American Horror Story: Cult – 7×07 – Valerie Solanas Died for Your Sins: Scumbag

Imagem: FX/Divulgação

American Horror Story utiliza de controversas personalidades do passado para apresentar um plot sem sentido, recicla atores e traz de volta duas das suas maiores estrelas.

Dando inicio a apresentações de cultos reais e seus lideres que Ryan já havia prometido que a temporada abordaria já faz um tempo, como Charles Manson e Jim Jones, o episódio inicia esse tema com uma escolha um tanto quanto duvidosa, embora existam pessoas reais envolvidas, a existência do culto em questão nunca foi provada. Aliás, Ryan e sua trupe tomam algumas ousadas, surpreendentes e, porque não, perigosas licenças poéticas aqui. Claro que estamos diante de uma obra de ficção, mas é necessário cuidado ao inserir pessoas reais nesse contexto, parece que o processo da centenária Olivia de Havilland em cima de Feud não ensinou nada a eles, mas vamos lá! A cena de abertura do episódio, reconstrói um acontecimento de quase meio século atrás: A tentativa de assassinato de Andy Warhol pelas mãos de Valerie Solanas.

Continua após a publicidade

Num curto resumo sobre o caso: Valerie Solanas era uma escritora conhecida por seus radicais ideais feministas, uma opositora ferrenha do patriarcado que acreditava que a sociedade deveria ser composta apenas por mulheres, sua obra mais famosa é o SCUM Manifesto, que abordava maneiras e razões para “cortar” os homens da sociedade. Certa vez, Valerie encontrou com o empresário e muito conhecido artista plastico Andy Warhol e entregou para ele o roteiro de uma peça, intrigado pelo titulo da peça (titulo esse que não me atrevo reproduzir aqui), Andy disse que iria olhar o material, em vez disso ele perdeu o bendito roteiro. Furiosa, Valerie efetuou três disparos contra o artista, mas acabou acertando apenas um que apesar de não ter matado o coitado, o deixou com algumas sequelas. Após ser diagnostica com esquizofrenia, Valerie cumpriu pena num manicômio para criminosos. Com a repercussão do caso, algumas feministas se juntaram aos ideais de Valerie e pediram a sua soltura.

Não entendi o fato de Ryan ter escolhido esse caso da Valerie, que possui ideais feministas extremos, para poder liderar a revolta das mulheres integrantes do culto de Kai (coloca mais feminismo na conta), para que no final descobríssemos que tudo não passava de uma jogada dele. Obviamente que aqui não saio em defesa seja dos atos de Valerie ou de Beverly, Ivy e Winter, contudo trazer essa história do passado, com direito a flashback e tudo, para motiva-las e depois mostrar que tudo foi manipulação de um homem é rir da nossa cara. Realmente acreditei e adorei a possibilidade desse racha dentro do culto e das mulheres se juntando para acabar com o Kai, mas aquele sorrisinho dele no final me fez trincar os dentes. Pela primeira vez Evan Peters está me fazendo odiá-lo.

Falando em Evan Peters, além do já habitual Kai coube a ele a missão de interpretar o Andy Warhol, assim como, futuramente, ele também dará vida a Charles Manson, Jim Jones, dentre outros. Uma escolha que não me agrada, claro que isso dá a oportunidade do Evan demonstrar sua versatilidade, contudo escalar outros atores seria a melhor escolha. Se ao menos houvesse um padrão, digamos, ele interpretar Kai e Manson por exemplo, dois líderes de cultos, faria mais sentido, apesar de ainda não ser o ideal. Apesar de ter tido uma atuação segura como Andy, foi Lena Dunham que realmente brilhou nesse episódio. A atriz trouxe toda a “loucura” da Valerie numa atuação magnifica, seja nos trejeitos, semblantes ou tons de voz (em geral muito irritantes) da personagem, um trabalho que composição incrível, mostrar que Ryan geralmente acerta em suas escalações, aliás um dos únicos pontos fora da curva, graças aos Deuses, morreu nesse episódio.

Porque siiiim, Harrison morreu! Esse momento é meu! Nossa que personagem irritante e os trejeitos canastros e exagerados de Billy Eichner só piorava tudo. Incrível sua capacidade de ficar fora do tom, que ele e seu personagem irritante vá e não volte nem em flashback. Por falar em volta, duas maravilhosas integrantes da família American Horror Story retornaram nessa temporada: Frances Conroy e Jamie Brewer. Brewer, infelizmente, fez apenas uma participação especial como uma das integrantes do SCUM de Valerie, já Frances veio com uma personagem cheia de possibilidades. Na pele de Bebe Babbitt, uma personagem que afirma ter namorado a Valerie Solanas, ela foi responsável por instigar as mulheres do Culto de Kai a se voltarem contra ele e a matar o Harrison, contudo como podemos ver no final, as suspeitas aumentaram sobre a personagem.

AHS: Cult apresentou mais um episódio positivo, alguns defeitos pontuais, mas com um belo saldo no final. Até o próximo. 😉

1 comment

Add yours
  1. Avatar
    Bruno D Rangel 25 outubro, 2017 at 14:58 Responder

    Fiquei em dúvida se a história toda da Bebe é verdade ou ela inventou isso. Se for verdade, como será que Kai conseguiu mudar o pensamento dela?

Post a new comment