American Horror Story – Freak Show – Ep. 3 – Edward Mordrake: Part 1

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Ainda que o terceiro episódio de Freak Show não repita o brilhantismo do segundo capítulo, temos mais uma vez a comprovação de esta nova temporada pode ser uma das melhores de AHS. O terceiro episódio já começa muito bem ao introduzir de forma clara e direta quem são os novos personagens em cena. Stanley (interpretado pelo sempre ótimo Dennis O’Hare) e Maggie (Emma Roberts, muito bem em Coven) chegam a Freak Show prometendo bons momentos. De cara e com uma fluidez elogiável, os roteiristas já apontam o caminho a ser percorrido pelos dois: infiltrarem-se no circo e levarem consigo (vivos ou mortos) alguns freaks. A ideia de caçadores de freaks, ainda que simples, é sensacional, podendo render boas reviravoltas na trama.

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Stanley e Maggie, aliás, chegam para melhorar uma já excelente galeria de tramas. FS, diferente de Coven, por exemplo, traz diversos personagens que se desenvolvem em tramas paralelas e sem conexões diretas entre si. É como o núcleo do palhaço psicopata e do mimado filho de Frances Conroy que, aparentemente, não tem relação com o circo de freaks. Segundo afirmações de Ryan Murphy, a história do palhaço será revelada no próximo episódio.

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FS também começa a consertar um pequeno problema que apontei na review da premiere. No texto, falei sobre a falta de cenas que mostravam o cotidiano dos moradores da cidade na década de 50. Pois no terceiro capítulo podemos ter um vislumbre das casas, dos carros, das roupas e dos costumes das pessoas que viviam naquela época. É sempre bom, e tematicamente enriquecedor, quando uma série se permite fazer um retrato histórico da época em que se passa.

Outro ponto positivo deste terceiro episódio é a confirmação de uma temática: a batalha pelo poder/atenção entre Elsa (Lange) e Bette/Dot (Paulson). É recorrente em AHS a luta por espaço e liderança. Na primeira temporada, a personagem de Lange entrava em conflito com a nova família que passou a habitar a casa maldita. No segundo ano, Lange brigou pelo controle do hospício. Em Coven, as bruxas duelavam para ver quem seria a próxima suprema, enquanto Lange batalhava para se manter no poder. Em FS parece que estamos trilhando caminhos parecidos: a fama das irmãs cresce e Elsa fica ressentida com a chegada do tempo, a perda de interesse das pessoas em circos de aberrações e a perda de espaço e atenção para Bette/Dot. Lange e Paulson são excelentes e qualquer conflito entre elas será bem vindo.

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Mas falemos sobre a maior novidade deste novo capítulo: Edward Mordrake.O personagem, baseado em um homem real que sofria com o mesmo problema que Mordrake: um segundo rosto. Dizem que o Mordrake da vida real alegava que o “segundo rosto” lhe sussurrava coisas ruins. É claro que as mentes por trás de AHS aproveitaram a misteriosa historio do sujeito e incorporaram em FS. Mordrake, aliás, pode ser uma boa ferramenta para apresentar os personagens periféricos de FS. No terceiro capítulo, por exemplo, podemos conhecer um pouco mais sobre o passado de Ethel, a sofrida “mulher barbada” que teve um filho de Del, Jimmy. É provável que conheçamos a história do palhaço assassino, no próximo capítulo, através de Mordrake. Ainda que o misterioso personagem funcione (muito devido ao ótimo Wes Bentley), Edward Mordrake parece um tanto deslocado do restante da série, sendo muito mais mítico e sobrenatural que o restante mais realista de FS.

Tivemos em Edward Mordrake: Part 1 mais um bom episódio de FS, ainda que um pouco inferior ao excepcional Massacres and Matinees.

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Freak Point 1: Dora, a empregada de Dandy, pode ser considera Dora – A Aventureira. A mulher não tem medo do perigo e deixa isso bem claro ao revelar isso a Dandy.

Freak Point 2: Pode-se notar claramente que Bates e Chiklis dublaram suas versões mais jovens no flashback que nos revelam o passado do casal. A dublagem é boa, mas causa certo estranhamento.

Freak Point 3: Já deu pra perceber que todo episódio terá uma nova inserção musical. E o número deste episódio, assim como os anteriores, foi fantástico!