Bloodline – 2×10 – Parte 23 [SEASON FINALE]

Imagem: Arquivo Pessoal.

Imagem: Arquivo pessoal

 

Musiquinha final estilo Psicose;
John dirigindo para onde? Paz de espíritoland?
Meg vai abrir a boca para falar o que exatamente?
Kevin vai se livrar do pequeno delito como?
Só faltou a frase: Nós não somos pessoas ruins, só fizemos algo muito ruim!
Temporada passada foi John que matou, agora Kevin, na próxima será Meg? Matando quem, Gilbert talvez?

Achei bem interessante algumas revelações. A fita afinal estava com Gilbert, como cristo foi parar isso na mão dele? É por isso, claro, que ele estava urubuzando os Rayburn, ele tem todos os irmãos na palma da mão. Mas o que ele pode querer eu não sei. Se vingar do Papa Ray quem sabe, afinal ele disse que Robert foi criminoso ao conseguir as terras da pousada, será que foi alguma vantagem sobre ele? Eu sei, eu sei, muitas perguntas.

Mesmo assim tivemos mais respostas, Nolan ateou fogo no restaurante para que Danny conseguisse o dinheiro do seguro para quitar as dívidas, me emocionei com a cena deles de despedindo, Danny entrando no ônibus, e fechando finalmente os plots dos flashbacks. Senti até mesmo que Danny sabia que tinha sido Nolan o autor das chamas mas ele preferiu virar as costas e deixar ser, conseguir o dinheiro da maneira que ele sabia sem culpar o filho por tentar, mas tentar errado. Realmente a melhor parte do episódio, juntamente com Eve e seu cabelo estranho (aliás, genético, aquelas megahair dela aparecendo me deram agonia) contando para Sally que Papa Ray não deu o empréstimo ao Danny. Ou era mesada do Nolan ou o dinheiro para o restaurante. Danny escolheu Nolan. Achei surreal o respeito de Danny pelo pai mesmo depois dele ter batido a vida para fora dele naquele episódio lamentável.

O garoto se sentiu culpado por tudo, ele era o motivo pelo qual o pai precisava de dinheiro duplamente, mesada e restaurante queimado. Diana, que no começo do episódio estava possuída com John, falando sobre o quanto ele estava perdido, acabou consolando Nolan. Pensei que o garoto tinha propósitos obscuros com seu aparecimento, mas não, ele realmente só se sentiu mal e queria respostas, queria uma família. Muito triste foi saber que Aguirre chegou em Ms. Ortiz antes do Internal Affairs (IA). Marco se livrou de tudo e, na verdade, nem merecia culpar John por nada. Mas em sua sede particular pelo poder, acabou tornando tudo, tudo, tudo pessoal, e no fim levou uma “estatuazada” na cabeça. Eric pode até contar sua história, ter imunidade, mas será que não vai ter medo pela vida depois do que ocorreu com Marco? O que Gilbert vai fazer com Ozzy? Acho que apenas vai usá-lo para acabar de vez com os Rayburn.

Balanço geral, faltou ousadia, mas sobrou suspense e treta maligna. Foi uma temporada regular, pude perceber pelas minhas notas, nunca menos de 3 estrelas. E tivemos claro o clímax final, recheado de cliffhangers. Netflix tem plot de sobra para fazer mais temporadas, ou pelo menos mais uma. EU FARIA, HEIN! #listentomenetflix

Palmas e confetes para o roteiro, diálogos maravilhosos, intensos e impregnantes, sabe quando algumas falas grudam em você. Fotografia impecável, eles usam uma paleta de cores pastéis (turquesa, amarelo, marrom, cinza) incrível, porque acredito, a série é muito intensa, se as cores fossem muito vivas, se tivessem muitas estampas, iria poluir nossas sensações. E com aquela paisagem da pousada, ninguém precisa ousar em mais nada de design. Adorava a narração do John, que sumiu, porque ele não estava mais contando uma história passada. Ousadia como falei, faltou na montagem dos plots, prezaram pela regularidade. Mas muitos vão me condenar dizendo isso pois acharam que usar Danny como consciência do John foi ousadia pra lá de boa.

Estou torcendo que renovem, preciso saber o que vai acontecer com essa família maluca. Mas em um saldo geral, parece que todos estão melhores sem Papa Ray e Danny, apesar de terem sido levados aos seus extremos psicológicos com o desenrolar da investigação. Se a temporada passada foi de Ben Mendelsohn essa com certeza foi de Kyle Chandler, mitos.

Caroline Marques

Caroline Marques

Engenheira de Alimentos, mestre em química de alimentos, um tanto quanto viciada em séries, filmes e livros. Fã de Hannibal, Dexter, Grey's Anatomy, Demolidor, Sherlock e Stranger Things. Reviewer de Chicago PD.

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