Mistério, conspiração, tensão política e um assassinato no centro do poder mais vigiado do mundo. Essa é a premissa de Assassinato na Casa Branca (The Residence), série da Netflix produzida por Shonda Rhimes que entrega uma trama de crime com pitadas de sátira política — e que já está dando o que falar.
Nos oito episódios da primeira temporada, acompanhamos a excêntrica detetive Cornelia Cupp tentando desvendar a morte do rigoroso e metódico mordomo-chefe da Casa Branca, A.B. Wynter, durante um jantar de gala que reúne figuras influentes, celebridades e chefes de estado. A missão? Descobrir quem, em meio a todos, matou Wynter — e por quê.
O caso: quem era A.B. Wynter?
A.B. Wynter era o mordomo-chefe da Casa Branca, prestes a se aposentar, mas decidido a não sair sem antes “colocar a casa em ordem”. Respeitado e temido, A.B. mantinha o local sob controle com punho firme — o que lhe rendeu desafetos em todos os andares da mansão presidencial. Na noite do fatídico jantar, seu corpo é encontrado com os pulsos cortados e uma aparente nota de suicídio no bolso. Mas Cupp percebe algo estranho: ele também tinha um ferimento grave na cabeça, o que muda tudo.
O que parecia ser um suicídio logo se torna um caso de assassinato, e todos os presentes no jantar passam a ser suspeitos — inclusive nomes como Kylie Minogue, Hugh Jackman (sim, eles mesmos) e a primeira-ministra da Austrália.



Os principais suspeitos
Com a ajuda relutante de Edwin Park, agente do FBI, Cupp mergulha numa investigação repleta de reviravoltas, segredos e corredores escondidos da Casa Branca. Logo, todos os presentes — funcionários, políticos, celebridades e até membros da família presidencial — são interrogados.
Ao longo dos episódios, muitos nomes surgem como possíveis culpados, entre eles:
- Jasmine Haney, assistente e possível sucessora de Wynter;
- Didier Gotthard, o chef suíço-alemão que tentou esconder sua faca;
- Tripp Morgan, irmão do presidente, que encontra o corpo e mexe na cena do crime;
- Bruce e Elsyie, o eletricista e a faxineira que mantinham um romance secreto e pareciam ter algo a esconder.
Mas, aos poucos, cada peça do quebra-cabeça vai sendo descartada — até sobrar apenas uma culpada real.
Quem realmente matou A.B. Wynter?
No último episódio, The Residence finalmente revela a assassina: Lily Schumacher, assessora de imprensa da Casa Branca. Movida por rancor e ressentimento, Lily não só matou Wynter com um relógio antigo escondido numa passagem secreta, como forjou uma história inteira para incriminar Bruce e Elsyie.
A reviravolta vem quando Cornelia Cupp, em uma recriação do crime, percebe que apenas alguém que soube da existência da passagem secreta e agiu para escondê-la poderia ter cometido o assassinato. E Lily foi essa pessoa — ao mandar que Jasmine tampasse o local e manipular gravações para parecer que Elliot (outro funcionário) havia dado a ordem.
Com isso, Cupp desmonta o álibi de Lily e a expõe diante de todos. O caso é encerrado com a detetive declarando a si mesma “a melhor do mundo” — e com razão. A última cena mostra Cupp sozinha na Casa Branca, observando um falcão voando livremente: uma metáfora para sua própria libertação após resolver o caso mais emblemático de sua carreira.
A série Assassinato na Casa Branca vale a maratona?
Se você curte mistérios cheios de personagens excêntricos, diálogos afiados e aquela boa dose de sátira política, Assassinato na Casa Branca é um prato cheio. A cada episódio, a série brinca com as convenções de dramas de investigação e entrega uma trama instigante, que combina Knives Out com The West Wing.
E embora o mistério do assassino seja, para alguns, fácil de prever, The Residence brilha mesmo na jornada — no humor ácido, na crítica sutil ao poder e na atuação magnética de Uzo Aduba como a detetive Cupp.
The Residence está disponível na Netflix com todos os 8 episódios já liberados. Ideal para quem quer resolver um crime de alto escalão em uma boa maratona de fim de semana.