American Horror Story: Cult – 7×10 – Charles (Manson) In Charge

Imagem: FX/Divulgação

O mundo não é o lugar progressista e feliz que pensam. Eles toleram um negro, mas não uma mulher presidente.

Em seu penúltimo episódio, American Horror Story: Cult ainda tinha cartas na manga. Quem diria que a essa altura ainda poderíamos ser surpreendidos?

A cena de abertura do episódio é um tanto quanto reveladora, apesar de já sabermos que existia uma ligação/parceria entre o Kai e a personagem da Frances Conroy (que eu nunca lembro o nome), mas a sua origem não havia sido revelada. Gostei da forma orgânica em que os dois se conheceram e iniciaram a “parceria”. Além disso, foi uma grata surpresa saber que, pelo menos no início, Kai era a marionete dela e não o contrário. No final do sétimo episódio, ficou parecendo que a personagem da Frances era extremamente incoerente, se mostrando uma extrema feminista, para que no final descobríssemos que ela era apenas mas uma peoa no jogo de Kai… Vimos que não era exatamente assim.

Abordei em reviews anteriores o quanto era estranho que a Ryan tivesse decidido colocar o Evan Peters para interpretar tantos personagens nessa temporada. E na review do episódio anterior citei o fato de que isso poderia estar acontecendo, não para economizar orçamento com atores, mas porque na mente de Kai ele se via tão “grande” quanto esses outros líderes de cultos. Charles (Manson) In Charge meio que confirma essa teoria. Kai se vê tão importante quanto esses homens, então é normal que quando ele os imagina, eles tenha a sua cara. Além disso, ter colocado as atrizes da série, com destaque para Sarah e Billie, para trabalhar na reconstituição dos atos macabros do grupo de Manson reforçou isso.

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O trabalho vocal de Evan Peters na interpretação dessas figuras continua aquém do necessário e com Charles Manson não foi diferente. Apesar da caracterização, quando o Manson abria a boca, era a voz do Kai que saia e isso compromete a experiencia de ver a série. Desassociar a imagem do ator entre os papeis é muito difícil. Talvez isso também seja proposital, mas tenho sérias duvidas quanto a isso. Ainda assim, pelo fato de Manson dar nome ao episódio, achei que sua abordagem e participação seriam mais substanciais, mas só serviu mesmo para vermos o quanto a mente de Kai está perturbada, tanto que ele já tem seus momentos de ilusões e insanidade.

Ally, a recém destemida e justiceira (tsc, tsc), continua seu plano para destruir o Culto do Kai de dentro. Juro que tento compreender essa mudança repentina de conduta da personagem, mas realmente não consigo. Estava disposto a forçar a barra e acreditar que ela realmente poderia ter mudado, ficado forte e se concentrado para se infiltrar no culto, até aí tudo bem. Mas vê-la matar a esposa friamente no episódio passado e vê-la dando um tiro na cabeça de uma pessoa nesse episódio, exige um nível de descrença do qual não possuo. Como alguém que nem sangue poderia ver, passar de uma hora para outra, a cometer assassinatos dessa forma? Fica a pergunta!

Na próxima semana, teremos a finale e a despedida de Cult. Uma temporada que, apesar dos erros e falhas, tem um saldo positivo. Sendo, talvez, a temporada mais contida de toda a série. Como será que isso vai terminar? Até lá! 😉

Charles Manson’s: Desconcertante ver a reprodução dos assassinatos do grupo de Manson, especialmente da atriz Sharon Tate, grávida de oito meses na época.

Charles Manson’s 2: RIP Winter!

Sou uma feminista das antigas. E sabe qual o meu político favorito? Donald J. Trump, por anos a humanidade tem construido a civilizacao com uma unica intencao. Manter as mulheres excluídas. Cabeças para baixo, bundas para cima, conformadas. Donald não consegue se ajeitar, mas Hillary é atacada por suas calças horríveis. E todas as cantadas e tapinhas no trabalho, a raiva se acumula. Com o aumento da desigualdade, a raiva também cresce. Estamos sentados na maior bomba que o universo já viu… Fúria feminina! O patriarcado bloqueou isso por milenios. E Donald Trump é o primeiro líder contra atacando essa bloqueio. Com cada tweet, cada virada de olho, cada assédio, ele está liberando essa fúria. 

– Bebe Babbitt

1 comment

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    Bruno D Rangel 14 novembro, 2017 at 10:34 Responder

    Eu sou um grande fã de AHS, desde sempre. Essa temporada começou boa e prometendo muito.
    Hoje, dou graças a Deus que está acabando. Foi tanta enrolação, tantos personagens desperdiçados.

    Dedicaram um episódio inteiro para Valerie Solanas pra quê mesmo? O grupo de mulheres que prometia revolucionar se desfez com a mesma rapidez que se fez. Frances totalmente desperdiçada.

    Concordo que a mudança de Ally foi a mais sem sentido de todas, ainda mais pelo fato de não terem mostrado como foi construída. Lembro de ter comentado que Ally era fraca e com todos contra ela, sua única esperança era achar alguém que a apoiasse. Mas o que aconteceu foi que de uma hora pra outra a personagem virou assassina, cruel e vingativa.

    Só espero que no episódio final de hoje a noite não terminem com Ally tomando o lugar de Kai e construindo um próprio culto, ou simplificações desse tipo.

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