Blindspot – 1×20 – Swift Hardhearted Stone

Blindspot Swift Hardhearted Stone MAIOR

Imagem: TV Over Mind

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A poucos episódios do fim de uma temporada cheia de irregularidades, como todo o ano inaugural é, já era esperado que o telespectador, esse que vos escreve pelo menos, esperasse que o roteiro investisse um pouco mais na inteligência das informações, desenvolvesse aqueles personagens que ficaram um pouco esquecidos e nos trouxesse algo, ou pelo menos desse uma sinalização, surpreendente para garantir nossa audiência para a próxima temporada. Infelizmente, não foi em Swift Hardhearted Stone, pelo menos ainda.

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Blindspot Swift Hardhearted Stone MENOR

Imagem: TV Eskimo

A proposta até era bastante interessante e forçava o texto a humanizar a figura dura e rígida de Jane/Taylor, postura que não só atrapalha a série a se desenvolver, como também reflete os mesmos problemas sofridos por Shades of BlueThe Blacklist Grimm, pois nos traz a incapacidade dos diretores em aliviar, pelo menos um pouco, o tom sisudo dos personagens. Todavia, assim como todos os exemplos citados anteriormente, isso não acontece em nenhum momento, o que acaba nos mostrando uma ineficiência até mesmo em construir clichês.

Todas as histórias que vinham sendo desenvolvidas anteriormente ajudam a preencher as lacunas que esse episódio trouxe ao telespectador, principalmente com a ajuda da relação de Jane/Taylor com Oscar e de Weller com seu pai, mas o problema é que essas são tramas paralelas que sustentam a série quando ela não possui muita força na narrativa principal, ou seja, vemos um roteiro que outrora tinha mais facilidade em trabalhar com seu primordial agora recorrendo para a segunda opção.

Apesar de todos os problemas estruturais, tivemos, sim, coisas boas que merecem ser exaltadas desde já. Dr. Robert mereceu esse promoção ao elenco regular, mesmo que tenha sido apenas uma manobra do roteiro para que Patterson possa ter um final feliz. Ele aparece como um provável responsável pelo humor e apelo cômico de Blindspot, que é uma das principais carências deste roteiro. Isso não só me agrada bastante, como me faz reverenciar a qualidade técnica de Unkweli Roach.

Por último, mas não menos importante, está essa tentativa de encontrar um amor para Mayfair, que mesmo me fazendo acreditar ser uma maneira do texto desabrochar essa investigação sobre o sumiço de Blake, continuo na esperança por um interesse amoroso para a personagem. Saliento ainda a necessidade, urgente, da série dar para o telespectador uma perspectiva daquilo que está por vir, pois como disse anteriormente, a sensação é que estamos indo para lugar nenhum.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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