Bates Motel – 5×01 – Dark Paradise

Imagem: Arquivo pessoal

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Depois de longos nove meses de espera, Bates Motel finalmente retornou para sua quinta e última temporada. E de cara tivemos um grande episódio, com muito gosto de Psicose.

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Imagem: Arquivo pessoal

O episódio praticamente todo foi focado nessa nova relação entre Norman e Norma. Se alguém tinha dúvidas sobre como seria a participação da matriarca nessa temporada, o episódio mostrou que continua tendo tanto destaque quanto nas anteriores. Mais uma vez Vera Farmiga deu um show de interpretação e mostrou uma Norma ainda mais ligada ao seu filho. A Norma criada pela cabeça de Norman é uma mulher 100% dedicada ao seu filho.

Desde antes do episódio, eu estava curioso para descobrir como Norman lidaria com a morte de sua mãe. Confesso que achei estranho quando Norma disse para a mulher da loja que sua mãe tinha morrido. Fiquei tipo: “Como assim? Ele tem a real noção que ela morreu e fala assim naturalmente?”. Mas minutos depois descobrimos que na cabeça dele isso tudo era um plano com sua mãe. Ela se passaria por morta e, assim, poderia se dedicar mais ao seu filho. Genial, não acharam? A mente do Norman sempre me surpreende. Gostei também de ver uma norma ainda mais ciumenta e possessiva em relação ao filho.

Falando mais do Norman, o episódio mostrou um personagem bastante centrado na maior parte do tempo. Agora ele é o único responsável pelo Motel e, sendo assim, deve se comportar como tal. Ele cumprimentando a mulher na entrada da loja foi bastante interessante de ver, pois mostrou que ele consegue lidar muito bem com a situação atual. Quando não está em seus apagões, Norman é apenas um jovem adulto como qualquer outro e que dirige seu próprio negócio. Os únicos momentos em que o personagem demonstra falta de controle são quando envolvem outras mulheres, especialmente aquelas parecidas com sua mãe. Achei muito legal a música que estava tocando na loja enquanto Norman observava a vendedora: a letra repetia “only in my dreams” (apenas nos meus sonhos), numa clara referência ao estado mental do jovem Bates.

As discussões entre mãe e filho deverão ser bastante recorrentes nessa temporada. Norma representa o lado obscuro e sombrio de Norman. É aquele que faz todo o trabalho sujo durante os apagões do personagem. Assim como Vera Farmiga, Freddie Highmore continua dando show de interpretação. Está na hora das premiações começarem a reconhecer isso. Vamos lá! É a última temporada. Colaborem, jurados.

Falando do núcleo Dylemma, assim como na temporada passada, continuo tentando entender a real importância dos dois nessa temporada final. Nas primeiras temporadas, eu entendia o papel importante dos dois, principalmente no desenvolvimento do Norman psicótico. Mas agora que os dois estão juntos, não vejo muito em que eles agregam à série. Acredito que eles continuam sendo usados apenas para dar mais um núcleo à série e não focar todos os 40 minutos de episódio na psicose do personagem.

Ignorando a pouca importância do núcleo, gostei de ver os dois como uma família. É muito legal ver a Emma como mãe e feliz depois de tudo o que ela passou. Em relação ao Caleb, só tenho a dizer que não sei o que o personagem ainda faz na série. Já era para ter sumido há muito tempo. Personagem chato e que não agrega nada ao núcleo principal. Ainda sobre Dylan, quero saber quando ele vai descobrir sobre a morte de sua mãe e como isso vai afetá-lo. Será que eles voltam à White Pine Bay? Vamos aguardar.

Por fim, temos o núcleo envolvendo Romero. Pouco mostrou de sua vida na prisão, mas já foi suficiente para ver que o ex Xerife não está nem um pouco contente com isso e vai atrás de vingança. Agora que Norman sabe da relação entre o cara morto no freezer com Romero, estou curioso para ver seus próximos passos. Toma cuidado Romero, Norman não costuma brincar em serviço.

A série começou sua temporada final muito bem. O episódio todo foi marcado por um clima sombrio. A trilha sonora foi muito bem escolhida e as atuações foram muito boas. Depois de quatro anos podemos finalmente ver a transformação da série no clássico de Alfred Hitchcock. O Norman que vimos é muito parecido com aquele do filme. Só é um pouco mais novo. A cena dele observando o casal é mais uma amostra da proximidade entre série e filme. No final, vimos a verdadeira Norma no porão e um Norman muito confuso e perdido. Essa temporada promete bastante e tem tudo para dar um final digno à série.

Obs.: Adorei a referência ao filme quando mostra Norma olhando pela janela.

Abaixo a promo do próximo episódio, intitulado “The Convergence of the Twain” que mostra a chegada de nada mais nada menos que Marion Crane ao motel. Sim! A personagem icônica de Psicose, interpretada dessa vez pela Rihanna, vai dar as caras pela primeira vez na série. Se eu estou ansioso? Eu estou morrendo só de pensar. Vem logo segundo episódio, por favor!

https://www.youtube.com/watch?v=24ZZo_YR8LI

Continue acompanhado as reviews semanais da série aqui no Mix de Séries.

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Matheus Ronconi

Paulista, nerd, viciado em séries e fã do Rei Leão e do Homem-Aranha. No Mix escrevo sobre The Big Bang Theory e Star Trek: Discovery.

1 comment

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    Bruno D Rangel 6 março, 2017 at 16:55 Responder

    Considero uma grande injustiça Freddie e Vera não serem indicados aos grandes prêmios da TV. Em todas as temporadas eles sempre estiveram muito bem.

    Quanto ao Caleb, acredito que ele terá importância na descoberta da morte de Norma e que ele fará com que Dylan e Emma voltem ao motel

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