As novidades da Netflix de 16/06 a 30/06: o que vale a pena (ou não) assistir

Imagem: Divulgação

A quinzena final de junho usou e abusou das séries originais, mas trouxe bastante conteúdo de fora para rechear ainda mais o cardápio de séries da plataforma de streaming.

Confira o que indicamos, e o que não indicamos, nas últimas adições do catálogo da Netflix.

GLOW

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GLOW é o tipo de série que todo o assinante que paga a Netflix deveria desfrutar. Série original, sem compromisso, mas com uma carga de texto bem decidida ao retratar as mulheres na metade da década de 1980 tentando conseguir um lugar ao sol. A série acompanha algumas atrizes peculiares, que acabam indo parar em um teste para um programa de luta livre – só de mulheres. Mas engana-se quem pensa que a série é apenas sobre o trash. A luta das mulheres, a vontade de vencer, e a conquista de direitos – tudo isso muito bem embalado por uma trilha sonora fantástica, dão a GLOW uma maratona que você nem vê passar.

QUEEN OF THE SOUTH

Queen of the South tenta, mas não consegue apresentar um bom roteiro. A temporada de estreia que está disponível na Netflix dividiu o público, tendo parte gostado e parte não. A temporada começa com uma boa pegada, mas ao longo dos episódios, o sentimento de enrolação vai tomando conta de quem mantém-se acompanhando. Com Alice Braga, a série destaca um plano de vingança de uma mexicana contra o assassino do seu namorado – que era um traficante de drogas. (não vale a pena)

12 MONKEYS

12 Monkeys teve uma temporada de estreia bem na dela, sem muito alarde. Mas se a qualidade já havia marcado presença na primeira leva, o segundo ano da série apenas consolida esse campo. Os novos episódios destacam A Testemunha, personagem que serve como ponto de fuga no complexo quadro de idas-e-vindas temporais – principal plano de fundo da série, e cuja primeira grande crise tem seus vestígios mostrados logo no primeiro episódio da temporada. Como fotografia maravilhosa, 12 Monkeys é um excelente passatempo para o final de semana. (vale a pena)

EU, TU ELA

Apesar da segunda temporada de Eu, Tu, Ela continuar abordando o poliamor e a bissexualidade de formas bem naturais – até mesmo para uma produção da Netflix, esta segunda temporada peca no quesito de condução e manutenção de um bom roteiro. Os episódios, muitas das vezes, parecem ser cansativos e a vontade de adiantar algumas cenas predomina na maioria delas. Vale a pena para conferir a trajetória de alguns personagens como Emma, mas nada demais.

THE RANCH – Parte 3

The Ranch continua formidável, com um texto afiado e episódios que passam voando. A dinâmica de Ashton Kutcher, que interpreta o irmão “fora de plano” da família que comanda o rancho no Colorado, com o resto do elenco está interessante. Mesmo com o sua personalidade um tanto controvérsia, os episódios usam do bom humor para cativar o espectador nesta nova leva, e conduzem a história para um cliffhanger que ninguém esperava.

GYPSY

A gente já indica Gypsy apenas pela sinopse: A série acompanha a vida da terapeuta Jean Holloway (Naomi Watts), uma mulher que, no papel, tem a vida perfeita: uma carreira notável, uma casa espaçosa nos subúrbios de Connecticut, um marido e advogado bem-sucedido (Billy Crudup) e uma criança brilhante. O que lhe falta, entretanto, é a contenção. A insaciável curiosidade de Jean acaba colocando-a contra as linhas éticas e borrando as fronteiras da realidade profissional e da fantasia pessoal, juntando os fragmentos das admissões de seus pacientes e furtivamente forjando relações proibidas – algumas mais físicas do que outras – com as pessoas em suas vidas. Uma série um tanto ousada, Watts está brilhante no papel e a curiosidade do espectador fazem-nos seguir pela sua primeira temporada de forma bem natural. Ótima dica para o final de semana…

Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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