O segundo episódio da terceira temporada de And Just Like That…, intitulado “Rate Race”, mistura ironia, desilusões modernas e um inesperado flerte com o passado e o futuro. Carrie continua no centro emocional da história, e parece que, após anos de relacionamentos turbulentos, ela pode estar prestes a viver um novo capítulo romântico — com alguém bem diferente de Aidan.
Carrie, Aidan e… Adam?
Carrie está de volta à narração — e agora também à função “falar para digitar” do celular, como uma típica mulher de 50 e poucos anos descobrindo a tecnologia de forma cômica. Entre mensagens para Aidan e um surto com ratos no jardim, ela tenta se adaptar à vida de recém-dona de casa (e de coração dividido). Mas a surpresa vem quando Aidan, sentindo o peso da distância e do último telefonema estranho, aparece sem avisar.
Eles têm uma conversa sincera: Carrie quer dividir a casa, a vida, tudo com Aidan. Ele, por outro lado, dá sinais contraditórios — como responder com um “joinha” seco sobre uma compra de móveis. Isso leva Carrie a questionar o futuro dos dois, enquanto um novo rosto entra em cena: Adam, o jardineiro charmoso e sensível, interpretado por Logan Marshall-Green. Quando ele diz que “não saber o que quer é bom, porque o que é para ser vai aparecer”, Carrie claramente sente algo diferente. A porta para um novo amor se abriu?

Seema e o fracasso de ser outra pessoa
Seema, sempre afiada, é convencida a tentar um encontro arranjado com a ajuda da excêntrica casamenteira Sydney (Cheri Oteri). Só que para conquistar o suposto par ideal, ela precisa mudar tudo: fala, roupa, atitude. Resultado? Uma versão completamente descaracterizada de si mesma — e um date que foge do restaurante com a clássica desculpa do “vou ao banheiro”. No fim, Seema percebe que não vale a pena fingir para agradar. Ela termina a noite como deveria: sendo fiel a quem é, e dizendo adeus à casamenteira.
Charlotte e Lisa viram mães desesperadas em And Just Like That
Enquanto isso, Charlotte e Lisa se veem envolvidas na corrida insana por vagas em universidades de elite para seus filhos. Ao descobrirem que outros pais contrataram a temida consultora Lois Fingerhood, as duas decidem ir atrás dela. E conseguem.
Mas a consultoria se mostra mais cruel do que eficiente: Lily é aconselhada a esconder o fato de ser asiática e adotada, e Herbert Jr. é instruído a parecer mais “relacionável” como jovem negro. É uma crítica direta ao sistema educacional elitista — e às hipocrisias da diversidade por conveniência.

Miranda, reality shows e desilusões
Miranda, por sua vez, mergulha no universo dos realitys LGBTQIA+ — especialmente o fictício Bi Bingo. O vício no programa vira uma inesperada conexão com a garçonete do restaurante… que Miranda acredita ser uma possível paquera.
Até que a mulher revela ser hétero, casada e mãe de dois. “Eu assisto The Walking Dead e não gosto de zumbis”, ela diz, em uma das frases mais frias e insensíveis da temporada. Miranda ainda engatinha em seu reencontro com a sexualidade, e tudo isso só a faz se sentir ainda mais deslocada.
Mas há uma esperança: Joy, a colega britânica elegante do escritório, parece ser o novo crush da advogada. Carrie incentiva: “Muita gente se conheceu no trabalho!”. Será?
Um novo começo à vista em And Just Like That?
O episódio 2 da 3ª temporada de And Just Like That termina com Carrie encarando o desconhecido. Seu relacionamento com Aidan está por um fio, a casa nova ainda está em adaptação, e o jardim, que parecia ser um problema (com seus ratos e caos), agora parece ser símbolo de renovação. Adam, o jardineiro filosófico, surge como um possível novo interesse amoroso — ou, no mínimo, um lembrete de que talvez ela esteja pronta para recomeçar.
“And Just Like That…”, a vida muda de novo. E talvez, dessa vez, seja para melhor.