Arquivo X – 10×05 – Babylon

The.X-Files
Imagem: Arquivo Pessoal

 

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“Only the FBI most unwanted” – SCULLY, Dana 2016

Se espelhos falassem, talvez essa foi a ideia de Chris Carter por trás de Miller e Einstein (não, não é uma piadinha tipo pun, o nome da personagem é MESMO Einstein), e os traços físicos e psicológicos de cada um à primeira vista. As semelhanças com o Mulder e a Scully do começo de Arquivos X são tantas que seria mais fácil apontar as diferenças, embora de princípio não sejam visíveis, a não ser pela idade, talvez. Considerando que Chris nunca foi o gênio do lado cômico de Arquivo X, foi um bom gancho o jeito como ele criou esses agentes, afinal relembramos até de Scully e seu passado acadêmico forte e sua tese dialogando com teorias de Einstein, mas é Miller que chama a atenção por usar uma ideia – que até já foi vista por Walter Bishop em Fringe – visionária até para Mulder, falar com, tecnicamente, mortos.

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Seguindo a história do episódio, Mulder e Scully fazem uma troca estranha e cada um entra em contato com um dos agentes, sem contar ao outro, com ideias de como resolver a questão do terrorista. Scully com Miller motivada pelos recém eventos com sua mãe e Mulder com Einstein com o que sabe sobre esse tipo de testes de comunicação com pessoas em outros níveis de consciência. Obviamente, o caso segue numa linha muito Homeland Security até mesmo para os padrões de Arquivo X, até Mulder começar a alucinar.

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The.X-Files
Imagem: Arquivo Pessoal

As alucinações de Mulder são uma mistura dos amigos do personagem, The Lone Gunman – numa participação bem pequena do que se esperava do trio até agora -, Skinner, com um cenário texano, a personalidade um pouco pervertida e uns indivíduos inesquecíveis, fazendo uma das melhores arcas de definição do personagem do seriado inteiro. Para a surpresa de todos os céticos de plantão, Mulder consegue uma pista e depois ajuda na comunicação com o terrorista. Então os quatro, Scully, Mulder, Miller e Einstein conseguem prender a célula terrorista.

Mas a grande sacada do episódio fica pelo momento final de Mulder e Scully conversando sobre as atitudes separadas dos dois e a reflexão de como pessoas que nascem “neutras” no mundo passam a odiar e amar, portando assim os dois maiores sentimentos da humanidade. As músicas escolhidas (confira o álbum no spotify clicando aqui) aguçam ainda mais os sentimentos das cenas e o final é um dos com emoções mais fortes, mesmo não havendo mitologia dentro do episódio.

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