Nesta quinta-feira, o HBO Max exibe o episódio 12 da 3ª temporada de And Just Like That, encerrando não apenas o revival, mas também a longa trajetória de Carrie Bradshaw e suas amigas que começou há mais de 25 anos em Sex and the City.
Para os fãs, é um misto de nostalgia e despedida: mesmo com suas falhas, a série manteve vivo um pedaço importante da cultura pop e da TV.
Uma continuação com um desafio de origem
Quando estreou em 2021, And Just Like That já carregava um peso: substituir um dos quartetos mais icônicos da televisão. A ausência de Samantha Jones (Kim Cattrall), que não retornou para a produção, deixou um vazio que a série tentou preencher com novas personagens — como Seema (Sarita Choudhury) e Lisa (Nicole Ari Parker) —, mas nem todas as adições funcionaram.
Algumas se encaixaram bem na nova dinâmica, enquanto outras, como a polêmica Che Diaz (Sara Ramírez), dividiram opiniões e nunca pareceram totalmente integradas.
Carrie nos 50 e os novos temas
A nova fase mostrava Carrie, Miranda e Charlotte mais de 20 anos após o fim da série original, agora lidando com dilemas diferentes: envelhecimento, saúde, pais idosos e filhos em transição para a vida adulta.
O tom mudou — menos “noites loucas em Manhattan” e mais conversas sobre recomeços, perdas e redescobertas —, mas ainda havia espaço para cenas ousadas e looks impecáveis. Esse foco nas experiências de mulheres acima dos 50 foi um dos acertos da série, trazendo à tela questões pouco exploradas pela TV e mostrando que estilo, romance e reinvenção não têm idade.
And Just Like That manteve essência
Apesar das mudanças, And Just Like That entregou momentos que lembravam a química irresistível de Sex and the City. Almoços entre Carrie, Miranda e Charlotte continuavam trazendo diálogos afiados e humor ácido. A breve participação de Samantha na 2ª temporada, mesmo curta, foi celebrada como um presente para os fãs.
A ousadia também se manteve: a morte de Big logo no início abriu espaço para explorar a vida de Carrie solteira novamente, e a jornada de Miranda ao descobrir sua sexualidade foi conduzida com honestidade, ainda que dividisse opiniões.
Entre falhas e acertos
Assim como os filmes derivados, And Just Like That nunca conseguiu alcançar o brilho das primeiras temporadas de Sex and the City. As tentativas de recriar a mesma energia nem sempre funcionaram e, muitas vezes, a trama parecia forçada.
Ainda assim, havia algo reconfortante em acompanhar novas histórias dessas personagens — e até em reclamar dos deslizes, já que isso mantinha viva a conexão com o espírito original.
Um brinde final
O adeus de And Just Like That também é o adeus de vez a Sex and the City. Ao longo de três temporadas, a série ampliou o universo de Carrie Bradshaw, atualizou debates e mostrou que, mesmo com altos e baixos, ainda havia interesse em ver essas mulheres conversando sobre amor, amizade e vida.
E, como boa fã sabe, qualquer cena de Carrie com um cosmopolitan na mão, trocando confidências com Miranda e Charlotte, vale o play — ontem, hoje e sempre.