Arquivo X: A verdade (ainda) está lá fora

Arquivo x

 

*Background: música do Mark Snow que muita gente achou macabra na infância. *

Roswell pode ter sido nos anos 50; teorias de diversos países em tentativa de controlar populações também já existiam no século 1900~2000, mas não foi até 1993 com a série Arquivo X que muitas pessoas entraram a fundo nesse mundo de conspirações e isso virou parte da história americana.

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Criada por Chris Carter, com o intuito de “dar medo” – e alcançando em alguns, muitos, momentos – Arquivo X apareceu pela primeira vez na FOX, representada pelos rostos um tanto novatos. David Duchovny já era ator e tinha lá seus projetos no currículo e fazia exatamente o tipo que Chris Carter procurava para o Agente Especial Fox Mulder, porém Gillian Anderson tinha somente 24 anos quando foi selecionada para o papel de uma das mulheres mais notórias da história da TV, a Agente Especial Dana Scully. Com esses personagens, Carter já vinha quebrando até alguns estereótipos do entretenimento, que até então colocava, na maioria dos casos, os homens como os mais científicos e céticos e as mulheres como as mais críveis e mais impressionáveis, o que é praticamente o oposto de Dana Scully, como vê-se de cara no primeiro episódios e logo nos primeiros minutos, que além do alto currículo como médica e no campo da física, ela é utilizada para desacreditar os trabalhos de Fox Mulder, famoso por mesmo ser um promissor em quântico, seguir suas crenças na paranormalidade e no fenômeno extraterrestre, dentro do Arquivo X.

Já no primeiro episódio, quando não se tinha muito conhecimento em efeitos especiais, nem tanto dinheiro, a equipe e os atores conseguiram chamar a atenção do público com a investigação do fenômeno das pessoas que se diziam abduzidas ao redor do mundo, o que viria a ser a principal arca da série, com o nome de “mitologia”, e com narrativa de um caso, bastante comum entre os relatos conhecidos, de várias pessoas da mesma cidade e constante tentativa da população em fazer vista grossa ou não acreditar nas testemunhas, coisa que tanto Mulder como Scully veriam ainda mais nas temporadas a vir.

Mas não foi só homenzinhos verdes – cinzas – que a série viveu, foi também do que viria a ser apelidado de “o monstro da semana”, em que consistiam de casos de puros Arquivos X – ou arquivos sem explicação científica, sem meio de classificação – com casos de monstros criados a partir da mutação humana com os diversos fenômenos nucleares/ radioativos ou outros com anomalia e verdadeiramente maus ou ainda como pessoas com poderes especiais, também chamada de paranormalidade até então, predizer o futuro, ver como e quando alguém vai morrer, ler mentes e até visão que penetrasse paredes; quando não, até fenômenos biológicos sem explicação e relações com pessoas foram utilizados como arquivos X, criando episódios fantásticos, escritos não só por Chris Carter, mas como os produtores da série também que renderam ótimas participações de muitos atores, atrizes, e cantoras, da nata de Hollywood ou que viriam a ser verdadeiros achados no quesito atuação. Normalmente esses episódios ganhavam mais ainda o amor do público geral devido a serem tão diversificados, criativos e diferentes, até se comparados às ficções científicas de hoje em dia, servindo de “inspiração” para várias séries depois.

Além dos desafios iniciais, Arquivo X mostrou um tanto quanto imensas reviravoltas nos trabalhos dos agentes, que agora tinham mais um tom de desafio em provar os fatos, fossem eles paranormais ou extraterrestres ou anomalias de casos que permaneceram abertos. E quanto mais longe as investigações ficaram, mais atentados contra os casos aconteceram, principalmente devido a parte da mitologia, o constante envolvimento de Fox Mulder, levado pela perda de sua irmã quando criança, e de Dana Scully, em busca do conhecimento da verdade, mostravam sempre um nível mais profundo de pessoas envolvidas, histórias e pessoas caladas, uma tentativa de controlar a informação, ao ponto de descobrirem o famoso Sindicato. Esse Sindicato, formado por homens de maior idade, de várias nacionalidades e influentes, trabalhava em meio a conspiração com os alienígenas para uma colonização e um meio de “livrar-se” a si mesmos enquanto o resto do mundo estaria condenado. Durante mais de quarenta anos esses homens agiram, colocando até suas famílias no meio em prol de uma chance de não serem erradicados junto com o resto da raça humana.

Nas descobertas de Mulder e Scully sobre a mitologia e o fenômeno extraterrestre, algumas vezes ajudados até por personagens como Garganta Profunda – como o do caso de Watergate –, X, o assistente diretor Walter Skinner do FBI e até um senador, eles chegaram a encontrar várias provas de como o governo, não só dos EUA, usava a tecnologia dos aliens em seu favor, fosse em equipamentos bélicos, de aviões, até a biologia, com um feto alienígena, fazendo híbridos e clones e testando uma “vacina” para uma das ameaças mais persistentes dos aliens, o óleo negro, uma espécie de vírus, capaz de saltar de uma pessoa para outra e de “controlar” mais de uma, buscando radiação e calor, expondo qualquer um que possuísse. Esse vírus permaneceu por boa parte da série, chegando ao patamar de “antagonista” no filme de 1998.

Pois é, como se não bastasse ser uma série hit, Arquivo X também teve um filme em 1998, um dos primeiros. Originalmente, a série terminaria no final da quinta temporada e daria abertura ao filme, que fecharia a história porém, a FOX que até hoje se aproveita da série não queria abrir mão do seu pote mais valioso e decidiu renovar todos os contratos e pediu que a história fosse mudada, de jeito que houvesse um retorno da série, e foi isso que aconteceu, porque a sexta temporada começou quase exatamente de onde o filme havia parado. Assim houveram mais três temporadas, uma delas com a participação total de David Duchovny, até que o mesmo protagonizou um processo judicial com a FOX o que viria a exigir que Chris Carter e os outros escritores chegassem a um meio de tirar Mulder do decorrer livre da história, ou ao menos dos Arquivos X, sem dar um final que causasse revolta nos fãs mundo afora. Enquanto isso, Gillian Anderson e Dana Scully já haviam provado desde o começo que poderiam segurar a série e como honesta o personagem seria com suas descobertas mesmo com o novo plano dos escritores para a personagem através de um de seus maiores sonhos se tornando realidade, mas sendo ao mesmo tempo uma peça fundamental para a mitologia, seu filho William – que até então se gera controvérsias sobre o pai e o destino do bebê.

Por isso, um novo cético foi contratado para os Arquivos X no nome de John Doggett (Robert Patrick), junto com uma nova personagem, que em mais duas temporadas, viria a se tornar a parceira de John Doggett quando Scully saísse do FBI, mas não do seriado. Annabette Gish foi selecionada para interpretar Monica Reyes, a nova parceira de Doggett nos Arquivo X, que tinha uma mente muito mais aberta para o paranormal e para o trabalho de Scully e Mulder. Doggett e Reyes foram os encarregados praticamente na temporada final, quando a personagem de Gillian Anderson virou mais uma vez, parte de um Arquivo X interminável e Mulder continuava fugindo do governo e da nova conspiração atrás de silencia-lo. E embora eles tenham feito um bom trabalho, não foi o suficiente para sustentar as várias arestas da série que foram mudando ao longo das temporadas, com a morte do Sindicato, a data para colonização alienígena, o grupo de aliens rebeldes, o envolvimento crescente e tangível do governo, não só da organização e a explicação até da motivação inicial de Mulder, que foi a abdução de sua irmã, Samantha e o envolvimento do seu pai William Mulder, com o rapto. O mesmo se deu com Scully, que mesmo primariamente não tendo envolvimento direto com os Arquivos X, passou até a bater o recorde dos personagens, aparecendo mais de duas vezes, uma delas nem conectada a mitologia, mas com influências enormes em sua vida pessoal, a própria abdução, sua doença, sua filha Emily e o bebê William até familiar, a morte de sua irmã Melissa e profissional, a constante marcação dos superiores em mantê-la afastada dos Arquivos X e de Mulder.

Com todos os pontos em seus devidos nós, exceto a pergunta chave do que REALMENTE é a verdade, os arquivos x, Mulder, Scully, Doggett, Reyes e Skinner fecharam as portas em 2002 com um episódio de duas horas – que não foi suficiente – sobre a verdade, em que Mulder foi considerado um homem condenado à morte por assassinato, conseguindo fugir e indo viver escondido dom Scully.

Agora em 2016 a série está de volta, após um filme em 2012 sobre querer acreditar, e com ela as perguntas:

O QUE É A VERDADE REAL?

E será que vamos ter uma temporada no nível do Arquivo X antigo?

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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