As melhores adaptações do ano

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É fim de ano e é hora de rever o que houve de melhor durante o último ano. Aqui na Da Estante Para a TV, como você bem sabe, falamos sobre adaptações, sobre páginas que são levadas às telas das televisões ao redor do mundo. Nada mais justo, portanto, do que separar algumas das melhores adaptações de 2015. Confira (a ordem não é exata, mas as melhores estão no topo):

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housepinesleftHouse of Cards

A melhor produção da Netflix chegou à sua terceira temporada com uma tarefa árdua: superar os dois primeiros anos. Em muitos pontos, House of Cards consegue superar suas antecessoras, mas há alguns pontos a se levar em conta: muitos reclamaram, e com razão, que a terceira temporada acabou repetindo algumas coisas vistas anteriormente. Nada que estrague, porém, o resultado como um todo. Kevin Spacey segue com uma das melhores atuações da TV e o roteiro segue afiado, de falas ágeis e tramas inteligentes. Em questão de adaptação, sabemos que a série pouco segue os livros que lhe deram origem; ainda assim, House of Cards segue como um dos melhores programas do mundo dos seriados.

The Leftovers

Esta talvez seja a melhor série que poucos falam sobre. The Leftovers entregou uma primeira temporada sólida que infelizmente acabou afastando uma parcela do público que esperava por respostas já no final do primeiro ano. A questão é: essa maravilha criada por Tom Perrotta e Damon Lindelof não está interessada em conceder respostas. Ao contrário, a última de suas intenções é responder algum mistério. Leftovers, tanto série quanto livro, tem por objetivo explorar o drama das pessoas que foram deixadas para trás. O cotidiano, os problemas, as interações. Neste sentido, é inconcebível que o espectador saiba de alguma coisa que os personagens não saibam, por exemplo. E o programa vai muito bem assim, criando mais mistérios, filosofando e cuidando de seus personagens.

Wayward Pines

Muitos torceram o nariz quando Wayward Pines foi anunciada. Com piloto dirigido por M. Night Shyamalan, a série não despertava muita confiança. Normal, já que o diretor vinha em uma maré ruim e o criador da série não possuía muita coisa relevante no currículo. Foi com surpresa, portanto, que a minissérie surgiu como um suspense bem escrito e cheio de reviravoltas. Na adaptação, três livros foram levados às telas, tudo sob a orientação do próprio escritor que criou a trilogia original. O resultado: boa dose de fidelidade e uma trama coesa. Hoje, muitos ainda torcem o nariz, mas Wayward Pines foi uma das maiores e melhores surpresas do ano.

Hannibal

Hannibal terminou, e em seus últimos episódios trouxe uma intrincada mistura entre diferentes tramas desenvolvidas nos livros de Thomas Harris. Unindo personagens e passagens de Hannibal (o livro) e Dragão Vermelho, a série trouxe uma sólida narrativa que teve um fim praticamente impecável. Ao som de Love Crime, canção original do programa, a criação de Bryan Fuller terminou como começou: imagens lindas, atuações excelentes, metáforas e referências. Os fãs lamentaram, mas podem ter a certeza que a temporada final foi excelente.

Orange is the New Black

Uma das produções mais regulares atualmente segue aliando comédia e drama como poucas. Com uma galeria impecável de personagens, Orange sabe muito bem contar boas histórias. É verdade que a distância entre série e livro é gigante, mas assim como House of Cards, Orange é certeira ao criar sua própria identidade, partindo de um ponto repleto de boas idéias como o livro, e alçando voos próprios. Se manter a qualidade, ainda tem muitos anos pela frente.

The Man in the High Castlehannidemolidorstrange

Ter um livro de Philip K. Dick como base já garante ao menos um plot interessante. É da mente do autor que vieram Blade Runner, O Vingador do Futuro, Minority Report e muitas outras. O que aconteceria se as Forças Aliadas perdessem a Segunda Guerra Mundial para as Forças do Eixo? The Man in the High Castle traz este plano de fundo, mostrando a Alemanha nazista e o Japão como líderes mundiais. Os EUA, por exemplo, estão divididos em duas metades, uma comandada pelos japoneses e outra pelos alemães. O clima noir é impecável e a direção de arte lindíssima. Grande estreia e elogiável adaptação.

Daredevil

Daredevil pode não ser a melhor estreia da Netflix em 2015 (alô Sense8!), mas é provavelmente a melhor série de heróis da plataforma. A missão era complicada: depois de um longa-metragem sofrível, o herói foi deixada em segundo plano. Ninguém queria tocar em uma história tão delicada. Eis que a Netflix aceitou o desafio, e trouxe a HQ às telas em uma produção de primeira linha. No fim, o Rei do Crime e Kilgrave (de Jessica Jones) merecem uma série só pra eles.

Jonathan Strange and Mr. Norrell

Uma das maiores superproduções televisivas de 2015 traz dois mágicos ingleses que lutam para ver qual é o melhor e mais poderoso. Os efeitos especiais são incríveis e fazem qualquer filme de Hollywood sentir inveja. A adaptação foi complicada: o livro homônimo não é dos mais simples para ser adaptado; a quantidade de personagens e a própria magnitude das cenas afugentava roteiristas e produtores. Alguns corajosos resolveram pegar as páginas e nos entregar essa minissérie linda, cheia de fantasia, com ótima história e visual arrebatador.

Show me a Hero

Oscar Isaac é um dos astros do momento. Com um talento inquestionável, o ator se entrega ao papel de um prefeito que sofre nas mãos da população de sua cidade. Jovem e inexperiente, é levado a oficializar o remanejo de diversas famílias dentro de vários setores da cidade. O problema é que essa abordagem trará uma mistura de classes que desagrada, e muito, os conservadores e preconceituosos habitantes. Como uma boa obra de David Simon, Show me a Hero é um drama poderoso que aborda diversos temas polêmicos e atuais. Trata-se de uma minissérie da HBO em seis capítulos, coisa boa e rápida para se assistir e se surpreender.

Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

4 comments

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  1. Avatar
    Douglas Couto 8 dezembro, 2015 at 18:00 Responder

    Grande lista Matheus, gostei muito de Wayward Pines, pena que nem todo mundo conseguiu embarcar nessa trama. The Leftovers é minha favorita, inclusive acho que foi a melhor coisa do ano superando até a, até então, brilhante temporada de Fargo.

    • Matheus Pereira
      Matheus Pereira 8 dezembro, 2015 at 18:37 Responder

      Valeu, Douglas! A segunda temporada de The Leftovers foi realmente brilhante, e a de Fargo também está impecável. Nenhuma supera, porém, The Knick, que segue como a mais bem dirigida e fotografada da TV. Tudo é perfeito naquela série: elenco (Clive Owen é fantástico), roteiros, direção de arte, trilha sonora. 2015 foi um excelente ano para a televisão.

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