Bridgerton voltou com força total em sua 4ª temporada e, mais uma vez, domina o Top 10 da Netflix nos Estados Unidos. Mesmo após dois anos de espera, o interesse do público segue alto, provando que o romance de época criado por Shonda Rhimes continua sendo um dos maiores fenômenos do streaming.
A nova fase aposta na história de Benedict Bridgerton (Luke Thompson) e Sophie Baek (Yerin Ha), trazendo uma releitura do conto da Cinderela que amplia o universo da série ao explorar também a vida dos criados da alta sociedade.
As críticas e o impacto do “review bombing”
Apesar do sucesso de audiência, a temporada enfrentou um início turbulento. Avaliações negativas em massa — o chamado review bombing — derrubaram a nota do público para 52%, a mais baixa da série até então.
Com o passar do tempo, porém, esse número subiu para 66%, enquanto a crítica especializada manteve uma recepção sólida, garantindo à temporada o selo de Certified Fresh, com 80% de aprovação. Esse contraste reforça como Bridgerton desperta reações passionais, dividindo opiniões sem comprometer sua popularidade.
A releitura do conto de fadas
Um dos pontos mais comentados da temporada é a abordagem adotada pela showrunner Jess Brownell. Inspirada no livro An Offer from a Gentleman, a série transforma a clássica narrativa da donzela em perigo ao dar mais autonomia a Sophie. Em vez de uma personagem passiva, ela surge como uma mulher forte, que não espera ser salva, obrigando Benedict a amadurecer e conquistar seu amor.
Ao misturar fantasia romântica com críticas sociais sutis, Bridgerton mostra que sabe se reinventar. Mesmo enfrentando críticas, a série segue relevante, conversa com seu público e prova que, goste-se ou não, continua sendo um dos maiores sucessos da Netflix.