Bloodline – 3×03 – Parte 26

Imagem: Saeed Adyani/Netflix/Divulgação

As consequências do assassinato de Marco continuam a se desenvolver, mas elas tomam uma direção diferente com a mudança de perspectiva sabiamente realizada pelo roteiro. Se no episódio anterior o foco esteve com o cover up, ou encobrimento do crime em outras palavras, Part 26 já aponta para as investigações que virão em seguida e, claro, o que a morte de um personagem tão importante representa para John, Meg, a família Diaz, o xerife Aguirre e até mesmo para O’Bannon.

Imagem: Netflix/Divulgação

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Essa alteração faz com que o roteiro tenha espaço para desenvolver narrativas que até então estavam completamente paradas. Ficamos sabendo que Meg, por exemplo, não esqueceu de Marco completamente apesar de traí-lo diversas vezes no passado e se sente culpada pelo seu assassinato, final de contas foi ela quem levou Kevin até sua casa. Isso faz com que Linda Cardellini tenha todo o espaço que precisa para mostrar seu talento a reafirmar sua maturidade.

Descobrimos também que Sally tem um passado mais íntimo de Gilbert do que imaginávamos, o que deu uma grande oportunidade para assistirmos uma aula de atuação entre Sissy Spacek e Beau Bridges. É verdade que tal cena poderia ter ganhado uns diálogos mais robustos, bem polidos e fora do senso comum, até porque a experiência desses dois atores é imensurável. Entretanto, tal falha não tirou o brilhantismo do momento.

O que ajudou a tornar esse episódio ainda melhor foi a introdução, mesmo que tímida, da família de Marco na história. Seja pelo fato de serem cubanos, que lembra ao telespectador a importantíssima contribuição que essa comunidade deu à Flórida e mais precisamente o sul do estado, que é onde essa história se passa, ou até mesmo pela sugestão de que há sim um certo ressentimento entre os Diaz e os Rayburn. Espero que Ivo Lopez retorne mais vezes para desenvolver essa problemática em potencial.

Com Chloë Sevigny ainda subaproveitada, o episódio nos trouxe mais uma performance arrasadora de Kyle Chandler, bem diferente do inspirador Eric Taylor de Friday Night Lights, que certamente põe o ator numa contenção para quaisquer prêmio que desejar competir. Acredito que continuaremos a observar o desenrolar desse crime, mas espero que não esqueçam que ainda há uma eleição para xerife perto de acontecer e uma investigação na família Rayburn que Marco deixou em aberto.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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