Bake Off Brasil – 3×18 – Duro de matar

Imagem: Artur Igrecias/SBT

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É inacreditável pensar que tenhamos assistido 18 episódios, repito 18 episódios, nessa terceira temporada o que positivo ao mesmo tempo que negativo. De qualquer forma, deixarei esse balanço do ano um pouquinho de lado para focar no que importa – a grande final. Um momento que não era só esperado pelo duelo de gigantes, como também pelo desafio que a produção iria propor aos finalistas. Curiosamente tivemos uma proposta interessante, mesmo que o resultado final tenha sido esperado mais do que aguardado.

Imagem: Artur Igrecias/SBT

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A primeira ideia, que definiria quem seguiria para a prova final propriamente dita, era simples – uma vila de biscoitos com quatro andares. O tempo de prova é que demonstra o quão interessante tal desafio foi – quatro horas, o que é impressionante, mas não gostei do resultado pela maneira na qual o José se comportou durante todo o desenvolvimento da prova. A impressão que o telespectador teve, pelo menos este que vos escreve, foi que ele simplemente desistiu e abriu o caminho para que o Dário e a Johanna avançassem. Não sei seus motivos, os problemas dele e o que estava sentido naquele momento, mas foi uma lástima ver alguém tão capacidade e bem dotado jogar a tolha daquele jeito.

Concordo com o Bernardo, sobre a atitude do José. Ele foi uma das maiores surpresas dessa temporada, no quesito evolução, pra no fim morrer no mar? Desnecessário. Além disso, os treze eliminados retornaram à disputa, e nesse meio tempo tivemos o desprazer de ver Débora e Gigi outra vez.

Em relação a prova criativa, haja vista que o programa inverteu a ordem normal, tivemos um banquete natalino. É verdade que sugerir uma mesa completa é algo clássico em qualquer final de um reality show gastronômico, mas essa que o Bake Off Brasil trouxe foi interessante em razão das nuances: “um prato salgado que tenha massa e vá ao forno, um pão salgado com recheio, um bolo natalino de dois andares com pelo menos um recheio e 15 porções individuais de sobremesa”.

Embora não tenha gostado da presença dos familiares no decorrer do episódio, visto que injetou uma dose desnecessária e excessiva de melodrama, foi um prazer finalmente conhecer o filho da Johanna, assim como sua mãe implicante que representou muitas matriarcas brasileiras. Sem contar com os irmãos de Dário, que sinceramente são idênticos, e sua mãe que mostrou toda sua força que usou no passado para guiar e segurar uma família durante um momento complicado.

Agora discordando do Bernardo, achei a presença dos familiares fundamental, para incentivá-los ainda mais. Tudo bem que há uma exceção nessa história, que é a mãe da Johanna, que só a cara de nojo dela me fez pegar um ranço absurdo. Com a mãe de Dário contando com mais detalhes o passado do rapaz, nem preciso dizer que minha torcida por ele se multiplicou ainda mais.

Depois de duas provas complexas, chegou o momento de sabermos o grande vencedor da temporada. A grande surpresa, na minha opinião, foi o prêmio que Beca rainha absoluta deu de honra a dona Iaiá. Esse momento foi extremamente emocionante, e não consegui conter as lágrimas, e percebi que foi por pouco que nossa jurada também não. Pra mim foi mais que justo, afinal de contas ela foi a melhor candidata da história do Bake Off Brasil, com seu jeito humilde, amoroso. E outra coisa, nem precisamos lembrar das injustiças que ela sofreu nas mãos de Débora e Gigi, portanto…

Finalmente descobrimos quem foi o terceiro melhor confeiteiro amador do Brasil, e o vencedor foi Dário, nada mais justo. O rapaz se destacou desde o primeiro programa, e se tornou meu favorito a partir de então.

Bake Off chega ao fim com sua melhor edição até o momento, mesmo tendo momentos tensos, alguns barracos, intrigas e tudo mais. Entretanto, essa foi a temporada mais diversificada que o programa já teve, e isso contou muitos pontos. Não é a toa que os índices de audiência responderam à altura. Outro ponto positivo foi a promoção de Carol Fiorentino de jurada a apresentadora. Eu amava a Ticiana, mas por conta dos últimos acontecimentos envolvendo sua vida pessoal, tê-la na atração não seria algo bem visto. A escolha de Carol para ser substituta foi sensata, pois vimos a evolução dela em cena, sem contar que muitas vezes ela foi bem ponta firme com os candidatos. No seu lugar veio a maravilhosa Beca Milano, que já se tornou a alma do programa com seu jeito angelical e ao mesmo tempo duro de ser, mas sem soar grosseiro (alô, Fasano).

Desculpa, Masterchef, mas o melhor reality culinário da TV brasileira é o Bake Off Brasil.

Até o Junior Bake Off, queridos!!!!

Por Eduardo Nogueira e Bernardo Vieira

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