Arrow – 5×17 – Kapiushon

Imagem: IMDb

“O mesmo martelo que quebra o vídeo, forja o aço.”

Outubro de 2016. Quando você se sentou para assistir ao primeiro episódio da quinta temporada, o que você viu: uma temporada brilhante à frente, ou um futuro incerto? Não foram muitos que perceberam logo de cara que as mudanças para melhor estavam acontecendo, mas é exatamente isso o que temos. Arrow voltou ao que deveria ter sido esses anos todos. Venho dizendo isso há um tempo já, mas este episódio mostrou o porquê essa série ter o sucesso que tem e que não deveria ter perdido, calando assim todos os comentários negativos sobre a temporada.

Que episódio, meus amigos! Já havíamos passado da metade da temporada e ainda nos encontrávamos apreensivos quanto ao que estava por vir. Pois bem, a história agora mudou. Este episódio foi irreal: a história, o tom, a ação, os jogos da mente. Isto é algo que eu não sentia sobre a série desde as temporadas um e dois. Parecia até que eu tinha voltado no tempo. Até o título da série só apareceu decorridos 12 minutos de episódio, coisa que acontecia com frequência na primeira temporada.

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Kapiushon teve como foco a trama dos flashbacks, para ilustrar e trazer uma informação necessária para o que estava acontecendo no presente. Tivemos história o suficiente para nos deixar intrigados e não sentir a necessidade de apressá-las para voltarmos à história do presente. O plano de Kovar de tomar o poder na Rússia, sua negociação com Malcoln Merlyn, a Bravta tentando impedí-los, Oliver versus Kovar, num dos confrontos mais aguardados da temporada, tudo foi muito bem conduzido do começo ao fim.

Enquanto isso, no presente, acompanhávamos os longos seis dias em que Oliver passou como prisioneiro de Adrian Chase/Prometheus, que a todo custo queria que o herói trouxesse à tona seu mais obscuro segredo: sua suposta busca por vingança, no início de sua vida como vigilante, foi uma máscara para esconder o monstro interior e sua vontade de matar. A cena frenética que intercalava o confronto no passado e a tortuda de Prometheus, no presente, foi de tirar o fôlego. Sem contar a suposta morte de Ártemis que me pegou desprevenido e me tirou o ar – juro que fiquei em estado de choque sem respirar por uns 20 segundos (Ok, sei que para muitos parecia óbvio que ela não estava morta. Eu mesmo estava esperando eles confirmarem isso antes de surtar de vez, mas eu caio fácil nessas “armadilhas” narrativas simplesmente por gostar de imergir de cabeça na história sem qualquer preconceito). Foi um grande retorno para a personagem que esteve sumida, desde o final do ano passado, e espero que continuem explorando ela mais. Evelyn se tornou a primeira grande traidora do time Arrow e parece que ela não terá seu momento de redenção depois do que fez nesse episódio.

Adrian Chase/Prometheus se tornou meu vilão favorito da série. Deathstroke sempre estará páreo a páreo, pois vimos sua ascensão e queda como mestre a vilão. Mas existe algo em Prometheus que ultrapassou os outros vilões, e isso se deve a forma com que ele afeta Oliver. Nenhum outro vilão o desafiou num nível psicológico e emocional quanto Prometheus tem feito. Já houve momentos em que Oliver cogitou aposentar sua viada de vigilante e herói, mas não como nesse episódio, em que Chase conseguiu parti-lo ao meio. E isto tudo é grandemente crédito de Josh Segarra, que há poucos episódios nem ao menos sabia que interpretaria o grande vilão do ano. Josh conseguiu captar um senso de antagonismo no personagem que nenhum outro vilão foi capaz de encontrar, e isso tem destacado sua performance.

Outro que merece grande destaque é o protagonista dessa série, Stephen Amell. Essa foi, sem sombra de dúvidas, a melhor atuação do ator desde que a série foi ao ar. Esse tem sempre sido um dos pontos criticados pela crítica especializada, e seu grande momento chegou (tanto para o personagem, quanto para o ator).

Quando um bom roteiro anda em conjunto com uma boa direção e uma boa atuação, temos um resultado incrível como esse. Este é o primeiro episódio da série que dou nota 10, desde que comecei as escrever as reviews aqui no Mix de Séries, e foi merecido. Os responsáveis pelo roteiro é a dupla Brian Ford Sullivan e Emilio Ortega Aldrich, que desde a terceira temporada escrevem para a série, mas que apenas em um episódio por temporada se unem para escreverem um roteiro juntos. Foram responsáveis pelos episódios 3×21, “Al Sah-Him“, e 4×11, “A.W.O.L.“, e que, depois desse 5×17, espero que retornem para novos episódios.

Arrow caminha grandiosamente para o desfecho de sua quinta temporada e já estou ansioso para assistir o que a produção está preparando para os fãs. As expectativas estão altas, a qualidade também, e tudo se encaminha para a grande virada da série. A frase destacada no começo dessa review explana bem o momento criativo em que a série se encontra. E que assim continue sendo feito.

EASTER EGGS:

– A palavra russa “Kapiushon” significa capô, em português. Já a palavra “kapot” significa “capuz”.

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Álefe Cintra

Jornalista e apaixonado por séries. Tem a mesma profissão de Clark Kent, usa óculos parecido, mas infelizmente não é super-herói. Grande fã de séries de super-heróis e fantasia. No Mix de Séries escreve as reviews de Arrow e The Flash.

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