Bloodline – 3×07 – Parte 30

Bloodline
Imagem: Rod Millington/Netflix/Divulgação

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Depois do melhor episódio da temporada a expectativa é ainda maior para a sequência, até porque, o telespectador acaba esperando algo melhor e maior do que acabara de assistir. Sem nenhuma surpresa os roteiristas, com ajuda da mestre Sissy Spacek, entregaram exatamente o que esperávamos e subiram o tom para os momentos derradeiros de Bloodline. Dá pra acreditar que um material sensacional como esse está perto de terminar?

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Imagem: Netflix/Divulgação

Com o julgamento indo na direção de nenhum dos lados, Kevin é chamado para prestar o testemunho mais importante de todo o processo até porque, de acordo com sua versão dos fatos, ele era o único presente no local do crime além de O’Bannon. É fácil dizer que ele não se saiu bem, o que para uma pessoa tão desequilibrada, ansiosa e descompensado, não é nenhuma novidade. Naquele momento o júri começava a olhar com carinho nos pontos feitos pela defensora.

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Lembrando também que Chelsea já tinha levando pontos um tanto quanto suspeitos a respeito dos motivos que levariam Meg a assassinar o ex-noivo. Com o jogo prestes a virar, encontra-se a solução mágica para todos os problemas da acusação – Sally Rayburn. O que faz todo sentido. Para que pessoa mais crível do que a matriarca de uma família que tanto deu à comunidade, que criou cinco filhos e enfrentou situações inimagináveis para mantê-los unidos?

A partir dessa situação, temos a principal cena do episódio. Sissy Spacek nos entrega uma verdadeira masterclass de como ser uma excelente atriz, um dos seus melhores trabalhos nessa série até então e mostrando aos grandes produtores do cinema o que eles continuam perdendo ao deixar esse gênio de lado. Foi um momento tão incrível que mesmo o telespectador sabendo que ela estava mentindo ao júri, o que aí já temos um crime de perjúrio, ela conseguiu emocionar. Não é brilhante?

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Apesar do brilhantismo em conduzir e construir essas sequências de tribunais, acredito que o roteiro errou (e muito) ao deslocar Meg para a situação de figurante de luxo. Ela começou mal aproveitada, teve um súbito crescimento e em seguida desapareceu. Há de se pontuar que tal decisão não é apenas um grande desserviço a carreira da atriz, como também aos próprios roteiristas que dedicaram-se à exaustão no passado para dar espaço e qualidade a personagem.

Estamos a apenas três episódios de um dos Series Finale mais aguardados desta Spring Season, sem sombra de dúvida. O que foi feito até que não merece uma reverência, mas sim um Emmy, ou melhor, alguns Emmys.

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