Bloodline – 3×02 – Parte 25

Imagem: Netflix/Divulgação

Depois de uma Season Premiere muito sólida, Bloodline continua a desenvolver os acontecimentos deixados pela segunda temporada. Dessa vez o roteiro resolve seguir de uma forma mais ousada e, principalmente, reafirmando sua identidade de beber na fonte dos folhetins mas sem carregar o lado pejorativo do gênero. A narrativa vai direto ao ponto, com os personagens certos e uma foma impressionante de contar essa história.

Imagem: Netflix/Divulgação

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Vendendo-se para Roy Gilbert pela segunda vez, Kevin aceita ajuda de um dos seus capangas, surpreendentemente especializado em perícia, para tentar encobrir o assassinato de Marco Diaz. O mais interesse dessa situação está justamente na tentativa de encobrir o crime, pois há um jargão na política americana, que vem dos tempos do escândalo do Watergate, que diz que o encobrimento/dissimulação é pior do que o crime propriamente dito. Linha que Bloodline segue a risca.

Não direi obviamente qual o caminho que os roteiristas sabiamente resolvem seguir para continuar desenvolvendo essa história, mas acredito que tivemos alguns erros pelo caminho. A sensação foi que o episódio funcionou como uma peça de teatro dividida em atos. Tivemos o primeiro deles com Kevin tentando pensar em como continuar, já o segundo começa com a introdução de John em tal núcleo seguido do terceiro com a entrada de Sally e Megan.

Confesso que estava esperando uma Megan mais ativa nessa história principal, mas como sua bem definiu num determinado diálogo divertidíssimo, ela é “inútil”. Realmente. Linda Cardellini é ótima, mas ela precisa de um material de qualidade para crescer e desenvolver-se com propriedade e o devido destaque. O mesmo podemos dizer de Sissy Spacek que por menor que sua participação seja durante todo o episódio, vive uma verdadeira reinvenção na sua carreira numa série de TV. Quem diria!

Em suma, temos aqui dois episódios que mantém o ritmo e qualidade vista nas temporadas anteriores, onde a tensão é mantida e as reviravoltas não param de acontecer para manter o rimo acelerado. Bloodline precisa manter essa sede de mostrar um bom trabalho e confirmar aquilo que já sabia desde o anúncio de que essa temporada seria a última – ainda há muita história boa para ser extraída deste material.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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