Autópsia: a já saudosa despedida de Parenthood

Parenthood

 

Na semana passada nos despedimos dos Braverman, família que adotamos como nossa desde 2010. Parenthood, adaptação do filme de 1989, criada por Ron Howard e desenvolvida por Jason Katims.

Preenchida com um elenco formidável – indo de Peter Krause (Six Feet Under) e Lauren Graham (Gilmore Girls), passando pela excelente Monica Potter (Boston Legal) à Erika Christensen (Traffic), o enredo sobre uma família comum que vivia problemas e e buscava superações se tornava fichinha. E como…

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Nestes cinco anos em que esteve ao ar, seis temporadas e 103 episódios, Parenthood mostrou que ainda há um jeito simples de se fazer TV, e que não é preciso explosões, barulhos, efeitos especiais, mortes e clichês convertidos em cliffhangers desesperadores para se fazer uma boa história. Com Parenthood, aprendemos que, ainda sim, existiam bons dramas familiares na TV, e que ao assistir um episódio você poderia se ver ali, em meio aquela situação.

 

 

A série acertou em cheio ao tratar de assuntos como Asperger, convertidos em excelentes tramas para o personagem Max – que mostrou a todos como é possível superar tal diagnóstico; a cura da câncer, que rendeu a Monica Potter uma indicação ao Globo de Ouro e a vitória no Critics Choice Awards por Melhor Atriz Coadjuvante; além de gravidez na adolescência, traição, drogas e muitas outras tramas que ganhavam um toque único nas linhas escritas para esta série.

Seis temporadas depois, a série ganhou um digno series finale que deixou lágrimas nos olhos de todos os fãs. O casamento de Sara ter sido o grande centro das atenções neste final é mais do que um acerto. É uma vitória. A história da Sara apenas mostrou que sim, todos nós podemos vencer na vida e dar a volta por cima. Se voltarmos ao piloto da série, veremos uma personagem completamente bagunçada, sem emprego, sem marido, sem casa e sem saber o que fazer da vida. Cinco anos depois, estamos aqui, comemorando a conquista da personagem que como mesmo Zeek disse, é uma das favoritas.

Aliás, Zeek também chamou atenção na temporada final de Parenthood e teve aqui seu destino traçado. Uma morte tranquila, suave. Como ele merecia. Zeek realmente não merecia morrer naquele hospital. Ele merecia morrer em paz, em casa, em companhia da mulher que tanto o amou durante todos estes anos.

Claro que foi um tanto clichê, e o episódio final esteve rodeado de falas encantadoras. Mas, qual é? É o que precisávamos. Afinal, apenas isso para nos confortar por perder uma série tão boa quanto Parenthood, que mostrou que ainda é possível fazer excelentes dramas na TV aberta. O flashback no fim do episódio só serviu para nos inspirar ainda mais, e nos proporcionou a oportunidade de poder ver o quão essa família poderia evoluir, e também, quão devemos ser forever young!

Parabéns pela jornada Parenthood. Você nos fará falta!

Confira a nossa análise da abertura de Parenthood.

Leia aqui a review do episódio final da série.

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Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

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    Tainara Hijaz 5 fevereiro, 2015 at 11:00 Responder

    “Parenthood mostrou que ainda há um jeito simples de se fazer TV, e que não é preciso explosões, barulhos, efeitos especiais, mortes e clichês convertidos em cliffhangers desesperadores para se fazer uma boa história.” Exatamente isso. É uma série verdadeira, como quase nenhuma é, hoje em dia. É divertida, emocionante e extremamente passível de identificação para qualquer público. Vai ser difícil que apareça outra que cumpra esse mesmo propósito de forma tão efetiva, por isso ela nos fará tanta falta.

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