American Horror Story: Cult – 7×08 – Winter of Our Discontent

Imagem: FX/Divulgação

Aquele episódio em que você não entende absolutamente nada!

American Horror Story: Cult tem se mostrado uma temporada com alguns altos e baixos, não chega a ser irregular, já que, ela tem seguido a premissa que apresentou desde sua premiere, contudo existem algumas escolhas artísticas e narrativas que são questionáveis. A série teve um ótimo primeiro episódio, onde foi apresentada uma história promissora com um envolvimento direto com as ultimas eleições estadunidenses. Depois disso tivemos uma sequencia de dois episódios de muito marasmo, em que a série não saiu do lugar, mas desde o quarto episódio tem avançado de maneira significativa na sua história, acumulando pressão e acontecimentos, para aquilo que seria um ótimo clímax: A queda de Kai pelas mãos das mulheres do culto, o episódio passado pareceu ter abraçado isso de maneira assustadora, mas como vimos no final, toda a trama havia sido manipulada e foi decepcionante.

Com isso chegamos a Winter of Our Discontent e ainda estou me perguntando o que foi que aconteceu. Sério, olhando num panorama geral, como a história apresentada nesse episódio é necessária e relevante para a temporada? Kai já se mostrou um paranoico, um paranoico muito inteligente por sinal, por isso o assassinato do irmão não foi nenhuma surpresa, talvez se tivéssemos tido a morte da Beverly alguém que, ao contrario do Vicent, era mais interessante e relevante para a narrativa, o episódio talvez tivesse valido do algo. Mas ai nos lembramos e podemos citar o fato da Ally ter se juntado ao Culto, só que se o objetivo era terminar com esse gancho, não seria melhor ter feito todo esse episódio em cima da personagem arquitetando esse plano para poder resgatar o filho?

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Porque não adianta a série querer fazer suspense, sabemos que a Ally está fingindo ser parte do Culto, mas que seu único objetivo é resgatar o filho. Até porque, caso ela realmente tiver passado para o “lado do mal”, só vai fazer o que já está ruim, piorar drasticamente. Nunca vi alguem tirar tanta coragem, estrategia e frieza assim de uma hora para outra, imagino que uma mãe é capaz de tudo para salvar seu filho, mas até para a maioria das pessoas é difícil criar coragem nessa rapidez, que dirás para alguém traumatizada, fragilizada e cheia de fobias como a Ally. Ela numa cena aparece chorando com o Vicent e na outra já está toda calma, cozinhando e conversando com o Kai, colocando seu plano (que ela pensou muito rapidamente) em ação. Tudo isso sem um traço de hesitação ou nervosismo. Logo ela que é tão emotiva e dramática, viu alguém que ela conhecia, ser morto de forma fria na sua frente e não esboçou nenhum tipo de reação. Difícil, muito difícil, uma forçação de barra de proporções bíblicas.

Ficou até difícil dissertar sobre ele, quando a melhor cena do episódio, se resume a uma cena de sexo, apenas pelo fato dos atores envolvidos serem bonitos, você vê que a coisa não foi legal. O próximo episódio, parece fazer referencia e Jim Jones e a Jonestown, mais um líder de um culto e o responsável pelo maior suicídio coletivo da história moderna. Vamos torcer para que as coisas melhorem.

1 comment

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    Bruno D Rangel 31 outubro, 2017 at 17:06 Responder

    Gente, o que tá acontecendo?
    – Pra que esse excesso de flashbacks?
    – Por que não mostraram nada de como foi a internação da Ally?
    – O elenco de apoio (fora os principais de sempre) são muito fracos e não me importo com nenhum deles.
    – De onde foi inventado esse filho? Só pra chocar o público? Totalmente desnecessária a cena de sexo.
    – Toda aquela história do episódio passado já pareceu meio sem sentido e no episódio seguinte ignoram tudo (inclusive a Frances). Isso só piorou tudo.
    Repito: o que tá acontecendo?

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