Cartão Postal – A Casa das Sete Mulheres

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Para todo o Brasil o próximo domingo será como outro qualquer. Para os gaúchos, porém, será 20 de setembro. Neste mesmo dia, em 1835, começava a Guerra dos Farrapos, um conflito que durou dez longos e sangrentos anos. Para quem faltou às aulas de história ou pulou esta parte do livro didático, a Revolução Farroupilha foi uma guerra entre o Rio Grande do Sul e o governo imperial do Brasil. Muito aconteceu durante os dez anos, inclusive a independência da então província que se tornou um Estado autônomo. Era a República Rio-Grandense.

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Uma das dramatizações mais conhecidas do período é A Casa das Sete Mulheres, minissérie brasileira que foi ao ar de janeiro a abril de 2003 pela Rede Globo. O programa foi baseado no romance homônimo de Letícia Wierzchowski e teve atenção especial por parte da emissora, que separou nomes importantes tanto atrás como na frente das câmeras. Na adaptação os respeitados Maria Adelaide Amaral e Walther Negrão; na direção, Jayme Monjardim; no elenco, uma mistura certeira de caras novas e nomes reconhecidos.

A história é contada através da ótica de sete mulheres que vivem seus amores, perdas e ganhos no cenário Farroupilha. Dona Caetana, Dona Ana Joaquina, Dona María, Rosário, Mariana, Manuela e Perpétua são as mulheres que em um universo puramente machista, sobrevivem em um tempo de dor e morte. Em uma história cheia de heróis conhecidos – Bento, Neto, Garibaldi – quem rouba a cena e move a trama é cada uma das fortes personagens centrais.

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Grande parte das cenas foi gravada em quatro cidades do Rio Grande do Sul: Cambará do Sul, São José dos Ausentes, Uruguaiana e Pelotas (alô, minha cidade!). As duas fazendas usadas como cenário ficam em Pelotas e são geralmente chamadas de estância e/ou charqueadas. Uma delas é a São João, de 1810, uma construção à beira de um arroio que é uma espécie de memorial histórico não só para a cidade de Pelotas como para todo o estado. Visitar a estância e fazer uma impressionante viagem no tempo. É impossível visitar o lugar e não pensar o quão importante é tudo aquilo. A região basicamente nasceu ali, naquelas margens; a economia, baseada no charque, deu os primeiros passos ali.

Em Uruguaiana foram filmadas algumas cenas de batalha; sequências estas que envolviam vários figurantes e diversos equipamentos técnicos. Coisa digna de épicos. Além das locações no sul, a minissérie foi filmada nos estúdios do Projac, no Rio de Janeiro. A produção recriou lugares e ruas de Pelotas, Porto Alegre, Laguna e Caçapava nos estúdios, além de ter construído as partes internas das estâncias e prédios.

Saiba um pouco mais sobre a história das velhas estâncias abaixo:

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=S4Lt_uCb5S8[/youtube]

Matheus Pereira

Matheus Pereira

Gaúcho, estudante de jornalismo e viciado em séries. Tem séries pra assistir de mais e tempo de menos. Séries favoritas? Six Feet Under e Breaking Bad.

2 comments

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  1. Caroline Marques
    Caroline Marques 17 setembro, 2015 at 20:11 Responder

    Eu fiz o memórias dessa linda série e fiquei aqui babando pelo Cartão Postal <3 Preciso dos dvds para ver tudo novamente, já assisti as duas vezes que passou na Globo!

    • Caroline Marques
      Caroline Marques 17 setembro, 2015 at 20:15 Responder

      Até hoje me vem na cabeça aquelas músicas: Sete rosas rubras de fogo. Amor e paixão. Sete velas luzem por nós. Na escuridão ♪

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