Os bastidores de Raising Hope: curiosidades por trás das câmeras

Raising Hope

É bem possível que você nem lembre de Raising Hope, ou pense que é uma série de ficção científica do Syfy. Não lhe julgo, pensei a mesma coisa antes de dar uma chance para o trailer. ‘Lá vem mais uma série que eu não vou assistir,’ disse este que vos escreve cheio de preconceitos exagerados. Contudo, logo após conferir o trailer e o episódio piloto, tomei uma decisão: ‘Maratonar era preciso’. O resultado de uma semana assistindo episódios frenéticos só poderiam resultado numa coluna Bastidores. Afinal, você não precisa assistir toda série. Precisa saber curiosidades, não concorda?

Caso esteja descobrindo este título pela primeira vez, lhe convido a dar-lhe uma chance. Seja pelo humor despretensioso, pela qualidade indiscutível da mestre Martha Plimpton ou pela capacidade da televisão representar as dificuldades diárias de uma família de classe média. É um deleite, um divertimento e um convite para relaxar em meio ao nosso noticiário cada vez mais inacreditável e aos problemas do mundo. Por isso, eu te convido para continuar conosco e ler nossa coluna. Além de comentar, criticar, elogiar e propor mudanças… Afinal, precisamos da ajuda de vocês para melhorar sempre.

Mudança de Planos

O título Raising Hope nem sempre foi uma unanimidade. Quando o elenco e equipe gravaram o episódio piloto, o título era, na verdade, Keep Hope Alive (ou mantenha Hope viva). “As pessoas ficaram com medo que [o ativista] Jesse Jackson iria processar,” explicou o produtor executivo e criador Greg Garcia em entrevista durante o lançamento da série.

Será que vai demorar?

Quando Cloris Leachman recebeu a proposta para interpretar um papel na série, ela foi curta e grossa e perguntou quanto tempo a comédia ficaria no ar. Garcia respondeu que em torno de sete temporadas [quando Leachman teria 92 anos de idade]. ‘Eu posso fazer isso,’ relembra Garcia de Cloris ter respondido. Para provar o ponto, relembrou o criador, a atriz seria promovida de participação especial para membro do elenco regular.

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Sem risadinha

Shannon Woodward foi super bem nos testes. Por isso foi chamada para o teste de tela, mas ficou tão apavorada que quase desistiu. O motivo seria sua inexperiência com comédia. O pânico foi tamanho que o piloto foi gravado com outra atriz. Meses depois, Garcia ligaria para Woodward mais uma vez pedindo para que ela reconsiderasse. “É uma história um tanto complicada,” relembrou a atriz numa entrevista à época.

Passos de bebê

Séries que ficam no ar por muito tempo cujo elenco é composto por bebês ou crianças pequenas geralmente enfrentam um dilema: manter a mesma pessoa ou escalar outro ator? Contudo, a comédia seguiu os passos de Modern Family e manteve a mesma artista mirim durante parte da série. “O plano é que os bebês envelheçam no ritmo certo,” garantiu Garcia à época. Além disso, o criador garantiu que não gostava de fazer grande planejamentos uma vez que prefere ‘ser surpreendido’ pelas próprias ideias’.

Sem saudades

Após conseguir o papel da sua vida, Lucas Neff não teve saudades pelo antigo emprego de auxiliar de serviços gerais. “Quando você está limpando um vaso sanitário, geralmente pensa que as coisas só tem que melhorar dali em diante,” disse em entrevista à época. “Nós tiramos Lucas da obscuridade. Quando terminarmos, vamos devolvê-lo,” dissera Garcia em tom de piada.

O melhor de nós

Martha Plimpton adorava as longas horas de trabalho, principalmente aquelas que entravam noite adentro. O motivo? De acordo com a atriz, tais cenas sempre eram melhores pelo fato de estarem todos cansados e vulneráveis. “Abaixávamos a guarda,” justificou a posição.

Rapidinhas

– Em todos os episódios, pelo menos uma palavra (tipicamente uma longa e complicada) é mal falada.

– O criador, Gregory Thomas Garcia, queria Zooey Deschanel para o papel de Lucy.

– Diversos membros do elenco My Name Is Earl (O Meu Nome É Earl) fizeram participações na série.

– De acordo com o próprio Gregory Thomas Garcia, o título Raising Hope é uma homenagem a Arizona Nunca Mais, que parcialmente inspirou o conceito da série.

Em suma

Minha intenção nunca foi de lhe transformar num super fã. Até porque nem acredito que a série tem algo parecido. Afinal, ela nunca foi popular ao ponto de LuciferFriends ou Parks & Recreation. Mesmo assim, espero que tenha apresentado histórias curiosas o suficiente para que você saia do piloto automático e tente, invente e assista algo diferente. Muito mais do que ser uma comédia sobre a criação de uma criança fofa, Raising Hope nos proporciona reflexões pontuais sobre o que realmente importa na vida.

Sendo assim, agradeço pela sua leitura nesta semana. Aproveito ainda para lembrar que da próxima vez vamos falar sobre os Bastidores de Quantico. Espero vocês!

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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