As novidades da Netflix de 16/03 a 31/03: o que vale a pena (ou não) assistir

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É chegada a hora de conferir os principais lançamentos da Netflix. Prepare a grade para algumas adições e retornos.

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Um jovem sofre um acidente de avião, caindo nos Himalaias. Resgatado por monges, o pequeno torna-se homem sob o treinamento do grupo, tornando-se uma Arma. Tornando-se Punho de Ferro. Seria ele um novo herói?

Iron Fist peca no que já era problema das outras séries do Universo Marvel na Netflix: ritmo. Daredevil, a melhor do grupo, caminha a passos lentos, mas mantém um compasso interessante, com sequências intensas e rápidas aqui e ali. Além disso, a trama do Homem Sem Medo é sólida. A de Punho de Ferro nem tanto. O novo projeto sofre desde o início com um roteiro arrastado e um elenco sem carisma. Iron Fist sofre do mesmo mal que alguns filmes da Marvel sofreram: parece mais um degrau do que um ponto de chegada. Sua existência parece se justificar apenas para render Defensores, já que há muito pouco para mostrar nos episódios. O resultado pode ver na ampla desaprovação da crítica e na negação do público, que pouco ou quase nada falou sobre a série.

Hannah está morta. Suicidou-se na banheira. Quem era Hannah? Todos parecem saber quem é, mas ninguém parece realmente conhecer. Antes de morrer, a jovem deixa fitas com as treze razões que a levaram ao suicídio. No percursos, é possível conhecer um pouco de Hannah, e um pouco sobre os supostos responsáveis pelo fim de sua vida. Qual a ligação daquelas pessoas com a garota e sua morte? Serão eles responsáveis?

A Netflix sabe o que fazer com suas séries originais: a plataforma apenas disponibiliza e deixa que o público faça o resto. Stranger Things, por exemplo, ganhou um mísero trailer dias antes do lançamentos. Pouquíssimo se sabia sobre a trama e, mesmo assim, o show tornou-se fenômeno absoluto. 13 Reasons Why parece seguir o mesmo rumo. Lançada com notável rapidez, a série ganhou o público e as redes nos últimos dias com sua abordagem sobre morte, abuso, solidão, machismo, estupro e uma porção de outros temas. No geral a série se sai bem, principalmente na parte técnica e no elenco. Alguns pontos, contudo, são delicados: o modo como os roteiros tratam o suicídio não parece o ideal e vários furos narrativos surgem no percurso. No fim, é um programa problemático, mas que vale uma chance.

Durante a Segunda Guerra Mundial, cinco cineastas renomados vão para o campo de batalha, registrando e sobrevivendo à guerra. Hoje, outros cinco grandes diretores se reúnem para contar essas histórias. Steven Spielberg e Francis Ford Coppola, dentre outros, narram a incrível história que uniu cinema e guerra.

A Netflix tem surpreendido cada vez mais com seus documentários originais. Depois da excelente Making a Murderer, a plataforma se arrisca em um projeto que envolve nomes como Spielberg, Coppola, Guillermo Del Toro, Paul Greengrass e Lawrence Kasdan. Estes cinco diretores se reúnem para falar sobre aquilo que sabem muito bem: cinema. O cenário, contudo, é curioso: a Segunda Guerra. A quantidade de informações é enorme; logo, se você busca aprender algo novo, este é o programa ideal. As informações sobre cinema, guerra e histórias são vastas, bem embasadas e desenvolvidas. O material reunido (como imagens reais da Guerra) é impecável e merece – e muito – uma conferida.

Moriarty está de volta? Tudo indica que sim. Mas seria possível? Sherlock Holmes retorna para mais aventuras e investigações, mas seria ao lado de seu companheiro, Watson? Muitas incertezas pairam a quarta temporada de Sherlock.

Os longos hiatos entre as temporadas de Sherlock são bons e ruins ao mesmo tempo. Bons porque permitem um preparo maior da equipe e do elenco. Há mais tempo para desenvolvimento dos roteiros e não há o cansaço do público para com a série. Por outro lado, Sherlock acaba voltando diferente, distante do que fez anteriormente. Isso não é totalmente ruim, mas em sua quarta temporada a série retorna soturna, meio perdida, sem saber bem o que fazer com as ideias propostas anteriormente. Como um todo, a temporada é ótima. Mas seria a temporada final ideal? Acredito que não.

Quatro adolescentes se perdem na floresta. Ao achar o caminho de volta e chegar de casa, os jovens descobrem que estão em uma espécie de universo alternativo e/ou paralelo. Nessa nova realidade, eles simplesmente não existem, nunca nasceram.

Nowhere Boys deve ser vista e eventualmente analisada sob a ótica do que ela é: uma série adolescente. Isso não é Fringe e está longe de Lost. Está bem mais para aquelas séries de horror, fantasia e ficção científica que preenchiam as tardes da nossa infância. E não há nada errado com isso. Nowhere Boys capricha na aventura e serve como um bom passatempo. Sabe aquela série boa pra se colocar quando se tem outras atividades a serem feitas? Pois é: Nowhere Boys é uma delas e agora está no catálogo, pronta para ser vista em qualquer horário.

A famosa rixa entre as famílias Hatfield e McCoys ganha minissérie em três capítulos, protagonizada por Kevin Costner e Bill Paxton. Na trama, dois amigos lutam na Guerra de Secessão e retornam aos lares; tem início, então, uma nova guerra. A rivalidade entre as famílias estoura e o resto é, literalmente, história.

Costner e Paxton estão ótimos em cena, assim como a maioria do elenco. O problema aqui é a qualidade narrativa e técnica da minissérie, que deixa muito a desejar se comparada a outros programas do formato. Não é um fiasco, e o fato de ser curta – apenas três capítulos – facilita. Ainda assim, é impossível não pensar que o projeto poderia ser muito melhor, tendo em vista o tema, a ambientação e o elenco.

Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

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