Bloodline – 3×01 – Parte 24

Imagem: Netflix/Divulgação

A última vez que encontramos a família Rayburn eles estavam vivendo a maior crise até agora. Irmãos rebelados entre si, uma mãe descobrindo que sua prole foi responsável por matar e esconder o corpo do seu filho mais velho, os eleitores do condado de Monroe prestes a eleger seu próximo xerife, O’Banon pronto para falar tudo que sabe em troca de imunidade da procuradoria e, claro, Kevin assinando o detetive encarregado de investir os Rayburn.

Imagem: Netflix/Divulgação

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É uma narrativa e tanto para se terminar uma temporada, ainda mais quando levamos em conta a maestria dos roteiristas em construir essa tensão desde o Season Premiere do segundo ano.

Falando em início, aplaudo o responsável pela concepção de uma das melhores, se não a melhor, cena deste primeiro episódio onde Bloodline nos trouxe uma versão rústica de House of Cards ao assassinar um animal para subir o tom e escandalizar o telespectador. É claro que tivemos um jacaré ao invés de um cachorro, mas estamos na Flórida e não em Washington D.C, afinal de contas!

Durante todo o episódio, os diálogo giraram em torno do ponto central da série – da dubiedade moral. Antes de entrar no carro de uma estranha, John é questionado se é uma pessoa perigosa, ou não. Após uma pequena pausa dramática, ele responde que não. Numa conversa com sua mãe, o provável futuro xerife de Monroe escuta um pedido de ajuda – “Você precisa ajudar a família” num momento que ela processa a informação de que seu filho foi assassinado pelos próprios irmãos.

É verdade que essa questão é imposta aos telespectadores, desde o primeiro episódio da primeira temporada, o que para muitos pode cansar e parecer repetitivo. É importante que o telespectador veja o que está acontecendo e continue se questionando quanto ao caráter e à moral daqueles personagens, afinal de contas, eles são apresentados como um clã americano comum que põe os laços familiares acima de tudo, inclusive das leis e do que é certo e errado.

É um excelente Season Premiere para uma temporada que não só promete ser a melhor dessa série, como também dessa Spring Season e talvez de 2017. Por alguma razão, Bloodline é tratado por alguns especialistas em televisão como um “ponto fora da curva” dos responsáveis por Damages, ou até mesmo como o patinho feio da Netflix, num momento que se lançava House of Cards Orange Is The New Black e se venerava a qualidade de tais títulos.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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