American Horror Story – 6×06 – Chapter 6

American
Imagem: Arquivo Pessoal

A deliciosa virada de American Horror Story.

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Confesso que estava um pouco receoso com a tal “virada” que o sexto episódio de American Horror Story prometia. Achei os primeiros cinco episódios tão perfeitos (eles tiveram pouquíssimos tropeços) e fiquei preocupado que a série, na ânsia de surpreender seu telespectador, não respeitasse toda a história que havia sido contada até o momento. Entretanto, fiquei surpreendido. No quesito grandiosidade essa virada foi demasiada simples, mas totalmente funcional.

A virada trata-se, nada mais, nada menos que uma continuação. Com o aparente final feliz da família Miller, já que eles conseguiram sair da casa assombrada, o programa “My Roanoke Nightmare” acabou. Sendo um estrondoso sucesso em audiência, a emissora em busca de mais lucro encomenda uma continuação. Nesse ponto, como em muitas outras sequências da série, podemos nos deslumbrar de como a ficção que segue a realidade. Sucessos, sejam televisivos ou no cinema, que tem sua história contada e sua obra fechada, se veem prejudicados pela ganancia das emissoras que em busca de lucro sugam todo o seu sucesso e um show que era promissor, acaba terminando de maneira medíocre (e olha lá se não sofrível). Dexter, ER, House e tantas outras estão ai para nos provar isso.

Mais uma vez American Horror Story inova com uma quebra em sua narrativa. A partir desse sexto capítulo o estilo Documentário/Dramatização dá lugar ao Found Footage, gênero oriundo do cinema, popularizado pelo filme A Bruxa de Blair. O showrunner de “My Roanoke Nightmare”, chamado Sidney, interpretado por um competente Cheyenne Jackson, dá seguimento a segunda temporada do programa colocando os reais Matt, Shelby e Lee, seus interpretes e mais alguns atores do show para voltarem a casa e passarem três dias lá. Sendo um tipo de, segundo o próprio Sidney, Big Brother com sustos; a ideia é mostrá-los conviendo juntos, naquele lugar que é supostamente assombrado e tomando sustos fakes.

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Um dos aspectos mais interessantes do episódio foi conhecer os “novos” personagens e suas características. Audrey, Agnes, Dominic, Rory e Monet são o nome dos atores que interpretaram Shelby, Açougueira, Matt, Edward e Lee respectivamente e eles são respectivamente interpretados por Sarah Paulson, Kathy Bates, Cuba Gooding Jr, Evan Peters e Angela Bassett. Ou seja, cada um desses monstruosos atores interpretaram dois personagens na série. E cada personagem com sua nuance, com sua particularidade e nenhuma atuação lembrava de forma alguma a outra. Esses atores não merecem nada menos que prêmios, aplausos e mais prêmios.

Sarah Paulson nos apresenta uma Audrey inglesa, sim minha gente, inglesa com sotaque e tudo. Angela Bassett nos entrega uma alcoólica Monet, quase tão problemática quanto sua personagem, a Lee. Minha diva Kathy Bates nos dá uma Agnes sutil e confusa, mostrando o quanto um personagem pode afetar uma atriz/um ator (sim, com suas doses de exagero eu espero). Evan nos dá um Rory descolado, ao melhor estilo molecão e Cuba… bem deixa para lá! Obviamente que retornar aquela casa não vai ser uma boa ideia, os sustos que deveriam ser fakes, vão ser muito mais que isso e nada acabará bem!

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Esse sexto episódio, meio que nos apresentou uma nova série. E seu acontecimento mais icônico aconteceu logo no final do episódio, nos prometendo um sétimo capítulo totalmente tenso e explosivo.  A série até o momento acertou na sua narrativa, sua ambientação, suas atuações e tantos outros aspectos. Eu estou muito orgulhoso de você American Horror Story. Até semana que vem 😉

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Retorno a Roanoke 1: Os interpretes de Mama Polk, Edgar, Crickett e da bruxa suprema não aparecer. Será que veremos eles mais adiante? Espero que sim!
Retorno a Roanoke 2: Ainda esse ano teremos a volta de Taissa Farmiga, Matt Bomer e Finn Wittrock a série. Mal posso aguardar!
Retorno a Roanoke 3: Esse episódio foi dirigido pela Queen Angela Basset e foi o episódio mais bem avaliado pela crítica de TODA A SÉRIE!! DÁ-LHE DONA ANGELA!

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