Bake Off Brasil – 3×06 – Senta lá, Débora

Imagem: Artur Igrecias/SBT

Depois de dois desafios extremamente difíceis, a produção deu uma relaxada ao propor receitas mais simples e fáceis de fazer, como um rocambole criativo na primeira etapa e stromboli, que nada mais é do que um tipo de focaccia. A situação interessante é que, mesmo trazendo essa simplicidade, o drama na tenda voltou com força em razão de figuras que nós já conhecemos bem – Débora e Johanna, mas que desta vez trouxeram uma Carol jamais vista. Sorte a nossa.

Imagem: Artur Igrecias/SBT

Confesso que mesmo julgando como um grande clichê a proposta de fazer um rocambole na sexta semana de programa, até porque vimos essa receita nas duas temporadas anteriores, acredito que o resultado serviu para mostrar o quão criativos os confeiteiros amadores são desde o conceito até a escolha do tema. Não entendi muito bem o motivo do atrito entre Ney e Johanna, algo me diz que a discussão não passou de capricho, mas que ajudou a colocar o programa rapidamente nos trending topics.

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O melhor momento, entretanto, ainda estava por vir quando Débora achou que poderia criticar a crítica do Fasano, por não julgar “construtiva” e que não lhe “ajudará a atingir seu sonho”. Sinceramente? Julgo como louvável e inspirador o fato da pessoa colocar seu sonho acima de tudo, fazer o possível para realiza-lo e dar o melhor de si, mas quando você está numa competição, ainda mais televisionada, e precisa de dicas e aperfeiçoamento para crescer vai escutar e processar em seguida. Às vezes os comentários passam do limite? Não tenha dúvida, mas engole-se o choro e reserve-o para o travesseiro. Aprendi algo muito importante na cobertura da campanha americana de 2016 – “Se você não aguenta o calor, saia da cozinha”.

Gosto da ideia de trazer um especialista para lecionar uma masterclass, mesmo sabendo que o formato original não possui a mesma tradição. É uma excelente oportunidade para os confeiteiros amadores, e também para o telespectador, aprenderem algo diferente e interessante de alguém que entenda. A aula foi tão boa que o resultado final foi o menos desastroso até aqui com a maioria dos participantes errando no tempo de cozimento da massa.

A eliminação foi tão esperada e necessária que eu não contive minha alegria com o anúncio. Acredito que semana passada cometeram uma grande injustiça ao eliminarem a Marina, ao invés da Monique, pelos mesmos motivos desta semana – não se mostrou preparada para aguentar a pressão, não carregava a bagagem de conhecimento que a competição pedia, e sequer experimentou outras cozinhas além da mineira. É claro que ela terá uma nova oportunidade na repescagem, mas tomara que volte mais madura.

Por Bernardo Vieira

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2 comments

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    Bruno D Rangel 19 setembro, 2017 at 13:43 Responder

    Pra mim o programa perdeu muito com a saída de Marina. Cometeu um deslize e foi eliminada, enquanto já sabíamos que a Monique seria eliminada na semana seguinte e foi o que aconteceu.

    Acho engraçado os depoimentos dos participantes criticando quem está do lado kkkkkk Impossível não ter barraco assim. Eu já teria feito muito pior, por muito menos.

    Meus preferidos continuam sendo Dario (que eu acho que vai ganhar), Dona Iaiá, Karyne e (por incrível que pareça pois detestei ele de início) Ney.

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    Daniel Gonçalves de Amorim 24 setembro, 2017 at 19:03 Responder

    E a justiça foi feita. De novo. Da mesma forma que aconteceu com Nena, quando o Douglas foi eliminado, Monique foi eliminada facilmente no episódio seguinte do qual merecia sair. A diferença aqui é que dessa vez foi muito pior do que na primeira situação.

    – No caso Douglas/Nena, isso foi no início da competição (onde não se tinha uma total análise do potencial de cada participante); Nena havia se saído bem no primeiro desafio técnico, diferente de Douglas e por mais que os jurados técnicos insistam em dizer que analisam apenas as provas do episódio em questão, em vez de todo um histórico, duvido que isso não estivesse em julgamento quando há uma dúvida mais séria sobre quem deve ser eliminado; E embora a Nena tivesse errado feio na segunda prova criativa, a receita dela tinha mais ousadia do que o bolo de sabores comuns do Douglas. Dito isso, eu achei que no geral Douglas havia se saído melhor do que Nena no segundo episódio, como um todo, e portanto discordei da eliminação dele. Mas achei compreensível com o passar do tempo. Pra mim hoje, é até o caso de perguntar: se Douglas tivesse ficado, ele teria realmente durado mais tempo na competição?

    -No caso Marina/Monique, por outro lado, não existe nada disso.

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