Autópsia: o precoce final de Dallas?

Dallas

 

Na última semana fomos pegos de surpresa com o cancelamento de Dallas, aquela série com pegada de novela que muita gente já ouviu falar ao longo dos anos.

A série produzida pela TNT era uma espécie de sequência do clássico show produzido pela CBS entre as décadas de 1970 e 1990, mas com um ar revigorado, colocando em novas tramas e personagens inspirações que moveram a história anos atrás.

Continua após a publicidade

Dallas 3Quando a série estreou no canal pago americano em 2012 ela recebeu bastante buzz. Parte do elenco original estava a bordo, incluindo Patrick Duff, Larry Hagman e Linda Gray, que durante anos protagonizaram rixas, tapas, tiros e os mais loucos cliffhangers na fazenda Southfork. O elenco jovem era encabeçado por belos rostos masculinos e femininos que preenchiam bem qualquer apelo que a TV hoje pretende ter.

Terminada a primeira temporada, parecia que tudo iria bem, e Dallas poderia alcançar novamente seu lugar ao sol. Mas a produção foi pega de surpresa quando o ator Larry Hagman – que dava vida ao inescrupuloso J.R. Wing morreu vítima de câncer. A solução? Matar o personagem e inserir uma trama que investigasse a morte do personagem. Um “Quem matou J.R.?” veio à tona, e o tiro acabou saindo pela culatra.

É inegável como Dallas perdeu fôlego após a morte de um dos seus protagonistas. O canal ainda resolveu dar uma chance para a série, e encomendou uma terceira temporada que teve sim excelentes episódios – mas dançou tanto nos plots centrais, que a cada episódio você não sabia qual era de fato a história da temporada.

Dentre elas, a vingança de Elena e Nicolas contra os Wing pode ser considerada o ponto alto deste último ano da série. Diria que foi o plot que mais me prendeu nesta nova safra, encontrando seu clímax nos episódios 3×10 e 3×11. O plot do Cartel entretanto, tomou os episódios finais. E pelo seu rápido desenrolar, não me fisgou. Tudo parecia muito superficial, inclusive os próprios diálogos dos personagem, que entre uma cena e outra se completavam como se cada um pudesse ler a mente do outro. Muita coincidência pra pouco episódio.

Confesso que a finale dupla foi de fato empolgante. Reviravoltas como a de Nicolas – que pensei que fosse passar dessa para a melhor, ou a “redenção” mesmo que por hora de John Ross no resgate de Emma. As coisas se ajeitaram… por pouco tempo. John Ross e Judith se uniram para o rapaz mais uma vez tentar o controle da Ewing Global, e isso ia dar pano pra manga.

O mesmo de Elena que engravidou… do John Ross? John Ross Jr. Jr.? E enquanto isso Christopher entra em um carro que EXPLODE!!! É Dallas, assim não dá.

Uma pena. Os produtores finalizaram a temporada, e a TNT foi lá passou o facão sem ao menos se importar com as pontas soltas. Não saberemos o que aconteceu com essas tramas, e infelizmente, deverá ficar assim.

 

Dallas 4

 

Foi precoce? Foi. A TNT poderia muito bem ter conduzido a série por mais umas duas temporadas, e fechar redondinho esse revival. Mas o gênero já está batido? Muito. Ainda mais esta história. A briga dos Ewing por Southfork vem sendo contada há muitos anos, e, já deu o que tinha que dar. Mas se era pra reviver, revive direito TNT. Cortar assim no meio, não dá.

Vou sentir falta de todo esse elenco que me prendeu nestes últimos anos e do tema de abertura, que sem dúvidas é um dos mais icônicos da TV. Descanse em paz Dallas… até o momento que tudo isso não passe de um sonho, e você seja revivida novamente!

Tags Dallas
Anderson Narciso

Anderson Narciso

Criador, editor e redator do site Mix de Séries, é apaixonado por séries desde sempre. Fã incondicional de One Tree Hill, ER, Friends, e não perde um episódio da Franquia Chicago.

No comments

Add yours