Californication: Da TV para a estante

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É muito comum uma obra literária ser adaptada para o cinema ou para a tevê, como já foi falado aqui na coluna de séries como Game of Thrones e Rizzoli & Isles, que já eram sucesso de vendas quando tiveram suas versões televisivas encomendadas. Existe também o outro lado, quando as produções fazem tanto sucesso que ganham uma extensão nos livros, como aconteceu com Revenge e Once Upon a Time.

Californication, do canal pago Showtime, foi por um caminho diferente e inovou, diga-se de passagem. No programa que foi ao ar pela primeira vez em 13 de agosto de 2007, Hank Moody (interpretado por David Duchovny de The X Files) é um escritor que já havia publicado seus maiores sucessos e vivia uma fase de bloqueio criativo.

God Hates Us AllOs livros de Hank não existiam por acaso. Além de constar no histórico do escritor, eles também pautavam o enredo. “Fucking & Punching” foi responsável por uma das maiores tramas de Californication, sendo esta a primeira produção de Moody após a crise de falta de criatividade. Na série, o manuscrito foi roubado por Mia (Madeline Zima), que se lançou como autora usando a obra originalmente escrita pelo protagonista na promessa de não revelar o envolvimento sexual dos dois que ocorreu quando a personagem ainda era menor de idade.

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Outro livro importante na série é “God Hates Us All”, que na ficção foi adaptado para o cinema com o título “A Crazy Little Thing Called Love” – pegando carona nos casos de publicações mal adaptadas da vida real, vira piada dentro do show. Considerado o maior sucesso do literato, o livro ultrapassou a barreira da ficção e foi lançado em 2009 nos EUA e no Reino Unido pela editora Simon & Schuster. “God” não chegou a ser traduzido no Brasil, mas teve sua versão lançada em Portugal com o título “Deus Não Gosta de Nós”. Raro em estabelecimentos físicos, a versão em inglês é facilmente encontrado nas lojas virtuais mais populares.

“South of Heaven”, “Seasons in the Abyss” e a obra que dá nome a série, “Californication”, são outros títulos de Hank Moody, porém estas não influenciam no andamento da história. Já “Lew Ashby, a biography” é resultado direto do enredo da segunda temporada, quando o personagem de Duchovny foi contratado para escrever a biografia do produtor musical interpretado por Callum Keith Rennie (Battlestar Galactica).

O esperado series finale da produção criada por Tom Kapinos foi ao ar no dia 29 de junho deste ano, com um protagonista menos focado em escrever romances e mais interessado em roteiros para tevê. Seria uma ótima oportunidade para o escritor fantasma de Hank voltar a publicar os títulos que ainda constam apenas no plano ficcional.

Equipe Mix

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2 comments

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    Luana Siebra Andrade 7 julho, 2014 at 00:26 Responder

    Os livros de Californication são sensacionais. Eles realmente ditam plots importantes, como o da Mia, dentro da série. É engraçado ver que isso foi realmente utilizado na série e não foram apenas mais uma caracteristica do Hank. “God hate us all” é quase que um divisor de águas na série… Hank só se mudou para L.A por conta dele, e a partir (segundo ele), os problemas começaram.

    Ótimo texto, Rubens!

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      Rubens Rodrigues 11 julho, 2014 at 09:08 Responder

      Exatamente isso, Luana. “God” é o motivo pelo qual Hank foi morar na California. É realmente um divisor de águas como vc bem colocou. Obrigado por complementar o texto 😉

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