Blossom e aqueles tempos que não voltam mais

Imagem: Divulgação/NBC

Sim, sou antiga. E sim, sou apaixonada por todas as séries que o SBT me trouxe, vocês sabem disso porque basicamente estou sempre falando de uma delas por aqui. E a série que eu trago hoje é uma das minhas preferidas da vida, e que também me ajudou a superar um pequeno trauma interno: a série de hoje é Blossom.

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Imagem: Divulgação/NBC

Criada por Don Reo, a atração foi muito popular no EUA, onde estreou em 1991 pela NBC. Blossom teve cinco temporadas,  sendo que a última foi exibida em 1995, dois anos antes da série estrear – e mudar a nossa infância – aqui no Brasil, em 1997 pelo SBT, onde o programa fez um gigantesco sucesso.

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Mais uma daquelas séries que nos faziam correr da aula para casa, a comédia trazia a história de Blossom Russo. Uma adolescente divertida que enfrentava todos os dilemas da adolescência e da vida vida familiar com muito astral. Clichê? Sim, o argumento é bem clichê. Mas acredite, a série era boa demais, principalmente pelos personagens e seus relacionamentos.

Blossom vivia em uma casa lotada de homens, seu pai e irmãos – eles foram abandonados pela mãe que foi tentar a carreira de cantora em Paris – e a maior parte da graça da série era exatamente o relacionamento de todos eles. Joey era o melhor deles, divertido, burro ao extremo e lindo, ainda penso que o Joey de Friends foi “inspirado” nele (afinal Blossom é mais antiga). Anthony era o irmão mais velho e sério, mas que também teve os seus deslizes. Ted era o pai “pra frentex” de Blossom, divertido, carinhoso, e que sempre estava pronto para ajudar a todos, sem julgamentos. E por último, mas não menos importante, estava Six, a melhor amiga de Blossom, tão maluca quanto a protagonista.

 

 

Um dos motivos para o sucesso do seriado é que, apesar de ser uma comédia, o programa não deixou de mostrar questões mais sérias, como o problema com drogas e álcool de Anthony, que chocou pela semelhança com o que realmente acontece na vida real; e os problemas com distúrbios alimentares de Six, que começaram engraçados pela contagem de calorias, mas evoluíram para algo sério e perigoso. O trunfo de Blossom era lidar com essas situações de modo esclarecedor e verdadeiro, sem lições de moral. Amava os episódios compostos que lidavam com essas questões, pois isso foi determinante para o sucesso e a relevância da série com o público jovem.

Poderia citar um milhão de momentos da série que marcaram, ou então bordões, como o “Wow” de Joey, mas prefiro encerrar meu texto deixando com vocês o vídeo da abertura da série – que aposto que todo mundo já tentou dançar em casa – que é tão marcante quanto tudo isso junto. Uma série divertida e apaixonante. E se por acaso você não viu Blossom, desculpa amigo, você não teve infância/adolescência. Mas ainda dá tempo, corre e vai recuperar tudo que você perdeu! o/

OBS: Ah o tal trauma que Blossom me “curou”. Me achava meio “nariguda” na época da série, como uma criança boba, tinha vergonha disso. Mas ao ver aquela menina loira e bem mais nariguda que eu dançando toda feliz, o trauma passou. Pronto! 😉

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