American Horror Story: Cult – 7×09 – Drink the Kool-Aid

Imagem: FX/Divulgação

Toda política é um culto de personalidade

AHS: Cult, em seu penúltimo episódio, agita e bagunça mais as coisas do que resolve. Daqui para frente, o que tem a ser feito é somente aparar arestas, resolver as pendências e conflitos e refletir sobre o que a série nos apresentou nesse seu sétimo ano. O saldo é positivo? Sim, houveram tropeços, mas sim.

O episódio passado deu um completo nó na minha cabeça. Ou ele apresentou uma série de acontecimentos desnecessários, ou eu que não entendi a sua proposta. O episódio foi um tanto quanto “fora da caixa”, o que me fez refletir muito para escrever a review de Drink the Kool-Aid (Beba o Ki-Suco). Contudo, estamos falando de American Horror Story, episódios e histórias “fora da caixa” é algo corriqueiro. A série tem seus momentos de puro exagero, e Ryan e sua equipe tem os seus maneirismos. Muitas vezes as atenções são desviadas da história que está sendo contada, para a inclusão de elementos que nada irão acrescentar no conjunto, ou para sequencias visuais, digamos, exageradas com o simples intuito de chocar o público. Muitas vezes não entendemos isso, mas é importante se ater ao fato de que essa série que tanto amamos é de HORROR e não de TERROR… O que muitas vezes pode justificar essas decisões narrativas duvidosas.

Falando em decisões narrativas, tenho criticado o fato de terem colocado o Evan Peters para interpretar diversos personagens, principalmente os líderes de outros cultos como Jim Jones e Charles Manson. Claro, que isso pode provar a capacidade técnica de Peters, mas também pode acabar comprometendo o trabalho. A caracterização é incrível, tem vezes que demoro bastante para identificar o Evan na cena. Só que o trabalho corporal e, principalmente, de voz do ator tem desagradado. Nesse episódio por exemplo, Peters está um Jim Jones impecável, pelo menos no quesito aparência, mas ele não conseguiu mudar a voz o suficiente, de forma que parece ser várias pessoas com a mesma voz. Ele como David Koresh também ficou com uma caracterização sensacional, mas com a mesma voz.

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Entretanto, se pensarmos como o Kai e percebemos que ele se coloca como o líder desses grandes cultos, ele se vê como Manson e Jim Jones. Talvez seja por isso que a série tenha colocado Evan Peters para interpretar todos esses papeis. Se Kai se vê como esses grandes, na mente dele, claro, homens é natural que eles tenham a sua “cara”. E isso pode reforçar o que foi citado dois parágrafos acima, ás vezes não entendemos algumas tramas, cenas ou decisões criativas de American Horror Story e por isso julgamos como desnecessárias e sem sentido, contudo, possa ser que tudo tenha uma razão e um significado.

Três grandes cultos/seitas foram mostrados no inicio desse episódio: Templo do Povo que tinha como líder o Jim Jones (Evan Peters), Ramo Davidiano liderados pelo David Koresh (Evan Peters) e o Heaven’s Gate cujo líder era o Marshall Applewhite. Uma das grandes características que esses três cultos tem em comum é o fato deles terem terminado com a, praticamente, dizimação dos seus membros. Algo que, como podemos observar, está acontecendo com o culto de Kai, a cada episódio, um a um, os seus membros estão sendo mortos. E em Drink the Kool-Aid foi a vez da Ivy bater as botas (ESSE MOMENTO É MEU!). A personagem deve seu fim, pelas mãos de sua esposa, e agora totalmente fria: Ally, numa das maiores viradas de personalidade da história do mundo das séries.

E não é somente de frieza que vive a nossa nova Ally, ela também é dotada de uma inteligencia incrível! Toda a jogada que ela fez com o Kai e com a paternidade do Oz foi sensacional. Kai possui uma absurda vontade de se provar, o que o deixa cego. Ela ter feito ele acreditar que é realmente o pai do garoto, além de ter resguardado a integridade física do garoto (Porque Kai nunca machucaria seu Messias), fez a Ally ter ficado mais próxima ao Kai, com um verdadeiro acesso livre a ele. Tudo para que ela consiga destruir o culto de dentro. Tomara que o plano da coitada dê certo.

O próximo episódio será o penúltimo da temporada, além de retratar um dos maiores líderes de culto da história: Charles Manson. Até lá! 🙂

Beba o Ki-Suco: Só tem gracinha nessa milícia do Kai, né? Queria eu estar nessa culto.

Beba o Ki-Suco 2: “Antes eu sofria, agora eu sou fria.” Ally-Sansa-Mayfair-Stark.

Beba o Ki-Suco 3: Legal a Ivy ter começado a morrer, no exato momento que a Ally contou sobre o arsênico. O timing desse veneno foi perfeito!

1 comment

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    Bruno D Rangel 7 novembro, 2017 at 11:56 Responder

    A voz do Evan não mudar também me incomoda, mas ele é excelente.

    No início da temporada, achei que Winter seria uma das melhores personagens, mas com o avanço da temporada eu não entendo mais suas ações.

    Oz destruindo a história do Kai foi ótima hahaha

    E a morte da Ivy foi uma vingança ótima. Eu ria o tempo todo.

    Só uma correção, no início da review está escrito que foi o penúltimo episódio, mas na real foi o antepenúltimo episódio, pois são 11 no total.

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