Bloodline – 3×04 – Parte 27

Imagem: Jeff Daly/Netflix/Divulgação

No episódio anterior, tivemos o roteiro dando um foco relativamente maior para Meg e seu luto. Os flashbacks entraram para ilustrar o quão próspera sua relação com Marco poderia ter sido, como era a pessoa certa para ela e que apesar dos defeitos certamente foi o homem da sua vida. Neste episódio, temos as atenções voltadas para Kevin, que ao mesmo tempo que funciona super bem ao desenvolvimento da série, serve para nos mostrar uns buracos aqui e ali na coerência na construção do personagem.

Imagem: Netflix/Divulgação

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Para àqueles que acompanharam a segunda temporada com tanta atenção como este que vos escreve, sabe que o dono da marina ficou um tanto quanto perturbado pela culpa que carregava pela morte do irmão, apesar de ter apenas ajudado a encobrir o crime. Entretanto, desta vez que ele foi o responsável direto pelo homicídio está radiante, saltitante e muito tranquilo com os rumos que a sua vida tomaram. Pode ser a paternidade, mas não acredito que alguém mude tanto assim.

Por outro lado é o espaço perfeito para Norbert Leo Butz mostrar seu talento ao grande público. Ele é um ator renomado, respeitado e premiado da Broadway, mas faz sua estreia na televisão, num personagem de destaque há de ressaltar, como Kevin Rayburn. O que não é uma mudança simples para quem canta, dança e interpreta dez vezes em sete dias da semana, mas acredito que nesta terceira temporada ele está, finalmente, nos mostrando que o Nortbert da TV é tão bom quanto aquele dos palcos.

Quanto as tramas paralelas, confesso que fiquei bastante confuso com aquele problema no núcleo familiar de John. Já estava na hora dele voltar a ter destaque, principalmente sob a responsabilidade de dar alguma importância para Diana, mas por enquanto não parece uma história que merece a nossa atenção. Os novos personagens, entretanto, me deixam bem animados. Tivemos aqui, pelas minha contas, a entrada de pelo menos quatro novas peças nesse jogo para aumentar o drama e elevar a temperatura. Sorte a nossa.

Quero que prestem atenção no núcleo da família O’Bannon. É perceptível que o roteiro vem trabalhando em construir algo envolvendo aqueles personagens. Essa vontade de criar situações adversas para tais papéis vem desde a cena onde Eric prefere cuidar da própria vida do deixar sua mãe no hospital mais próximo. Tal florescência pode vir dele ou até mesmo de Chelsea. Aguardemos.

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Bernardo Vieira

Catarinense e estudante de direito. Escrevo sobre entretenimento desde 2010, mas comecei com política internacional depois da campanha americana de 2016. Adoro uma premiação e um debate político, mas sempre estou lendo ou assistindo algo interessante. Quer saber mais? Me pague um café e vamos conversar.

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