Arquivo X – 10×02 – Founder’s Mutation

Arquivo x 02

Imagem: Arquivo Pessoal

 

Founder’s Mutation é a assinatura na declaração de que James Wong sempre foi fundamental, junto a tantos outros, para a série. E que a maior reviravolta até agora foi o contraste que esse episódio deu ao anterior. Para quem não tinha muitas informações sobre o episódio, como eu, foi uma surpresa mais que agradável contando com três grandes momentos sobre Mulder e Scully de fazer o coração dos mais resistentes tremer na caixa toráxica.

A história do episódio é semelhante aos vários casos X – e um pouco aos casos de Fringe, o que é um ganho duplo para fãs de sci-fi -, que fizeram o departamento dos Arquivos X ser o que é hoje e antigamente. Um jovem tenta procurar sua irmã, já que descobriu que ela existia após trabalhar no mesmo lugar que a mãe que estava internada. Até aí uma típica história que até uma série de polícia poderia tentar copiar. O que rege a diferença são os atributos que o jovem e a irmã possuem, como ele os usa para chegar até Molly e como toda a investigação começa. O jovem em questão, Kyle, utiliza seu “poder” de tentar se comunicar com os outros mentalmente para fazer com que um cientista, de uma empresa de genética, pegue os dados para localizar sua irmã, Molly. Obviamente, isso é algo que foge o patamar de evolução que nós, meros humanos, nos encontramos, fazendo com que o Dr Sanjay não reaja das melhores maneiras e acabe se matando. Com o Arquivo X reaberto, Mulder e Scully assumem a investigação numa ótima representação old times x-files encontrando com a modernidade. Afinal, quem não adorou Scully atestando sabedoria “pré-google”? E Mulder com o incidente de má interpretação com o amigo de Sanjay, coisa até recorrente hoje em dia, garantiu um momento de maravilhosas risadas.

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Arquivo x 02(2)

Imagem: Arquivo Pessoal

Porém, isso ainda não é nem metade do caso, que contou com grávidas querendo fugir do hospital, bebês com mutações e deformidades de todos os tipos e classes, as mesmas grávidas sendo “apagadas” e os bebês sumindo – tudo bem nona temporada, bem familiar para x-files – e um Dr. Goldman por trás dos experimentos – com DNA alienígena, claro -, à primeira vista como um bom doutor na mera procura pelo gene perfeito para barrar todos esses males que caíram sobre essas crianças. Acontece como em toda boa história, que as coisas são mais entrelaçadas do que aparentam. Nesse caso, Goldman era o pai das crianças, Kyle e Molly, e mantinha Molly escondida para experimentos também. Mulder e Scully descobriram isso por pequenos detalhes e lembrando do caminho uma vez traçado pelo Sindicato – alguém tem saudade deles? – em criar o híbrido humano-alien perfeito para colonização. Por sorte, Kyle e Molly não foram encontrados, e acreditasse que fugiram juntos, deixando em aberto, como quase todo bom Arquivo X.

Mas além da história base boa, outra coisa chamou a atenção, o que realmente mexeu com os corações, foi ver Scully e Mulder, cada um tendo seu próprio sonho de como seria criar e acompanhar a vida de William ao longo de seu crescimento, nos momentos felizes e, infelizmente, nos pesadelos também. Com certeza algo que alguns engoliram em seco, não só pela emoção em si mas, pelo medo deles serem uma perspectiva real para os personagens. Falando a verdade, quem não achou maravilho Scully levando William a escola? E as fotos do bebê que ambos tem que são iguais?

“Abaixa que é tiro!” (Shakespeare).

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