CCXP 2016 – Dia 1: Painel HBO/Game of Thrones

Painel Natalie Dormer Game of Thrones

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O painel começa com o criador de story board Will Simpson. E as  curiosidades já começam quando ele que revela que, no começo, a produção de Game of Thrones era pequena. No piloto pediram para que ele fizesse o design das armas. Depois, partiu para os White Walkers. Ele era quadrinista e era bastante fa do Conan, o Bárbaro, logo foi muito divertido contribuir para a série.

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Na quinta temporada, Simpson foi um dos membros da equipe que trabalharam na produção da famosa cena da morte de Jon Snow. Ele ficou em choque quando recebeu o script e descobriu que Jon morria. Ele não tinha lido o último livro e, assim, estava como Snow: sem saber de nada. Segundo ele, sempre é muito emocionante quando a produção recebe os roteiros, pois sempre morre alguém. No escritório todos vão à loucura quando chegam os roteiros. Para Will, é dificil ter q saber o q vai acontecer e não poder contar para ninguém. “É um desafio guardar segredo. Uma loucura não poder compartilhar com ninguém o q vai acontecer”.

Story boards são famosos por facilitar a visão do diretor e a organização das cenas, principalmente nas sequências de ação. Na Batalha dos Bastardos, contudo, não havia story board, então ele que teve que criar tudo para a cena. Segundo ele, trabalha-se muito nos story boards, e muitas vezes tem que voltar e mudar alguma coisa. Trabalha-se com muitos diretores e varias visões sobre a mesma cena. É complexo, mas ao mesmo tempo é maravilhoso unir o pensamento de cada um em uma arte só.

Quanto aos efeitos especiais, Simpson comenta que foram aumentando desde a primeira temporada. Eles só têm dois navios, mesmo que vejamos um monte na tela. “De um simples desenho, uma pessoa torna-se grande, majestoso na tela depois”, comenta.

Simpson relata que não viaja para os lugares de filmagem, mas tenta colocar no papel o máximo de riqueza e detalhes dos locais. Ele usa a imaginação para criar o ambiente mais próximo possível. Suas artes podem ser conferidas no Blu-ray da série.

Além de trabalhar há anos com quadrinhos, ele deseja que seu trabalho chegue às grandes telas do cinema algum dia. Desde pequeno sempre gostou de desenhar, principalmente vampiros. Aos poucos começou a fazer historias que nem nos filmes. E assim tomou gosto pelo story board. Toda cena é criada a partir de uma tira de quadrinhos, cada movimento, cada ação nasce na linha histórica da arte.

Para que curte desenhar, Simpson deixa um recado final: “Não parem de desenhar nunca!”.

Em seguida entra Steve Martin, que trabalha nos efeitos visuais da série. No departamento, trabalhou em Super8, Homem Aranha e teve a honra de trabalhar com Steven Spieberg, tendo também ajudado a finalizar o novo Triplo X.

Muitos dos cenários são reais em GoT. Os produtores buscaram no mundo todos os lugares perfeitos para as cenas. Muito realmente existe, como castelos e paisagens. Porém, em cima destes cenários, os efeitos visuais fazem diferença, mesclando o real com o artificial. É como pintar em uma tela: eles fazem no Photoshop e depois aplicam na chapa da cena.

Para criar os dragões, primeiro faz uma escultura com argila em uma mesa giratoria para ver todos os aspectos do animal. Depois, no computador, eles anotam todos os detalhes que querem no dragão. Cada detalhe de cada escama, cada ruga é importante para tornar mais crível e real possível. Se faz uma pesquisa depois das cores de animais similares como cobras, lagartos, etc. para definir a cor dos olhos e da pele, por exemplo. Depois parte para o aspecto da textura. Elas são muito importantes para dar mais veracidade. Demora 4 meses para construir os dragões. E cada vez mais os dragões estão sendo mais inseridos na história do programa e o modo que vemos os dragões ficam mais detalhados ainda.

Para criar os movimentos do corpo eles pesquisaram como um frango se movimenta. O mexer das asas, o andar das pernas. Cada detalhe da pele quando se movimenta foi observado para chegar no movimento dos dragões.

Antes, com menos cenas envolvendo os animais, a equipe usava poucos pontos para animar. Na temporada passada mais de 200 objetos foram usados para fazer a animação. Então a complexidade aumenta, incluindo as expressões, a textura e o movimento dos dragões. Existem 175 pontos de escamas na pele de apenas um dragão.

Há outros efeitos nos dragões como o fogo, a água e demais objetos, como  aqueles utilizados pelos atores possam interagir com os dragões no set. O fogo, por exemplo, tem varias cores e fases para parecer mesmo real. Mas há casos que são usados dubles e fogo de verdade. O que eles fazem depois é aumentar a chama. Já para a agua, se estudou como ela se comporta na pele do animal. Cada gota é colocada uma a uma mas o computador pode ajudar muito nesta parte.

A coisa toda foi complexa pois em 5 anos de serie eles tiveram que fazer os dragões em varias idades. Começou como filhotes, bem pequenos, e foi crescendo até chegar no tamanho gigante que vimos na ultima temporada. Na quinta temporada foi adicionada mais expressões faciais nos animais, pois quando Drogon retorna para Daenerys, existe um momento emotivo e os envolvidos queriam passar a emoção através das expressões do rosto do Dragão.

E finalmente temos Natalie Dormer, a Margaery Tyrell da série. A atriz foi ovacionada quando entrou. Linda e simpática, a artista ainda ensaiou algumas palavras em português. Ela comentou da emoção de interagir com os fãs, principalmente os internacionais. Esta vibe de seguir nossa paixão por Westeros e fantasiar e idolatrar este mundo foi destacada pela atriz.

Dormer brinca que não imaginava que morreria queimada. Imaginou que talvez tivesse a cabeça cortada, mas ficou surpresa quando leu o “boom” no roteiro. Ela ficou feliz de ter trabalhado em GoT e sabe que a maioria dos personagens tem prazo curto, mas ela sempre foi fã da serie e ela sempre vai estar em seu coração.

Dormer comentou que acredita na vingança da familia Tyrell e que podemos aguardar vingança por aí, tendo em vista ser a segunda família mais rica daquele mundo. Perguntada se queria ver um personagem sofrer, ela responde: “Cersei” e todos aplaudem.

Imagem: Mix de Séries

Imagem: Mix de Séries

A série é ótima para as mulheres, mostra igualdade, mostra o poder feminino e dá destaque para os poderes de uma mulher. Da mesma forma que Jogos Vorazes é muito voltado para as mulheres também. Ela comentou isso e afirmou o feminismo e a necessidade de direitos iguais na sociedade. Foi muito bonito ouvir as palavras encorajadoras e feministas de Natalie. O assunto se estendeu pare o preconceito, a misoginia, a xenofobia e a desigualdade entre os gêneros. Com isso, ela ressalta a importância dessas produções neste debate, pois no mundo de fantasia explorado pelas obras é confrontado a intolerância, a briga pelo poder, a importância da educação e a briga de gêneros. Nada melhor do que discutir estes assuntos na ficção e em histórias populares.

Sobre o momento da série, ela comentou que adora o Cão, pois adora o ator. Mas ela é realmente fascinada pela Arya. Além disso, curte o momento de Jamie com Brienne. Ao ser questionada da sua cena favorita ela citou “look the pie” e todos riram, fazendo referência à morte de Joffrey. Ela diz ter adorado fazer o casamento. Foi uma das semanas favoritas dela na produção.

Agora que saiu de Game of Thrones, Dormer revela que pensa em estrelar alguns filmes, mas também está aberta a propostas mais longas com boas historias ou até mesmo voltar para o teatro.

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