Bloodline – 1×05 – Part 5

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Imagem: Arquivo pessoal

 

Mais um episódio de “Casos de família” – brincadeira. A música de abertura reflete muita coisa da série, tanto que seu nome é Book of Fears. E farei também um agradecimento especial a Netflix por fazer essa obra gigante, tornando os Rayburns, a família mais complexa que já acompanhei. Está chamando Emmy essa produção!

Oh Danny, se livre dessa culpa. Poderiam ter começado esse episódio com menos coisas chocantes, mas eu me acostumo. Bye Bye Papa Ray! Morreu antes de cometer mais injustiças, e agora quem vai validar o testamento? Danny é que não vai revelar que o pai queria que ele zarpasse fora. O único consolo de Sally é que Danny teve um tempinho com o pai antes dele morrer, mas ela não sabe o quão desagradável foi.

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Fotos de família, sempre algo muito difícil, relembrar através das imagens! Meg principalmente, quando viu a quantidade de fotos do pai com Sarah, ficou com uma pontinha de ciúmes. Sempre achei os velórios americanos mais legais que os nossos. Enterram, ou cremam, depois tem comida na casa do morto, e alguns discursos sobre tudo o que ele fez de legal e bom. Mas e quando você não consegue escrever um discurso desses? É porque não tem nada de bom na pessoa, ou ela fez coisas ruins, ou é só emoção. Talvez tudo isso junto devido a complexidade dessa família.

Ele nos tratava me maneira tão diferente! Olha a ferida do Danny aí. Mas tem mais coisa podre no histórico familiar. O pai de Robert era abusivo com a esposa, batia e a trancava longe das crianças. Ver isso, junto com a bebedeira do pai, não deve ter feito bem a alma de Robert. São os pequenos detalhes que vão fazer Sally sentir sua falta, como na cena da escova de dente, triste demais. Os flashbacks desse episódio foram mais reais, é como se fossem fantasmas, não lembranças. O passado dos Rayburns voltando pra assombrar.

Lenny Potts veio para o serviço funerário, velho amigo de Robert, esse sim parecia um fantasma – Mr. Badass. Todos estranhamente tranquilos durante o serviço todo, não acharam estranho? Eu achei. Mas o clima pesado Bloodline Style sempre presente. Sempre o discurso acaba saindo do papel, em todas as séries e filmes. E o olhar da Meg para Marco e Sally foi cheio de sentimento, do tipo – eu preciso casar com esse homem para fazer essa mãe feliz! Altruísta, mas também a receita da não felicidade. Kevin lidou com a dor afogando ela no álcool e correndo pra Belle.

Destruidora a cena do Danny escutando a fita, mas se pode culpar John, com 14 anos, por ter protegido o pai, pra não ver a família em mais pedaços ainda? Eu não culparia! Vontade te dar um abraço Danny, larga essa raiva e essa culpa.

Tags Bloodline
Caroline Marques

Caroline Marques

Engenheira de Alimentos, mestre em química de alimentos, um tanto quanto viciada em séries, filmes e livros. Fã de Hannibal, Dexter, Grey's Anatomy, Demolidor, Sherlock e Stranger Things. Reviewer de Chicago PD.

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