Blindspot – 2×16 – Evil Did I Dwell, Lwed I Did Live

Imagem: NBC/Divulgação

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Se houve algo que esse episódio fez por nós foi trazer respostas que não esperávamos, mas precisávamos. Entre uma dor no coração, por vermos alguns personagens importantes sofrer e uma ficar boquiaberta, arrisco dizer que, até agora, esse foi o melhor episódio da segunda temporada de Blindspot.

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O retorno do personagem do ator Tom Lipinski, Cade, foi totalmente inesperado. Não haviam indícios de que ele era a fonte de Nas dentro do grupo Sandstorm, principalmente por ter tentado atacar a equipe de Kurt anteriormente. Porém, depois de alguns minutos de episódio, entendemos que a atitude dele foi em decorrência da morte de Marcos, a pessoa que se tornou sua família depois de perder todos os seus familiares de sangue.

Ainda que a sua presença no episódio tenha surgido para auxiliar o FBI na captura de Shepherd, o que realmente nos chamou atenção durante a trama foi a fala dele sobre Jane ser quem decide com quem Roman se relaciona ou deixa de se relacionar e que, finalmente, ela havia colocado ele em uma cela, como sempre quis, o que fez com que uma lembrança fosse desencadeada em Doe. Com isso, a pergunta que pairou no ar foi: como que Jane mudou tanto, depois que sua memória foi apagada? Como que ela deixou de ser, tão facilmente, a mulher que ditava regras a todos e seguia, cegamente, o grupo Sandstorm?

Além disso, o que também nos surpreendeu foram os seguintes fatos: as dores de cabeça de Patterson serem porque ela tinha nada mais nada menos do que uma escuta em um de seus dentes; e o conflito dela com Borden (ou deveríamos dizer Nigel?). As duas situações só fizeram com que eu pensasse e arriscasse a dizer que a personagem da atriz Ashley Johnson, dentro de todo o elenco da série, é a que foi melhor construída. Digo isso porque foi possível vê-la caminhando de um extremo a outro: da mulher inteligente e dedicada ao trabalho, que não se abalava com nada, em direção a uma mulher extremamente humana, que foi quebrada ao meio com uma situação traumática. Vê-la dizendo que não conseguia sentir absolutamente nada depois de todo o conflito com Nigel e se propondo a tirar o dente sem anestesia alguma, para, então, tentar sentir algo, demonstraram isso perfeitamente.

Outro personagem que também foi afetado psicologicamente durante a trajetória da trama e que não sabemos como terminará é Reade. Como a própria Zapata falou, ainda que ele tenha superado o uso da droga, ele não superou os motivos que o levaram a usá-la. Isso faz com que pensemos que ainda que seja difícil para Tasha contar a verdade sobre o amigo para Weller, seria muito pior encontrá-lo morto, entre uma tentativa e outra de tentar superar o seu trauma, não seria?

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