Married with Children

Os bastidores de Married with Children: curiosidades por trás das câmeras

Married with Children

Imagem: FOX/Divulgação

É possível que o leitor tenha nascido após a exibição de Married with Children ou ainda nem sabia o que era uma televisão. No entanto, a série estava fazendo um enorme sucesso enquanto você não estava olhando. Aliás, não só isso. Como também fazendo muito dinheiro para o canal, tornando seus protagonistas famosos e deixando a competição para traz no horário na qual era exibida. Como podemos classificar? Um verdadeiro fenômeno que pouco se vê hoje em dia.

Ed O’Neill se tornaria membro de um grupo seleto de atores que poderiam ser chamados de “pai da América”, que não é pouca coisa. Assim como Katey Sagal, cuja performance lhe firmou como uma grande atriz de comédia. Além de Christina Applegate, é claro, que foi arremessada à fama de forma instantânea.

São por esses e outros motivos que a série é o tema do Bastidores desta semana. Será que tem muita curiosidade que a gente não sabe?

Surpresa!

O último episódio foi levado aro ar em 06 de maio de 1997 na Fox. Após a exibição, a Fox estava tentando decidir se renovaria a série ou não. Contudo, quando eles decidiram que seria melhor cancelar, eles não notificaram o elenco.

Ed O’Neill disse que estava em férias e foi informado do cancelamento quando um casal que estava ao seu lado leu a notícia no jornal e lhe falou. Como gesto de agradecimento, Ed pagou uma comida pra eles. Ele não foi o único a ser surpreendido pela notícia. De forma similar, Christina Applegate descobriu o cancelamento através de dois amigos

Caimento perfeito

Um dos criadores da comédia afirmou que a razão pela qual Ed O’Neill ganhou o papel foi logo na audição para o episódio piloto. Sua tarefa era muito simples: andar até a porta da família Bundy.

Antes dele abrir a porta, o ator respirou fundo afastou seus ombros numa demonstração de derrota. Naquele momento, os produtores sabiam que aquele não era só o ator certo, como também entendia exatamente o que eles queriam que o personagem fosse.

Valores da Família

A série, assim como a FOX, eram bem pouco conhecidos até o sexto episódio da terceira temporada, conhecido como Her Cups Runneth Over. Isso porque uma dona de casa no estado do Michigan e ativista pelos “valores da família”, Terry Rakolta, viu a história como ofensiva. Tanto que ela começou a escrever cartas no intuito de formar uma campanha para que os anunciantes abandonassem a série a emissora cancelasse a comédia.

Alguns anunciantes realmente cancelaram seus comerciais. Contudo, seus esforços resultaram no efeito contrário. A história espalhou rapidamente resultando num pulo enorme de audiência. Tornando a comédia não só um grande sucesso, assim como também colocando o canal no mapa. O sucesso fez com que o elenco criasse uma tradição: a cada ano que a série fosse renovada, eles mandariam flores para Rakolta em sinal de agradecimento.

Você lá e eu aqui

Numa entrevista em 2013, Ed O’Neill revelou que Amanda Bearse era a única atriz do elenco regular que ele não se relacionava muito bem e por isso não mantinham contato. O ator disse que mesmo respeitando-a durante as gravações, eles meio que se afastaram depois da terceira temporada.

O’Neill sentiu que com o passar do tempo, ela ficava cada vez “mais masculina” e “reclamona”, fazendo com que eles discutissem sobre assuntos triviais. Anos depois, Ed apoiou a decisão da atriz em sair do armário, mas nem ele nem David Faustino foram convidados para seu casamento em 2010.

Seguindo o personagem

Quem observa Katey Sagal em cena como Peggy Bundy mal imagina que foi a própria atriz quem deu a ideia do conceito sessentista do figurino da personagem. A atriz explica que a razão pela qual sugeriu o conceito foi porque queria parodiar a dona de casa dos anos 60.

Para sua audição, Sagal levou sua própria peruca vermelha e após sua performance, a produção não só lhe aprovou para o papel, assim como seu visual.

Misericórdia

Tempos após o cancelamento da série, Ed O’Neill teve um momento de sinceridade numa entrevista. O ator afirma que a razão pela qual a série acabou cancelada foi pela emissoras locais que exibiam as reprises da comédia. De acordo com Ed, elas imploraram para Sony, a produtora, não produzisse mais episódios porque os direitos de aquisição eram muito caros. Segundo  dados divulgados posteriormente, as estações pagavam um milhão de dólares por episódio para exibir a série.

Rapidinhas

– Ed O’Neill foi o único membro do elenco a aparecer em todos os duzento e sessenta episódios, desde o episódio perdido até mesmo nos pilotos mal sucedidos que a emissora rejeitou.

– Essa foi a série mais duradoura a nunca ganhar um Emmy até o cancelamento de S.O.S. Malibu em 2001.

– Divine estava prevista para aparecer como Uncle Otto na Season Finale da segunda temporada, mas morreu antes mesmo das gravações agendadas terem chance de acontecer.

Em suma, 

Tenho que confessar pra vocês que de todos os Bastidores que fizemos até aqui, este foi um dos mais interessantes. A forma na qual a comédia se tornou um sucesso é realmente surpreendente. Assim como o motivo que teria levado a FOX a cancelar um dos seus maiores sucessos.

Outra curiosidade que me chamou atenção foi como cada personagem foi escalado. Ed com sua respiração e Katey com sua peruca ridícula. É fascinante fazer essas descobertas. Contudo, nem tudo são flores com algumas brigas aqui e ali. Afinal são muitos egos envolvidos no processo criativo.

É com um grande prazer que encerro a primeira coluna deste ano. Agradecendo pela sua atenção, apreciando sua paciência com eventuais atrasos e pequenos erros e pelas críticas e sugestões. Na próxima coluna vamos trazer um olhar sobre SeinfeldEntão eu espero você aqui em 19 de dezembro, quando retornarmos. Até a próxima!

Excelente início de ano.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.