Big Brother Brasil 16×26/27 – Samba Juliana, samba Juliana … aqui fora, tá, gata?

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O que é ser do bem?
Juliana achava que estava do lado certo e que por isso sobreviveria a esse paredão.

Mas qual é o lado certo?
Existe isso realmente?
Na ficção existe, dentro da casa tivemos algumas edições baseadas nisso, mas na vida real a linha entre o bem e o mal é muuuuuito tênue.

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Mas então se Juliana era do bem, Ana Paula é do mal? E vice-e-versa?
Peraí, nada disso. Vamos aprofundar um pouquinho mais essa discussão.

Essa edição do BBB está um pouco diferente. Pela primeira vez você pode escolher um lado sem “medo” de ser julgado, ou então pode ficar no meio e mesmo assim fazer parte do jogo. Sim, igual a vida sabe?

Os lados foram definidos de maneira naturalmente forçada, e digo sem medo de errar que a mente por trás disso foi o maquiavélico meditador Daniel. Mas calma que dá para definir tudo bem direitinho com essa linha do tempo aí debaixo, feita de forma bem explicativa (mas sem gráficos, que aí é pedir demais para essa publicitária aqui que não trabalha com arte):

– Lá no início, Ronan se assumiu jogador (vejam só que loko), e inaugurou o lado do mal – definido por Daniel, vamos deixar claro. Ao mesmo tempo, podemos dizer que ele inaugurou o limbo, muitas vezes frequentado por Geralda.

– Logo depois, Ana Paula percebeu o jeito estranho de Laércio – e mesmo se assumindo machista, enfrentou o “adorador de novinhas” (quer saber mais sobre ele, clique aqui) chamou atenção para suas atitudes e conseguiu vencê-lo no paredão.

– Mas Daniel, o auto-declarado Juiz da casa, preferiu defender Laércio, alguém que ele achou injustiçado pela “louca, destrambelhada” Ana Paula. E, com isso, colocou AP no lado mal da casa, junto com Ronan.

– Jurando não combinar votos, o “lado do bem” conseguiu colocar Ana Paula e Ronan no paredão fake. Ana foi eliminada e subiu para o segundo andar, onde ficou só olhando os acontecimentos da casa.

– Ela voltou para a casa dois dias depois, e Renan e Juliana finalmente declararam guerra à patricinha – usando, muitas vezes, o fato dela ser rica como argumento.

Com isso, o lado do mal ficou com a seguinte formação: Ana Paula, Munik, Ronan.

O lado do bem com Daniel, Juliana, Renan, Adélia e Tamiel.

E o meio vem com Cacau, Matheus e Geralda.

Mas se fosse tão simples assim, amigo, a vida era mais fácil. A questão é que não existe lado, nem a edição consegue manipular isso. Daniel estava errado em defender Laércio e nós mulheres já cansamos de ser chamadas de loucas – mesmo Ana Paula sendo um nível acima na alteração.

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Juliana combinava voto, odiava as pessoas por nada, fazia fofocas, e planejava formas de derrubar o outro lado, sim, mas tudo com um sorriso no rosto e a máscara do “ah eu sou do bem, sou boazinha e divertida”. Mais falsiane impossível.

Não defendo Ana Paula porque ela perde a razão muitas vezes, mas na sua batalha com Juliana falsa e manipuladora, prefiro a patricinha que não tem medo de se comprometer.

Outro ponto a favor da mineira é sua visão de jogo e habilidade de compreender as pessoas, enquanto muitos outros, como Juliana, são limitados e influenciáveis. Ana Paula viu além da meditação de Daniel e Laércio, viu além do rostinho bonito de Renan, viu além da pose de boa pessoa de Juliana.

No jogo dos erros, e na primeira votação com sistema regional (que foi difícil de entender, seremos sinceros), saiu a mais incoerente, e vai tarde, minha filha!

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Por Letícia Bastos