American Horror Story – Freak Show – Ep. 4 – Edward Mordrake: Part 2

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Edward Mordrake – Part 2 mantém a qualidade do episódio anterior, mas fica um pouco abaixo das expectativas criadas, já que a origem do palhaço assassino não é tão interessante como achávamos. De qualquer modo, Edward Mordrake poderia ser uma ferramenta utilizada mais vezes pelos roteiristas para revelar o passado dos personagens. O misterioso homem de dois rostos é uma boa desculpa para apresentar coadjuvantes que, de outra maneira, dificilmente teriam espaço para terem suas histórias contadas. Ainda assim, a existência de Mordrake dentro da trama tem um problema: o único objetivo do sujeito era selecionar mais um membro para o seu grupo de aberrações? Ao fim, a impressão que fica é que Edward veio e foi embora sem mudar quase nada.

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Se Mordrake deixou algum legado ou não, só saberemos em episódios futuros. O que ficou deste último episódio, porém, é que o sujeito consegue arrancar boas histórias de seus “entrevistados”. Depois de descobrir um pouco sobre alguns personagens periféricos do freak show, Edward chega na tenda de Elsa. E a cena já começa de uma maneira interessante: com a chegada de Mordrake, vemos uma cena que mostra o rosto de Elsa refletido em vários espelhos diferentes. O breve momento mostra que a personagem de Jessica Lange é muito mais complexa que as demais. As várias faces de Elsa refletidas nos espelhos revelam sua complexidade e a dificuldade que Edward Mordrake terá para investigar o passado de Elsa Mars.

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O flashback que mostra o passado de Elsa, aliás, está entre as coisas mais grotescas realizadas por AHS até hoje. FS revela que não tem medo de chocar e mostra como Mars perdeu as pernas. A série aproveita e aborda os snuff movies, filmes supostamente reais que mostram atrocidades de todo o tipo. E se digo “supostamente”, é porque vários dos tais snuff são mentiras que clamam ser verdadeiras. Já existem teorias na internet dizendo que o Dr. Arthur Arden de Asylum pode estar envolvido nas gravações do snuff que mostra Elsa tendo as pernas arrancadas.

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Teorias, aliás, não faltam para esta temporada de AHS. Ryan Murphy revelou que a partir de FS as conexões entre as temporadas ficam evidentes. Não é à toa a presença de Peper e o prometido retorno da “Sister” Mary Eunice, fazendo uma ponte direta com Asylum. Essa ligação explícita com o segundo ano, aliás, pode comprovar a teoria envolvendo Arden. Mas Murphy vai além, e diz que FS também tem conexões com a primeira temporada. Todas as ligações, porém, ficarão mais claras no final de tudo. Seja no término da atual temporada ou quando AHS deixar de existir definitivamente.

Chegamos, enfim, à história de Twisty, o palhaço assassino. O flashback que conta sua história é interessante, mas sua origem é comum: sujeito ingênuo é acusado de algo e acaba abraçando a escuridão e a maldade que lhe é apregoada. Ainda assim, o flashback tem cenas interessantes, como a tentativa de suicídio que arrebenta a mandíbula do palhaço. FS, ao fim, tenta fazer o que várias outras histórias já fizeram: humanizar o super-vilão e despertar a compaixão, a pena, dos espectadores. E ainda que este seja um golpe barato dos roteiristas, a humanização do palhaço psicopata funciona graças ao talento do ator que lhe dá vida, e os olhos tristes que o ator dá ao palhaço é a prova disso.

 

Freak point 1: Os roteiristas sabem o que fazer com Bette e Dot? As gêmeas praticamente não deram as caras (sacou?) no episódio e já parecem perdidas há um bom tempo.

Freak point 2: Poxa, cadê o número musical da semana? Tsc, tsc.