemos ver, o tiroteio era imprescindível para o desenvolvimento do episodio, portanto não pôde ser totalmente cortado, no inicio original, era mostrado cada uma das vitimas de Meadow sendo atingidas, com a edição, apenas os sons dos tiros e a mão da atiradora teve destaque, o interessante é que o último tiro dado por Meadow foi desviado, gracas a interferência de Ally. Acontece que esse tiro iria matar Ivy, que acabou sendo salva, indiretamente, pela esposa.

A cena dos mindinhos, onde Kai senta com um dos seus seguidores e, digamos, os obriga a responder as suas perguntas continua sendo a fonte de maior revelação da série. No episódio passado, descobrimos muita coisa do passado do líder do culto e tivemos a bombástica revelação de que Vicent, o psicologo de Ally, é seu irmão. Nessa semana, foi a vez de Ivy “cruzar o mindinho” e sabermos mais do seu passado. Fizemos descobertas legais, aquela história de que Ivy odiava a Ally, apenas porque ela votou em Jill Stein ao invés da Hillary, era muita forçação de barra. Aqui ficamos sabendo, que a treta entre elas duas, pelo menos da parte de Ivy, vem de uma data já bem longinquá,  mas precisamente do nascimento de Ozzy, onde Ally foi a responsável por dar a luz ao garoto, já que Ivy possui uma doença que a incapacita de engravidar.

Nunca fui muito com a cara da Ivy, mas acompanhando os comentários nas redes sociais da série, estou vendo que as ofensas em cima da mulher estão bem pesadas, inclusive gente criticando a aparência da atriz Alison Pill. É necessário, sempre e em qualquer circunstancia, aprender a separar ficção da realidade. Talvez o ódio em cima da personagem seja por conta do trabalho que a Alison faz maravilhosamente bem. A atriz não tem nada a ver com isso. Até porque, existe personagens muito piores que a Ivy. O Harrison, por exemplo, é um péssimo marido, abandonando a Meadow, sem nem pensar duas vezes, no momento em que ela mais precisava só para ficar com o policial (se bem que o policial é o Colton Haynes, né? Difícil ser racional nesses horas, mas voltando…) e eu não vejo as pessoas falando horrores dele. Além disso, ela poderia ter acabado com a Ally na cena do banheiro e resolveu poupar a vida da esposa.

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O episódio ainda teve a participação de Mare Winningham, uma das veteranas de AHS que teve um participação muito breve. Um baita desperdício. A personagem da atriz foi responsável por um dos melhores diálogos da temporada, mas teve seu fim precoce pelas mãos do Culto, mais uma prova de que Kai não está medindo esforços  para levar seu plano de “dominação mundial” adiante. Foi hilário, embora não devesse ser, ver Ally chamando ele de “Charles Manson moderno”, com ambos partilhando do mesmo tipo de loucura, cada um em seu tempo. Muito interessante, ver a personagem da Mare dizendo: “É o tipo de coisa que acontece quando o patriarcado é ameaçado. Manson foi um produto dos anos 70. Liberdade das mulheres, a pílula…”.

Aqui, interpretamos que toda vez que o uma mulher alcança, ou tenta alcançar uma posição de destaque, um lugar que é predominantemente ocupado por homens, os homens utilizam o medo, a violência, dentre outras coisas, para poder impedir a mulher de conquistar aquele lugar, para reaver o poder. Querendo mostrar que, diante dessas situações de medo e/ou perigo, situações difíceis no geral, apenas homens podem liderar, apenas eles podem resolver. Logo após a frase, é feito um paralelo com David Koresh e Janet Reno e o massacre que ficou conhecido como o Cerco de Waco. David Koresh, foi líder de uma seita chamada Ramo Davidiano, quando agentes federais tentaram cumprir um mandado de busca na sede da seita, um conflito armado foi iniciado, causando mortes de ambos os lados. Tudo isso culminou no Cerco de Waco, feito pelo FBI, que durou quase dois meses e resultou na morte de quase 100 pessoas. O interessante é que o Cerco ocorreu apenas um mês depois de Janet Reno ter assumido o cargo de Secretária da Justiça dos EUA, a primeira mulher a ocupar tal posição. O primeiro de diversos desafios que a Secretária enfrentou, e onde teve, por várias vezes, sua competência questionada e sofreu diversas críticas apenas por ser mulher.

Além de ter sido um bom episódio, a série continua mais que nunca fazendo suas críticas sociais, seja contra a situação política dos EUA, sobre a alienação causada pela internet atualmente ou o patriarcado. Na semana que vem, a série promete causar mais polêmica, ao retratar a tentativa de assassinato sofrida pelo empresario estadunidense Andy Warhol, nos anos 60, pelas mãos de Valerie Solanas, uma feminista da época.

1 comment

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    Bruno D Rangel 18 outubro, 2017 at 15:40 Responder

    Não fiquei satisfeito com os motivos da Ivy de entrar no culto. Se antes, o fato de Ally não ter votado na Hillary já era algo mesquinho, esse novo motivo é egoísmo puro. Exijo a morte da Ivy pra já!

    Não ficou bem claro (pelo menos pra mim) se o Dr. Vincent faz parte ou sabe do culto. Pelo que entendi não, mas sou meio distraído..
    Torço (agora) muito pela Ally, mas a vejo tão sozinha que não sei como conseguirá vencer. Não entendo essa obsessão do culto (Kai) por ela. O que ela tem de tão especial para quererem atormentar tanto a pobre coitada?

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