Arrow – 5×16 – Checkmate

Imagem: TV Show Time

Desde a segunda temporada, Arrow estava órfão de um grande arqui-inimigo para o Arqueiro Verde, como fora o Exterminador. Na terceira temporada, tivemos o vergonhoso Ra’s Al Ghul (que não se equipara ao vilão presente nas histórias do Batman) e, na quarta, Damien Darhk, a quem prefiro não acrescentar adjetivos. Prometheus chegou nesse quinto ano para elevar o nível da temporada.

Grandes revelações e reviravoltas aconteceram no episódio dessa semana, que teve um ritmo bom da primeira à última cena. Josh Segarra finamente está ganhando sua chance de mostrar a que veio, tanto como Adrian Chase quanto Prometheus. As cartas estão à mesa, Chase não se preocupa mais em confrontar Oliver e seus aliados sem o uniforme. Adrian não ser seu nome de nascença foi uma saída muito boa encontrada pelos roteiristas para não confundi-lo com o alter ego do herói Vigilante dos quadrinhos (será que o herói na série será alguém que tenha o mesmo nome, ou será algum rosto conhecido?).

Imagem: TV Show Time

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Oliver e seu time começa a entrar no jogo de Chase, mas ele consegue estar sempre um passo a frente. O título do episódio representou bem esse jogo de poderes até o ponto onde o movimento final é feito com a captura de Oliver. Sua presença ameaçadora, seu jeito sarcástico e psicopata, a ponto de friamente matar a própria esposa, era o que a série estava precisando. Os roteiristas só não podem deixar que falhas continuem a acontecer a ponto de desbancar tudo o que tem sido construído até aqui. Oliver realmente achar que Adrian estaria mantendo Susan refém no porão de sua casa foi estupidamente subestimar o inimigo. Da mesma forma tosca com que o policial Frank Pike aborda um estranho todo encapuzado em um beco e ser atacado. Burradas assim não podem continuar a acontecer e atrapalhar a trama.

A série começou a fazer uma conexão entre os flashbacks e o presente, com a inserção de Talia de volta à vida de Oliver. A surpresa ficou por conta da forma com que aconteceu. Não comprei essa situação dela voltar para buscar vingança pela morte de seu pai, Ra’s, até porque a personagem não era completamente ligada à sua família e seguiu seu próprio caminho no passado. Sem contar o fato dela ter sido a grande mestra de Oliver no passado. Não existe um peso nesse julgamento dela? O fato dela ter treinado Prometheus também para buscar vingança pela morte do pai e algumas outras questões ainda ficaram em aberto, mas isso não pode facilmente ser resolvido sem uma boa justificativa. Ao menos Lexa Doig tem cumprido seu papel.

Sobre os flashbacks, Oliver começa a agir de forma similar ao seu personagem no começo da série, ao decidir passar a eliminar seus alvos e inimigos. Incomoda-me o fato dele não ter tomado tal decisão antes. Parece muito pouco tempo de transformação na vida dele para chegar ao que ele era lá no episódio piloto, ao voltar para Starling City. Por enquanto vou aguardar para o que ainda veremos até o fim da temporada, porque o que foi apresentado até agora foi bem interessante.

Felicity e seu plot, envolvendo a Helix tem estado, episódio após episódio, mais alheio a todo o resto, por mais que Felicity use tais recursos para ajudar o team Arrow. Não sei até onde isso vai chegar, mas precisam resolver antes que afunde ainda mais a personagem. Curtis, a quem até duas semanas atrás eu odiava, ganhou um upgrade maravilhoso com a adição das Esferas-T, que estão incríveis nas cenas de ação.

A ascensão de Prometheus tem sido feita de forma brilhante e ainda teremos mais episódios centrados nele até o final da temporada. As expectativas estão altas e a qualidade precisa se manter até o final para encerrar o ciclo de cinco anos de forma grandiosa. De uma coisa não temos dúvida: Adrian Chase está apenas começando.

EASTER EGGS:

– O nome Simon Morrison, verdadeiro nome de Adrian Chase na série, não está relacionado a nenhum personagem dos quadrinhos.

– O sobrenome da mãe de Adrian Chase é Westfield. Nos quadrinhos, o nome Westfield pertence ao diretor da CADMUS. Por um longo tempo, acreditava-se que Paul Westfield era o pai biológico humano de Kon-El, o Superboy, que teria sido criado usando os DNAs de Westfield e do Superman.

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Álefe Cintra

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.

1 comment

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  1. Anderson Narciso
    Anderson Narciso 19 março, 2017 at 10:48 Responder

    Adorei, foi muito bom. Eu estava achando os últimos episódios meio sonolentos, mas esse veio para dar uma sacudida.

    To adorando o Prometheus, está sendo um vilão à altura de Arrow. Ponto para os produtores.

    Realmente, não comprei essa vingancinha da Talia, achei porca a motivação dela. Aguardando para ver o próximo passo, mas espero que dêem uma melhoradinha nessa motivação.

    E só eu que estou contando as horas pra esses flashs terminarem? Não aguento mais kkkk.

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