Billions – 1×01 – Pilot [SERIES PREMIERE]

Billions-1x1-Pilot

Imagem: HitFix

 

O poder e a cobiça estão presentes em cada um de nós. Ascender perante a sociedade e sentir o gosto de como é ser alguém relevante, alguém importante, é o gosto da vitória. O desejo de ser alguém grande, importante e invulnerável paira sobre as nossas cabeças cada vez mais que vemos o dinheiro na palma da nossa mão ou nos números das nossas ações. Poder, Cobiça e Desejo estão presentes em uma escala muito mais elevada na cabeça de quem vive em Wall Street – Nova Iorque – a grande bolsa de valores americana.

É através de Billions, a nova série dramática do Showtime, que entramos no mundo das finanças, da corrupção, do exagero e do egocentrismo, narrando a vida do figurão bilionário Bobby Axelrod (Damian Lewis), um inusitado sobrevivente do 11 de Setembro de 2001 e dono de uma empresa Fundo de Cobertura em Connecticut. Axelrod se mostra um homem generoso para com as outras pessoas, fazendo doações a órgãos públicos e pagando os estudos dos filhos de seus amigos que morreram durante o fatídico atentado. Axelrod também é o típico homem que apesar de viver no luxo, na riqueza e ser poderoso, não esquece as suas raízes, de onde veio, como veio e com quem veio.

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Porém, Bobby Axelrod não é tudo isso. Seu egocentrismo misturado com a sua inteligência e ganância falam mais alto do que sua voz, e graças a isso a Securities & Exchange Comission (S.E.C.) decide levantar uma investigação particular e levá-la uma ao escritório do Procurador Nacional Chuck Rhoades (Paul Giamatti). Chuck não é nenhum figurão como Axelrod, na verdade, não chega nem aos seus pés, porém ele é conhecido pela sua gloriosa ficha de 85 vitórias contra 0 derrotas como Procurador. E esse é um dos fatos que mais chamam a atenção no seriado todo.

Axelrod e Chuck são rivais, são opostos, mas eles são iguais em vários aspectos. Ambos são ligados pelo egocentrismo, seja Axelrod querendo comprar uma casa de U$ 80 Milhões – fato que começa a história do seriado inteiro -, ou por Chuck se gabando de suas vitórias, ambos tem esse fato em comum que domina qualquer pessoa que passe por Wall Street. O seriado lembra muito o filme “O Lobo de Wall Street” de Martin Scorsese, não apenas por se passar no mesmo universo, mas por abordar o fato de que qualquer advogado, policial, promotor ou procurador sempre pensou em ser alguém da bolsa de valores enquanto “anda de metro com o mesmo terno usado durante toda a semana”; Ambos são praticantes da meditação e ambos marcam o tempo através de aplicativos diferentes em seus smarthphones; Ambos são ligados de outra maneira, por uma outra pessoa: Wendy Rhoades (Maggie Siff) , a mulher de Chuck, que trabalha na firma de Axelrod como uma psicóloga boa praça, atenciosa e preocupada com seus pacientes, mas que quando está com seu marido, assume a personalidade de uma mulher dominadora sexualmente, uma Dominatrix – e é exatamente com uma “cena Dominatrix” que o seriado começa e termina, de uma maneira inesperada quando se vê a promo ou lê sobre a série. Juntos eles possuem um casal de filhos e um relacionamento que gira em torno de amor e desavenças.

Mas é claro que as personalidades de Chuck e Bobby não são iguais, nem um pouco. Axelrod é calmo, tranqüilo e bem articulado, sabe quando e como falar e como persuadir as pessoas; Chuck, ao contrário, é irritado, explosivo e está sempre aborrecido ou indignado com alguma coisa que está acontecendo. As personalidades de um deveria ser a personalidade de outro quando pensamos e vemos um roteiro como esse: Axelrod deveria ser o homem explosivo e irritado por ser presidente de uma empresa que envolve o dinheiro como um produto e que levar uma mínima queda nos rendimentos básicos poderiam criar uma catástrofe de eventos e Chuck trabalhando em tal posição, recebendo as provas contra a oposição e tendo a ajuda de algumas outras empresas subordinadas e ajudantes deveria ser o cara tranqüilo.

Talvez o fato mais importante de Billions seja as conexões que cada um dos personagens tem e como elas são usadas. Elas foram de extrema importância nesse piloto e com certeza serão no futuro. Cada personagem tem alguma relação com alguém relevante, com alguém que pode influenciar todo o jogo que é viver sob pressão. Billions nos apresenta vários pontos de vistas em cenas conduzidas por diálogos bem orquestrados e reais, não é exagerado nem mal feito, são diálogos que realmente lhe convencem. Diferentemente de seriados como Sons Of Anarchy e The Walking Dead, onde descobrimos como cada personagem é através de suas ações, Billions não nos mostras grandes ações, mas grandes diálogos, que além de definirem os personagens, define a série em si (como  House Of Cards Hannibal).

Billions apresenta uma trama que com o tempo ou será complexa ou será fácil de se digerir. Esse piloto mostrou uma trama principal e várias sub-tramas que balançam entre algo simples, como lidar com “traficantes”, ou complexas, como recusar ser o advogado de um homem que já está condenado.

Apesar da série não ser toda perfeita e em alguns pontos se tornar maçante por conta de diálogos cansativos ou cenas rápidas, a série apresenta potencial para se desenvolver ao longo da temporada. Um tema denso, com muitas histórias, necessitará de uma atenção redobrada da Showtime e é isso que esperamos daqui em diante.

Equipe Mix

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Perfil criado para realizar postagens produzidas pela equipe do Mix de Séries.

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