A primeira temporada de Bon Appétit Vossa Majestade chegou ao fim na Netflix entregando um desfecho mais otimista do que muitos fãs esperavam. Entre batalhas, traições e sacrifícios, a reta final trouxe um desfecho emocionante para Ji-Young e o rei Yi Heon, além de abrir espaço para uma surpreendente reviravolta no futuro. Mas afinal, quem aparece na linha do tempo contemporânea e como o enredo amarra esse desfecho?
O destino de Yi Heon no Joseon em Bon Appetit Vossa Majestade
Nos momentos finais no Joseon, Yi Heon enfrenta seu tio Jesan, responsável pela trama de usurpação do trono. Ji-Young acaba se sacrificando para salvar o rei, sendo atingida pela espada no lugar dele. Essa cena carrega um peso simbólico enorme: ela encontra o Mangunrok – o diário em que Yi Heon registrava tudo o que ela cozinhava para ele – e, ao morrer, suas palavras literalmente ganham vida.
Apesar do golpe fatal, Ji-Young desperta no presente, em um hospital, com uma cicatriz profunda nas costas. Aparentemente, ela havia sofrido um acidente em sua própria linha temporal. De volta ao mundo moderno, ela reencontra o Mangunrok e percebe que as palavras do rei continuam ali, como se fossem um elo entre os dois tempos.
Ji-Young no presente
Recuperada, Ji-Young decide transformar sua experiência em um novo menu, inspirado na cozinha real da dinastia Joseon, misturada à alta gastronomia. Essa decisão a leva a se tornar chef principal do restaurante Enfin, justamente no momento em que o Guia Michelin se prepara para avaliá-los. É nesse ambiente que o desfecho conecta passado e presente de forma inesperada.
Quem mais aparece na linha do tempo do futuro
O último episódio mostra que Ji-Young não está sozinha: todos os colegas cozinheiros que a ajudaram no Joseon reaparecem em sua cozinha no presente, como se fossem reencarnações de si mesmos. Embora não tenham memória do que viveram no passado, a conexão entre eles permanece, criando a sensação de reencontro e de continuidade.
Esse detalhe reforça o simbolismo do prato Hwanseban — uma refeição que representa “voltar para casa”. Ainda que não tenha devolvido Ji-Young ao passado, o prato trouxe Yi Heon para perto dela no futuro.
O retorno de Yi Heon
O grande choque fica para o desfecho final: Yi Heon aparece no presente, não como uma reencarnação, mas como ele próprio. Diferente dos colegas de cozinha, o rei não perdeu suas memórias. Ele surge como convidado secreto do jantar, assumindo o papel de falso avaliador Michelin. Sem rodeios, ele revela a Ji-Young que cumpriu sua promessa: encontrá-la em qualquer tempo.
A série não explica como o rei conseguiu atravessar os séculos, mas sugere que uma folha do Mangunrok se soltou e viajou até o presente, servindo como portal. Assim como Ji-Young, Yi Heon não tinha mais destino no passado e, por isso, conseguiu atravessar a linha temporal.
Um final feliz e simbólico
A temporada termina com Ji-Young e Yi Heon juntos no presente, finalmente podendo compartilhar uma vida sem as intrigas palacianas e os perigos da corte. O reencontro sela não só o romance dos protagonistas, mas também a ideia de que a comida — e, mais especificamente, o Hwanseban — é capaz de unir mundos, tempos e pessoas.
Além disso, o título honorífico de Yeonhuigun, dado a Yi Heon após ser deposto no Joseon, ganha outro significado: ele não é lembrado como um tirano, mas como um rei injustiçado que encontrou redenção no futuro.
Em resumo, o final de Bon Appétit Vossa Majestade fecha a história de forma positiva, trazendo Ji-Young, Yi Heon e seus aliados para a linha do tempo contemporânea. Ainda que as explicações sobre a viagem no tempo fiquem em aberto, a mensagem é clara: o amor, a memória e a culinária são forças capazes de atravessar qualquer era.